PAR OU ÍMPAR?

Aux. Ítalo Rafael

01 de Fevereiro de 2026 (Domingo)

“Enquanto caminhava por ali, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no lugar onde se coletavam os impostos. ‘Siga-me’, disse-lhe Jesus, e Levi se levantou e o seguiu.” (Mc. 2: 14 – NVT).

Eu sempre gostei de jogar futebol com os amigos. Além dos benefícios da prática do exercício físico em si, esta é uma ótima ferramenta para estreitar os laços e relacionamentos com pessoas que estão à nossa volta, tendo elas habilidade no jogo ou não. Chega a ser normal nesses ambientes (quando saudáveis), nós conhecermos melhor algumas pessoas cujas as quais não tínhamos tanto contato anteriormente, e as mesmas passam a ser mais presentes ao nosso lado não só no campo ou na quadra, mas em nossa vida. 

E sabe como geralmente dá-se início a toda essa “liturgia”? Com um simples  “par ou ímpar”. Os dois melhores jogadores presentes se dividem e disputam para saber quem irá começar a escolher o seu time primeiro, e então, começa a seleção, começando pelos mais habilidosos e indo até os de menor habilidade. E sim, se você já foi o último a ser escolhido depois de todos presentes, eu sei que há um resquício de vergonha pairando no ar (risos).

É bem provável que era exatamente este o sentimento que pairava sobre a vida de Mateus (não, não existia futebol no tempo dele – risos). Ele era um israelita que cobrava impostos abusivos do seu próprio povo e repassava à Roma o dinheiro coletado. Basicamente, um traidor da sua nação, favorecendo o regime que subjugava Israel com mãos de ferro e pouquíssima clemência. Não se tratava somente de uma profissão, mas da encarnação do que seria um pecado grave para o povo judeu (Mc. 2:16).

Se tivesse uma partida de futebol naquele tempo, e Mateus quisesse jogar, com certeza ele seria o último a ser escolhido. Sendo ele provido de habilidades ou não.

Mas, a vergonha de Levi (o outro nome do nosso personagem), e o preconceito da sociedade israelita direcionado a ele, deram de cara com algo avassalador: a escandalosa Graça de Jesus! Era um dia normal para Mateus, cobrando e recebendo não só dinheiro, mas desprezo… Até que Jesus passou pelo seu posto de trabalho. Sem precisar de ímpar ou par, mas somente com um chamado – “Siga-me” -, escolheu e transformou um cobrador de impostos odiado em uma das colunas da Igreja. Mateus era rejeitado por todos, mas não pelo Messias. E isso basta!

O discipulado de Mateus começa na mesa da sua própria casa. No ambiente da mesa nós somos iguais. Dividimos o mesmo pão, e os nossos olhares estão nivelados. Não há mais cobrança, mas partilha de vida. E apesar das críticas dos fariseus direcionadas a Jesus por estar comendo com publicanos e pecadores, o nosso Salvador deixa claro qual era a Sua missão no mundo: buscar os doentes, e não os sãos (Mc. 2:17). Ele veio para acolher os últimos da lista do ímpar ou par, que coincidentemente, somos você e eu.

Éramos inimigos de Deus, filhos da ira, escravos do pecado (Ef. 2:1-3). Não havia nada de atraente em nós para que pudéssemos atrair o amor do Senhor, pois destituídos estávamos da Sua Glória (Rm.3:23). Mas assim como foi com Mateus, Ele veio para perto de nós, olhou com Graça, e nos chamou: Siga-me. “Não satisfeito”, convidou-nos para a mesa do Pai, e os que antes eram filhos da ira, agora são filhos de Deus. O maior amor do universo escolheu os piores pecadores, pois nele consiste a definição de amor (1 Jo. 4:10).

O que fazer diante de tudo isso? Simples. Faça o mesmo! Vá e apresente o amor de Deus para alguém que não O merece (ou seja, todos)! Mateus tornou-se um dos mais influentes escritores do maior best-seller de todos os tempos (a Bíblia), e tudo começou com um olhar de Graça. Sendo assim, assuma o mesmo olhar. Ao invés de escolher somente a companhia dos justos que encabeçam os primeiros lugares da fila, escolha também os rejeitados. Deus se agrada disso, pois foi o que Ele fez conosco. Vá e faça o mesmo!

Desafio do Discípulo

Se aproxime de alguém nesta semana com a intenção de apresentar Jesus para ele (a). Convide-a para alguma atividade e peça discernimento a Jesus para introduzir um momento de discipulado, falando sobre os princípios do Reino. Este é o nosso chamado!

Oração

Pai, te agradecemos pelo Seu grande e constrangedor amor por nós. Queremos atender o Seu chamado, e para isso, dá-nos os Seus olhos de amor pela nossa geração. Não queremos nos isentar do compromisso no qual o Senhor nos envolveu. Nos ajude a sermos uma extensão dessa Graça na vida daqueles que ainda não te conhecem. Queremos  viver plenamente a Boa Nova de Cristo Jesus, nosso Senhor!

Abra o seu coração

  • Você tem olhado para as pessoas como Jesus olha para você (com graça e amor)?
  • Discipulado é trazer pessoas para perto e apresentar Cristo em todos os aspectos da nossa vida. Você tem feito isso com alguém?

A salvação é de graça, mas o discipulado custa tudo o que temos. (Billy Graham)

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