Dc. Jônatas Campos
(Vice-Diretor Dejad/RN)
“E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel. (Emanuel traduzido é: Deus conosco).” (Mt 1.21-23).
Você já parou para pensar no quanto é revolucionário o nome “Emanuel”? (Deus conosco). Não Deus distante, observando de longe; Não Deus indiferente aos nossos dramas; mas Deus conosco – presente, próximo, envolvido.
A narrativa que Mateus nos apresenta sobre o nascimento de Jesus revela exatamente isso: Deus descendo até nós, entrando na nossa história de forma radical e pessoal. José, um homem simples e justo, se vê no centro de um mistério divino que mudaria toda a história da humanidade. E talvez seja justamente por isso que essa história nos toca tanto, porque mostra que Deus escolheu vir até nós da forma mais humana possível.
A situação de José não era nada confortável. Descobrir que sua noiva estava grávida, em uma cultura onde isso significava vergonha pública e até morte por apedrejamento, deve ter quebrantado seu coração. Ele planejava deixá-la secretamente, evitando expô-la ao escândalo (isso é amor). Mas Deus intervém através de um anjo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua esposa, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo”. Que reviravolta! O que parecia ser o fim de tudo era, na verdade, o começo do plano de salvação. Deus não apenas estava operando algo extraordinário, Ele estava convidando José a fazer parte disso. E José creu. Ele acordou e fez exatamente o que o anjo havia ordenado.
Talvez você esteja vivendo seu próprio momento de confusão, onde as circunstâncias não fazem sentido, e o Natal parece apenas mais uma data no calendário. Talvez as tradições familiares sejam dolorosas, ou você se sinta deslocado em meio às celebrações. Mas a mensagem central do Natal não é sobre luzes decorativas ou presentes, é sobre um Deus que escolheu não nos abandonar à nossa própria sorte. Jesus veio para “salvar o seu povo dos pecados deles”. Ele veio porque havia (e há) algo profundamente errado com a humanidade, algo que nós mesmos não poderíamos consertar. E a solução divina foi uma aproximação radical: tornar-se um de nós.
O nome Jesus significa “o Senhor salva”. Não é coincidência que o anjo tenha enfatizado esse nome junto com Emanuel. Porque Deus conosco não é apenas Deus presente, é Deus salvando, restaurando, redimindo.
Jesus não veio apenas para estar perto; Ele veio para nos resgatar da separação eterna, da escravidão do pecado, da morte. Quando celebramos o Natal, celebramos essa intervenção divina impossível: o Criador entrando em Sua própria criação, não como um tirano distante, mas como um bebê vulnerável. Que inversão de expectativas! E que demonstração de amor!
A resposta de José nos desafia profundamente. Ele não entendeu tudo, mas obedeceu. Ele não teve todas as respostas, mas confiou. E você? Como tem respondido ao chamado de Deus? O verdadeiro espírito natalino não está em recriar memórias perfeitas ou manter tradições vazias. Antes, está em reconhecer que Emanuel veio, e continua conosco hoje através do Espírito Santo; está em abrir o coração para que Jesus seja não apenas um personagem de dezembro, mas o Senhor de toda a nossa vida; está em permitir que a notícia do Salvador transforme não só o Natal, mas todos os dias do ano.
Neste período natalino, que tal olhar além das luzes e das decorações? Que tal enxergar Jesus pelo que Ele realmente é – Deus que desceu até nós para nos salvar! Se você ainda não entregou sua vida a Cristo, este pode ser o momento. Se você já O conhece, renove seu compromisso de viver como alguém que foi alcançado por Emanuel. E lembre-se: Deus não está distante. Ele está conosco. Ele está com você. E essa é a melhor notícia que alguém poderia receber em qualquer época do ano.
Oração
Senhor Jesus, obrigado por não ter permanecido distante. Obrigado por descer até nós, por tornar-Se Emanuel, Deus conosco. Perdoa-nos pelas vezes em que reduzimos o Natal a tradições vazias e esquecemos o real significado da Tua vinda. Assim como José confiou mesmo sem entender tudo, ajuda-nos a confiar em Ti em meio às nossas próprias incertezas. Que este Natal seja marcado não por nostalgia ou tristeza, mas pela alegria de saber que Tu estás presente, que Tu salvas, que Tu transformas. Usa-nos neste Ano da Colheita para compartilhar essa boa notícia com aqueles que ainda não Te conhecem. Em Teu nome oramos. Amém.
Para Inspirar
Na abertura desse devocional, lhe desafio à leitura da obra Cristianismo Puro e Simples, de C.S. Lewis. Um clássico inspirador. Será muito edificante para você.
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