A FRAQUEZA DE PILATOS E O PROPÓSITO DE DEUS (Mc 15.1-24)

Dc. Sidney Sanges Silva

Líder DEJAD – Canguaretama / RN 

Domingo 07 de Novembro de 2026

“Tornou Pilatos a interrogá-lo: Nada respondes? Vê quantas acusações te fazem!” (Marcos 15:4)

Jesus diante de Pilatos nos apresenta diversos ensinamentos. Dentre eles, a realidade de que o ser humano, estando distante de Deus, é capaz de cometer muitas maldades. No contexto da passagem apresentada (Marcos 15:1-24), compreendemos que nenhuma das injustiças relatadas pelo evangelista, alterou o propósito de Deus. 

Na ótica humana, percebemos com clareza que Pôncio Pilatos tinha poder para soltar Jesus (João 19:10). Após Jesus passar por um crivo religioso, e os sacerdotes e os demais sabendo que não teriam como condená-lo pelas acusações apresentadas, o amarraram e o entregaram para ser crucificado. Nessa situação enxergamos o tipo de líder que foi Pilatos: um homem que ocupava um trono poderoso, mas não era justo nem firme nas suas decisões. Vejamos: “Não vejo neste homem crime algum” (Lucas 23:4); ele representa o tipo de líder que ocupa um cargo, mas muitas vezes não entende o verdadeiro sentido de liderar, algo que é preciso ter muito cuidado quando se fala de decisões. 

Na narrativa do texto, a preocupação de Pilatos era agradar e contentar a multidão, mesmo que, para isso, ele tivesse que condenar o inocente (Jesus). Essa é uma grande lição que aprendemos nessa situação: quantas vezes, para ter a aprovação humana, se não vigiarmos, nos rendemos a essas mesmas práticas, para nos mantermos em uma determinada posição ou até mesmo para ocupá-la? Mas que bom seria se os seres humanos seguissem o exemplo de Jesus, que, por sua vez, seguiu firme no propósito de fazer a vontade do Pai, conforme declarou no Jardim: “Pai, seja feita a tua vontade” (Lucas 22:42). Ao contrário de Pilatos, a vontade de Jesus é que possamos experimentar quão boa, agradável e perfeita é a vontade de Deus (Romanos 12:2).

Independentemente de ser líder ou liderado, na nossa caminhada com Cristo, é preciso entender que não estamos isentos de sofrer injustiça, acusações, afrontas, incompreensões etc. Contudo, temos a certeza de que, no fim, o Senhor fará justiça por nós. Nessas horas, somos tentados a agir com as nossas forças ou pelo nosso entendimento. Mas, o que o Mestre nos ensina? Ele poderia recorrer ao mesmo que estava lhe interrogando, que até declarou que “nele não havia crime algum”, ou rogar ao Pai para enviar anjos. Porém, optou por ficar calado e cumprir sua missão salvadora, a qual lhe custou um alto preço. Muitas vezes, precisamos silenciar, ficar calado, e esperar no Senhor. Essa é nossa maior resposta. Uma resposta de Fé (Marcos 15:5). 

Quanto a nós, que verdadeiramente tivemos um encontro com Jesus e assumimos o compromisso de segui-lo, precisamos “levar a nossa Cruz dia após dia e caminhar após Ele” (Lucas 9:23), o qual não tendo pecado algum, foi levado à cruz. 

À caminho do Gólgota, diante de todo o sofrimento, com o físico cansado, levando aquele madeiro, aparece alguém no cenário para ajudá-lo a levar a cruz. Na nossa história não é diferente! Quantas vezes o Senhor levanta pessoas, que nem se dão conta de que estão sendo instrumentos de Deus na terra, para ajudar outros na caminhada da fé? 

Por fim, o nosso Jesus é pendurado na Cruz, onde passa a sua maior aflição e declara, diante de tamanha dor: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46). Ao longo da caminhada, vão existir momentos em que iremos ter a sensação de abandono pelas pessoas que mais nos amam. Mas acredite: tudo isso faz parte do propósito divino. E, mesmo assim, Deus sempre está no controle de tudo!

DESAFIO DO DISCÍPULO:

Na vida, é necessário estabelecer propósitos, sejam eles no âmbito natural ou espiritual. No mercado é cobrado e estabelecido uma meta; na faculdade: foco; na fé: entrega; e tudo isso envolve propósito.  Jovem, eu te convido a sair da sua zona de conforto! Quero te propor a assumir e cumprir alguns desafios:

  • Que a sua entrega diante do Propósito que Deus tem não seja uma obrigação, assim como foi com o Cirineu, mas que seja uma entrega voluntária assim como foi com Jesus.
    • Faça uma avaliação introspectiva diariamente, sobre a sua entrega espontânea e voluntária para Deus.
  • Quem teve e tem a prática de orar (oração) e de jejuar (jejum), sabe o quanto esse esforço e renúncia fortalece o nosso relacionamento espiritual com Deus e nos aproxima dEle. Convido você a se questionar:
    • Como está o meu relacionamento com Deus? E como ele deveria estar? Mesmo sabendo que ele nunca está tão bom que não possa melhorar.
  • Um nível de relacionamento íntimo com Deus nos encoraja a avançar, mesmo quando tudo e todos em nossa volta tentam nos parar.
    • Você tem avançado ou está estacionado?

ORAÇÃO DO DISCÍPULO

Pai, eu oro em nome de Jesus, declarando que Tu és o nosso Deus, reconhecendo que somos a obra-prima das Tuas mãos e que Tu nos fizeste para um propósito, que é Te adorar! Não permitas que venhamos a nos render ao sistema mundano, mas ajuda-nos a nos manter firmes no propósito. Livra-nos de todos os males e enche-nos com a Tua presença todos os dias, para Te servir e ganhar almas para o Teu Reino. Amém!

ABRA O SEU CORAÇÃO

  • Como tem sido a sua entrega a Deus? Tem sido uma obrigação ou uma ação voluntária?
  • No seu relacionamento íntimo com Deus, você está se posicionando independente da opinião da multidão ou está ocultando a sua fé e buscando contentar a multidão?

Muitas vezes, precisamos silenciar, ficar calado, e esperar no Senhor. Essa é nossa maior resposta. Uma resposta de Fé.

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