Devocional Princípios (2026)

  • QUANDO A AUTORIDADE DE DEUS CONFRONTA NOSSAS EXPECTATIVAS (Mc 11.27-33)

    Dc. Jonnas Azevedo

    DEJAD – Patu/RN

    Domingo, 30 de agosto de 2026

    “E lhe disseram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para fazer estas coisas?” (Marcos 11:28).

    É muito difícil explicar um milagre aos olhos daqueles que não creem; mais difícil ainda é fazê-los reconhecer quem é Aquele que realiza o milagre. É exatamente isso que percebemos na atitude dos líderes religiosos diante de Jesus. Eles viam os milagres, ouviam os testemunhos e presenciavam as obras de Jesus, mas, ainda assim, permaneciam inquietos e questionavam Sua autoridade.

    A pergunta deles era: “Com que autoridade fazes tu estas coisas?” O problema é que Jesus não correspondia à imagem de Messias que eles haviam construído. Eles esperavam um Messias segundo as suas próprias expectativas: alguém que chegaria com aparência de grandeza, poder e imponência. Mas Jesus veio de maneira completamente diferente. Ele era humilde e, em determinado momento, entrou em Jerusalém montado em um jumentinho (Mt 21.1-11).

    Imagine a quebra de expectativa: enquanto os homens esperavam um Rei segundo os padrões humanos, Deus estava apresentando o Rei segundo os Seus próprios padrões. E talvez seja justamente aqui que precisamos olhar para nós mesmos. Da mesma forma, nos dias atuais, o Senhor continua usando pessoas que, aos olhos do mundo, não possuem aparência de grandeza, destaque ou importância. Pessoas comuns, que não correspondem às expectativas deste mundo, mas que foram chamadas por Deus para cumprir um propósito.

    E eu quero fazer você pensar: Será que, às vezes, não estamos cometendo o mesmo erro dos fariseus? Será que não estamos questionando aquilo que Deus colocou em nossas mãos simplesmente porque não corresponde às nossas expectativas? Será que você não está deixando de fazer a vontade de Deus porque olha para si mesmo e pensa: “Eu não sou capaz”, “eu não tenho conhecimento suficiente”, “eu não tenho recursos”?

    Mas a questão não é se você se considera capaz. A questão é quem o chamou. Nós fomos chamados. Cristo nos deu uma missão: pregar o Evangelho, anunciar a salvação, amar as pessoas, evangelizar e anunciar a libertação por meio da Palavra de Deus.

    Jesus disse que aqueles que cressem seriam acompanhados por sinais, mostrando que a missão não seria realizada apenas pela capacidade humana, mas pela ação de Deus. Por isso, nós fomos comissionados. Você não precisa parecer grande aos olhos do mundo para ser usado por Deus, não precisa corresponder às expectativas das pessoas. Precisa apenas estar disponível e obedecer Àquele que o chamou.

    Os fariseus estavam preocupados em saber de onde vinha a autoridade de Jesus. Nós, porém, precisamos compreender que a autoridade para cumprir a missão não vem de nós mesmos. Ela vem dAquele que nos chamou e nos enviou.

    Desafio do discípulo

    Eu quero lançar um desafio para esta semana, escolha três pessoas, Uma pessoa para você orar, uma pessoa para você evangelizar e uma pessoa para você abençoar.Não deixe que esta semana termine sem cumprir uma ação concreta em favor de alguém.

    Uma necessidade de oração

    Ore para que Deus use a sua vida. Ore para que as pessoas que forem colocadas no seu caminho sejam alcançadas pelo Evangelho. Ore para que os dons, os sinais, os milagres e tudo aquilo que Deus realizar por meio da sua vida não sejam para a sua própria glória, mas para a glória de Deus. Você foi chamado. Você foi enviado. Agora, cumpra a missão.

    Abra o seu coração.

    • Por que os líderes religiosos tiveram tanta dificuldade em reconhecer a autoridade de Jesus, mesmo vendo os Seus milagres?
    • Será que, assim como eles, eu também tenho criado expectativas que me impedem de enxergar o que Deus está fazendo?
    • Estou avaliando a obra de Deus pela aparência ou pelos frutos que ela produz?
    • Quando Deus escolhe pessoas simples para realizar a Sua vontade, eu reconheço a ação dEle ou questiono a autoridade que lhes foi concedida?
    • Se Cristo me chamou e me enviou, por que ainda duvido que Ele possa me usar?

    Deus continua usando pessoas simples para revelar a Sua glória, e a questão não é se elas parecem capazes, mas se foram chamadas por Ele.

  • PERDÃO: O caminho do triunfo (Mc 11.12-26)

    Ir. Priscila Costa

    Congregação Jardim do Senhor (Setor 4/ IEADERN)

    Domingo, 23 de Agosto de 2026

    “E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas.” (Marcos 11:25).

    No mundo atual, ser vencedor está, muitas vezes, relacionado aos títulos que conquistamos, aos bens que adquirimos e àquilo que possuímos. Existem até igrejas que pregam a prosperidade como ponto central da vida cristã. Que perigo!

    Todavia, eu creio no que a Palavra de Deus afirma quando  que “Tudo quanto pedirdes, crendo, recebereis.” Nosso Deus é poderoso para fazer todas as coisas, de trazer à existência aquilo que não existe, aos que têm fé, pois “ tudo é possível ao que crer”, contudo, a Bíblia nos apresenta um caminho ainda mais penoso para o verdadeiro triunfo: o perdão.

    Algumas pessoas podem até pensar: “Ah! Mas eu não tenho nenhuma mágoa” ou “já me fizeram mal, mas eu deixei para lá” (mas o ressentimento ainda está marcado no coração). Porém, como seria o seu sentimento se alguém te ofende publicamente ao ponto de te fazer perder a dignidade, por algo que você não fez? Ou ser traído por alguém que você  muito amava? Quem sabe, aqueles que deveriam te trazer segurança na infância, não te protegeram e te fizeram perder a inocência.

    Há diversas histórias de dores que se fosse escrever, não caberia aqui, tudo consequência do pecado. O contexto do trauma é: pessoas feridas, consequentemente ferem as outras, porém, a boa notícia é que na cruz, Cristo nos perdoou das nossas ofensas e pecados e nos convida a viver uma vida de perdão. Pessoas saradas pelo sangue de Jesus,  perdoam e vivem a plenitude do evangelho.

             Enquanto o mundo, pensa em vingança,  em Cristo temos compaixão; enquanto pessoas vivem presas no passado, em Cristo, somos chamado para liberdade de uma nova vida; se para o mundo o sucesso é ter tesouros terrenos, a nossa satisfação é tê-lo como Amigo, Pai, Senhor e Rei que diariamente ensina a ter um coração mais parecido com o dEle, ao ponto que aprendemos a orar com sabedoria e a  viver o verdadeiro caminho do triunfo. 

    Desafio do Discípulo

    Faça uma lista de oração com todos os seus pedidos ao Senhor (vida espiritual, emocional e material), mas antes de apresentá-la, ore abençoando a pessoa que lhe causou algum dano e peça ajuda ao Espírito Santo ajude a liberar perdão.

    Uma necessidade de Oração:

    Ore para que o Senhor revele ao seu coração o que precisa ser alinhado ao coração de Deus. Para que na caminhada Cristã, cresça na fé, na perseverança e no amor para viver uma vida triunfante.

    Abra o seu coração

    • Existe alguém que você diz ter perdoado, mas lembrança cuja ainda desperta dor, ressentimento ou desejo de justiça pelas próprias mãos?
    • Se Jesus perdoou você na cruz quando nada poderia oferecer em troca, o que tem impedido você de estender esse mesmo perdão a quem o feriu?
    • Hoje você está buscando o triunfo que o mundo oferece ou a liberdade que Cristo concede por meio do perdão?

     

    “Perdoar é o sinônimo de quem sabe amar. Assim como Cristo te amou, ame também ao próximo”.

  • O SENHOR PRECISA DE VOCÊ

    Descobrindo a nossa utilidade no discipulado (Mc 11.1-11)

    Dc. Vitor Caldas

    Líder Dejad – Setor 07 (Dix – Sept Rosado)

    Domingo, 16 de agosto de 2026

    “Se alguém lhes perguntar: ‘Por que vocês estão fazendo isso?’, digam: O Senhor precisa dele e logo o enviará de volta.” (Marcos 11:3).

    Você já parou para pensar no privilégio que é ser útil para o Reino de Deus? Na passagem que serve como antessala da entrada triunfal em Jerusalém, Jesus envia dois de seus discípulos para buscar um jumentinho. Havia uma instrução muito clara e específica para uma situação aparentemente comum. Se alguém os questionasse, a resposta deveria ser simples, curta e direta: o Senhor tem necessidade dele.

    É fascinante notar que o Criador do universo, o Rei da Glória, escolheu precisar de algo tão simples para cumprir uma das profecias mais importantes da história. Ele não mandou buscar uma carruagem luxuosa ou um cavalo de guerra imponente. Jesus preferiu a simplicidade de um jumentinho que nunca havia sido montado. Isso nos ensina de forma profunda que, no projeto do discipulado, a nossa disposição vale muito mais do que os nossos grandes títulos. Nos mostra que precisamos entregar a Jesus aquilo que nunca foi usado por ninguém, ou seja, algo exclusivo.

    Na caminhada cristã, muitas vezes nos sentimos pequenos demais ou incapazes de fazer a diferença. Olhamos para as nossas limitações e esquecemos que o Senhor nos conhece pelo nome e sabe exatamente onde estamos amarrados. Ser discípulo é compreender que Jesus quer nos desamarrar de velhos hábitos e nos colocar em movimento para a Sua obra. Ele conhece o seu potencial e tem um propósito específico para a sua vida hoje.

    Note que o texto bíblico traz uma garantia extraordinária no final: “e logo o enviará de volta”. Tudo o que entregamos nas mãos de Jesus não é perdido ou desperdiçado. Quando disponibilizamos nosso tempo, nossos talentos e o nosso coração para Ele, recebemos de volta uma vida transformada e cheia de significado.

    O discipulado eficaz não é feito de grandes monólogos ou de conceitos complexos que nos afastam da prática. Ele acontece no dia a dia, quando respondemos prontamente ao chamado do Mestre com passos de obediência simples. Jesus deseja usar você exatamente no lugar onde você está inserido — seja na sua escola, na sua faculdade, no seu trabalho ou na sua comunidade. Quando Ele nos chama, a melhor resposta que podemos dar é nos colocarmos inteiramente à Sua disposição para lhe oferecer o melhor que temos.

    Desafio do Discípulo

    Identifique, nesta semana, uma área da sua vida, um talento ou um tempo precioso que você tem guardado apenas para si. Assuma o compromisso prático de desamarrar esse recurso e colocá-lo a serviço do Reino de Deus, do próximo ou da comunidade. Seja voluntário em uma ação de evangelismo, faça uma visita ao CIADE (Centro Integrado de Assistência Social da IEADERN), vá a um hospital infantil ou simplesmente dedique um momento para ouvir e apoiar quem precisa — seja um jovem da igreja, uma criança ou um parente próximo.

    Oração do Discípulo

    Senhor Jesus, obrigado por me escolher e por demonstrar que queres me usar mesmo com todas as minhas fraquezas. Desamarra o meu coração de tudo aquilo que me prende ao egoísmo. Que a minha vida esteja sempre pronta e disponível para cumprir os Teus planos e glorificar o Teu nome. Amém.

    Abra o seu coração

    • Se Jesus enviasse alguém hoje para pedir aquilo que você considera mais valioso, qual seria a sua reação imediata?
    • Você tem se sentido pequeno demais para ser usado por Deus, esquecendo-se de que Ele escolhe as coisas simples para envergonhar as sábias?
    • O que ainda está amarrando você e impedindo o seu avanço prático na jornada do discipulado?

    “Disponibilidade e obediência são as chaves que desatam o agir de Deus na nossa história.”

  • VOCÊ PODE SER O PRÓXIMO (Mc 10.46-52).

    Dc. Janssen Lemos

    Líder Dejad – Setor 08 (Pirangi)
    Domingo, 09 de agosto de 2026

    “E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.” (Marcos 10:52).

    Em  Jericó vemos mais um exemplo de que “a fé em quem tudo pode”, faz a diferença…
    Nesta passagem podemos imergir nos relatos de um homem que vivia uma vida limitada por uma deficiência que o impedia de ver. Ele não podia ver as maravilhas físicas que o Senhor fez; não contemplava visivelmente a natureza, o rosto das pessoas que amava; também não via os olhares de desprezo e nem a indiferença com que era tratado.
    Um certo dia, lá estava Bartimeu, o filho de Timeu, sentado  junto ao caminho, à margem da sociedade, fazendo o que lhe era de costume: mendigando (v. 46). Ele sequer imaginava o que estava prestes a acontecer. Jesus iria passar por ali.

    De repente, vozes, passos, barulhos e uma informação chega até ele: Jesus de Nazaré passava por ali. Podemos acreditar que aquele cego já ouvira falar dos feitos de Jesus – curas, milagres, ensinos. Era a oportunidade singular para aquele “invisível” homem.

    Bartimeu poderia apenas se alegrar pela passagem do Mestre, ou simplesmente viver aquele momento de forma passiva. No entanto,  sua fé o levava a agir e clamar por um milagre. Então, encheu os pulmões e gritou o mais alto que pôde: “JESUS, FILHO DE DAVI, TEM MISERICÓRDIA DE MIM”. Vozes o desencorajavam e o repreendiam para que se calasse. Era o estímulo que precisava para clamar mais algo a Jesus (V. 47,48).
    Neste ponto, quero lhe chamar a uma reflexão… Quantas vezes em sua vida, diante de um problema, uma dificuldade, ou uma impossibilidade, você tem clamado a Jesus, com fé, por uma solução que somente Ele pode conceder? Será que vozes contrárias não tem lhe afastado do lugar da solução, diante do Pai?

    A narrativa continua. Jesus manda chamá-lo. As mesmas pessoas que há pouco lhe constrangiam a calar-se, agora eram porta-vozes de esperança: “Ele te chama, tenha bom ânimo” (v. 49). Logo, o cego abre mão da pesada capa, que dificultaria sua aproximação e, porque não dizer, num ato de fé, ele cria que não precisaria mais fazer uso dela (v.50).

    Diante do Mestre, uma pergunta: “O que queres que eu te faça?”. Sua resposta refletia honra, dependência e necessidade: “Mestre, eu quero ver”. E Jesus, simplesmente lhe disse: “Vai, a tua fé te salvou”. E o texto encerra declarando a vitória de Bartimeu e sua nova história: “ele via e seguia a Jesus pelo caminho” (v. 51,52). Que grandeza. Aquele homem agora contemplava Cristo e vivia para Cristo.

    Um lembrete importante: ao invés de compartilhar sua história a muitos que pouco poderão fazer por você, conte à Jesus, o Deus misericordioso, socorro presente na angústia, o único capaz de curar, mudar, transformar, restaurar, salvar. Sim, Cristo continua a mudar histórias de “Bartimeus” a cada instante. Você pode ser o próximo. 

    Desafio do Discípulo

    Você tem sido silenciado pela multidão, desencorajado a não permanecer clamando ao Mestre? A história de Bartimeu é um convite à perseverança. Continue. Ele te ouve e agirá segundo sua vontade soberana.

    Uma necessidade de oração

    Sua história de dor, sofrimento, desesperança ou incerteza precisa ser compartilhada com o Salvador. Conte para Ele onde é a sua dor. Não ignore esse espaço aberto de oração e comunhão.

    Perguntas reflexivas

    • Como você se sente quanto uma limitação lhe impede de fazer algo que você deseja? 
    • Como você manifesta a sua fé em Deus como aquele que pode fazer todas as coisas? Você espera acontecer ou você clama a Ele diuturnamente ?
    • Observando a passagem sobre Bartimeu, quais inspirações você poderia aplicar agora em sua vida?

    Cristo continua a mudar histórias de “Bartimeus” a cada instante. Você pode ser o próximo. 

  • QUANTO CUSTA? (Marcos 10.17-31)

    O custo para quem escolhe o céu.

    Ir. Vanessa Galdino

    Domingo, 26 de julho de 2026

    “Falta uma coisa a você: vá, venda tudo o que possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me.” (Marcos 10:21).

    “Quanto custa?” é a primeira pergunta que fazemos quando queremos comprar ou fazer algo. Isso porque queremos saber se estamos dispostos a pagar o preço ou desistir. Na vida, essa pergunta vai muito além do dinheiro. Uma boa faculdade custa anos de dedicação. Um casamento saudável custa renúncia. Uma amizade verdadeira custa tempo. Um atleta abre mão do conforto para alcançar seu objetivo. Tudo o que realmente vale a pena exige algum tipo de entrega, de esforço, de dedicação. Cada escolha tem um custo. Quando dizemos “sim” para uma coisa, inevitavelmente estamos dizendo “não” para outra. Por isso, nossas escolhas diárias revelam aquilo que realmente valorizamos. Elas mostram nossas prioridades.

    Em Marcos 10.17-31, um jovem corre ao encontro de Jesus com a pergunta mais importante que alguém pode fazer: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Essa pergunta revela sua preocupação com a eternidade. A conversa segue e fica claro que ele  conhece as promessas e vive de acordo com a lei na esperança de herdar o céu. Mas Jesus mostrou que a eternidade não pode ser conquistada por obras. Observar a lei não era suficiente, pois a vida eterna  é ação de Deus e não depende da força do homem. Porém, o homem é convidado a participar escolhendo deixar as coisas terrenas para seguir à Cristo, sem ressalvas, confiando completamente em seu cuidado e condução (Lc 14.33, Mt 16.24-26, 1 Jo 2.15-17). 

    No clímax dessa conversa, Jesus, a própria graça (Tt 2.11-13) que cumpre toda a lei (Mt 5.17) olha para o rapaz e lhe dá a oportunidade de escolher ordenar suas prioridades, “venda tudo o que possui…”. O jovem que tinha o coração nas coisas terrenas ouviu apenas a primeira parte e não considerou  a promessa: “você terá um tesouro no céu”. O jovem que chega à Jesus preocupado com a eternidade não estava disposto a pagar o preço que custava deixar o amor por suas coisas passando a confiar sua vida completamente aos cuidados de Cristo.

     Esse encontro nos ensina que para ser discípulo tem um custo. Não porque a salvação pode ser comprada, mas porque quem encontra em Cristo o maior tesouro precisa aprender a abrir mão de tudo aquilo que ocupa o lugar que pertence somente a Ele. Quem quer o céu aprende a deixar: deixar tudo aquilo que prende o coração à terra e impede uma entrega completa a Cristo; quem quer o céu aprende a seguir: seguir Jesus diariamente, fazendo escolhas que revelam que Ele vale mais do que qualquer outra coisa; quem quer o céu aprende a confiar: confiar que o Senhor jamais abandona aquele que o segue, pois mesmo passando por lutas, Ele continua sendo um Pai fiel, sustentando seus filhos nesta vida e conduzindo-os, em segurança, até a vida eterna. No fim, o custo do discipulado nunca será maior do que a recompensa de caminhar com Cristo e a esperança de viver com Ele para sempre.

    Desafio do Discípulo

    Durante esta semana, reserve alguns minutos em oração e peça ao Espírito Santo que revele o que tem ocupado o primeiro lugar no seu coração. Depois, tome uma atitude concreta que demonstre que Cristo é sua prioridade. Pode ser abandonar um hábito que o afasta de Deus, reorganizar seu tempo para buscar mais ao Senhor, perdoar alguém ou renunciar a algo que esteja prendendo seu coração. Faça uma escolha que mostre, na prática, que você decidiu seguir Jesus acima de tudo.

    Uma necessidade de oração

    Ore para que Deus lhe dê um coração totalmente rendido a Cristo. Peça coragem para abrir mão de tudo que disputa o primeiro lugar com Jesus e confiança para descansar em seus cuidados, mesmo quando seguir a Cristo exigir renúncia, sofrimento ou mudanças de planos.

    Perguntas reflexivas

    • Existe alguma coisa que, se Jesus lhe pedisse hoje, você teria dificuldade de entregar porque ocupa um lugar maior do que Ele em seu coração?
    • As escolhas que você tem feito durante a semana mostram que seus olhos estão voltados para a eternidade ou apenas para as coisas desta vida?
    • Em qual área da sua vida Deus está chamando você para confiar mais em Suas promessas do que em suas próprias seguranças?

    Quem faz de Cristo sua maior escolha descobre que nada do que deixou para segui-lo se compara ao que encontrou nEle!

  • SEM CERIMÔNIAS (Mc 10.13-16)

    Deixem vir a mim as criancinhas

    Aux. Douglisnilson Morais

    Domingo, 19 de julho de 2026

    “…Deixai as crianças virem a mim e não as impeçais, porque o reino de Deus é dos que são como elas” (Marcos 10.14b)

    Na reflexão de hoje, temos uma narrativa até certo ponto estranha para os nossos dias. Afinal, qual adulto impediria crianças de chegarem à Cristo? Porque tamanha proibição? Mas é isso que está acontecendo. O texto narra que “algumas pessoas traziam crianças para que Jesus as tocasse”. (Mc 10.13). Provavelmente eram pais ou familiares que admiravam Jesus, os seguiam de longe ou, ouviram falar dEle. Nada melhor do que ver seus filhos sendo abençoados por esse Mestre diferenciado dos famosos rabinos da época.

    É fato que, nos tempos de Jesus, crianças não eram tidas em muita estima. Suas tagarelices e brincadeiras poderiam tirar o foco das pessoas  nos “doutores da lei” respeitados e altamente egocêntricos. Além disso, para alguns, seria uma perda de tempo estar atendendo crianças em suas infantilidades.

    Talvez estamos diante de um marco temporal no olhar sobre os infantes. Jesus Cristo tem um olhar diferenciado para elas e não os despede sem uma bênção especial. Além disso, elas passam a ser um exemplo para os adultos, por meio de características, como inocência, sinceridade, desprendimento, dependência e amor, de como adentrar no reino de Deus.

    Podemos imaginar vozes e murmúrios na multidão de presentes diante da indignação do Senhor pela ação repreensiva dos discípulos, impedindo as crianças de chegarem até Jesus. Então, Ele pára momentaneamente a ministração, para ensinar algo prático. “Não as impeças; eu quero abraçá-las e abençoá-las; elas alegram o meu coração;”. 

    A forte declaração de Jesus é mais chocante do que o ato de receber as crianças. à primeira vista, parece que Ele está declarando que a eternidade com Deus é um “reino de infantes”. Nada disso, o ensino do Mestre é voltado aos corações dos adultos: autossuficientes, independentes; iracundos; insensíveis. É como se Ele estivesse definindo parâmetros da eternidade, os quais estavam distantes dos valorizados por aquela sociedade.

    Reflita comigo: às vezes o conhecimento nos distancia da intimidade com Deus. Ficamos “engessados”, críticos ao extremo; fechamos as portas para crianças que querem correr  ao lugar seguro que é nos braços do Pai. Nossas orações são formais; nossas declarações de amor, extremamente secas, desprovidas de emoções e sentimentos; nossa relação com nosso Senhor é distante, ainda que pareçamos estar pertos, caminhantes com as Escrituras, servindo no Reino mas, falta-nos encontros secretos no quarto da oração, para rasgar-lhe o coração, tributar nossa devoção, declarar nosso amor e necessidades nEle; suplicar o perdão; desejar seu abraço, seus ensinos, sua bênção.

    O desfecho da história é um convite à imaginação. Ele pegou aquelas crianças nos braços, abençoou-as, impôs-lhes as mãos. E as despediu. Eu imagino o choro dos adultos que as conduziram e, orgulho dos pequenos que foram tocados de uma maneira especial. Aquele dia marcou a vida de muitos anônimos. Espero que, ao ler essa passagem, e essa reflexão, marque igualmente a sua vida, leitor.

    Desafio do Discípulo

    Gostaria de convidar a você, leitor, a uma reflexão: até que ponto sua jornada com Cristo, seu crescimento acadêmico/teológico, sua vivência no servir lhe conduz ao distanciamento do Mestre? Há um convite do alto para uma autoavaliação seguida de decisão em caminhar no reino como uma criança. Se tiver dúvidas, procure seu líder, professor ou pastor para lhe aconselhar biblicamente. 

    Uma necessidade de oração

    Nenhuma mudança espiritual acontece como um ato comportamental. Se as palavras desta reflexão lhe constrange e convida à rendição e desejo de experimentar o Senhor, ore por isso. Suplique ao Santo Espírito por uma mudança de dentro para fora.

    Perguntas reflexivas

    • Quem é você: um adulto autossuficiente, que julga tudo como infantilidades; ou uma criança que caminha no reino sem crescimento? Cristo não valida nenhum destes comportamentos.
    • O que preciso: para me tornar como uma criança que tem acesso livre ao Pai? Na dúvida, busque aconselhamento com uma “criança-adulta”.
    • Como fazer: enumere alguns princípios e compromissos que você precisa assumir a partir de hoje. Acompanhe seu desenvolvimento em oração e perseverança.

    Faz-nos, Senhor, como crianças, que desfrutam da Tua presença, bênção e amor.

  • UMA ESCOLHA RADICAL

    A santidade de quem segue Jesus

    Ir. Meriely Fonseca

    Domingo, 12 de julho de 2026

    “E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrar na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno…” (Marcos 9.43).

    Vivemos em uma geração que tenta normalizar aquilo que Deus chama de pecado. Muitos dizem que “todo mundo faz”, que “não tem problema” ou que “Deus entende”. Mas Jesus nunca tratou o pecado com leveza. Pelo contrário, em Marcos 9.42-48, Ele usa uma linguagem forte para mostrar o quanto o pecado é destrutivo e o quanto vale a pena abrir mão de qualquer coisa para permanecer em santidade.

    Quando Jesus fala sobre cortar a mão, o pé ou arrancar o olho, Ele não está incentivando a mutilação física. Seu ensino é muito mais profundo. Ele está mostrando que o discípulo precisa eliminar tudo aquilo que o afasta de Deus. Qualquer hábito, amizade, entretenimento, relacionamento ou prática que alimenta o pecado deve ser abandonado sem negociação. O valor da vida eterna é infinitamente maior do que qualquer prazer passageiro deste mundo.

    Seguir Jesus exige decisões radicais. Não existe discipulado verdadeiro sem renúncia. O pecado sempre promete satisfação, mas produz escravidão, culpa e morte espiritual. A Palavra de Deus, porém, nos conduz à liberdade e à santidade. Um discípulo de Cristo não pergunta até onde pode chegar sem pecar; ele pergunta como pode agradar mais ao Senhor em tudo o que faz.

    A santidade não significa viver sem lutas, mas viver decidido a vencer o pecado pela graça de Deus. É escolher obedecer quando ninguém está olhando. É fechar portas para aquilo que enfraquece a fé e abrir espaço para que a Palavra transforme o coração diariamente. Quem ama Jesus não brinca com aquilo que O levou à cruz.

    Jesus continua chamando jovens que desejam viver uma vida diferente. Em um mundo cheio de distrações, tentações e impurezas, Ele procura discípulos comprometidos com a verdade. Vale a pena dizer “não” ao pecado para dizer “sim” à vontade de Deus. A verdadeira alegria está em uma vida limpa diante do Senhor, firmada na Sua Palavra e cheia da presença do Espírito Santo.

    Desafio do Discípulo

    Nesta semana, faça uma avaliação sincera da sua vida. Existe algum hábito, aplicativo, conversa, amizade, conteúdo ou atitude que esteja alimentando o pecado? Tome uma decisão prática de eliminar aquilo que afasta você de Cristo. Fortaleça sua vida espiritual lendo diariamente a Palavra de Deus e orando para que o Espírito Santo o ajude a permanecer firme. Compartilhe este desafio com um amigo e caminhem juntos em santidade. E não esqueça de compartilhar o Devocional Princípio em suas redes sociais, marcando @dejadrn e @assembleiadedeusnorn, para incentivar outros jovens a viverem uma vida santa diante de Deus.

    Uma necessidade de oração

    Senhor, eu reconheço que preciso da Tua graça todos os dias. Dá-me discernimento para identificar tudo aquilo que me afasta de Ti e coragem para abandonar o pecado sem reservas. Fortalece-me pela Tua Palavra e ajuda-me a viver em santidade, refletindo o caráter de Cristo em cada decisão. Que minha vida glorifique o Teu nome. Amém!

    Perguntas reflexivas

    • O que hoje tem tentado ocupar um espaço em sua vida que pertence somente a Deus?
    • Existe algum pecado que você precisa abandonar imediatamente para continuar crescendo como discípulo de Cristo?
    • Quais decisões práticas você pode tomar nesta semana para fortalecer sua vida de santidade e permanecer firme na Palavra?

    Quem escolhe viver em santidade descobre que abrir mão do pecado nunca é uma perda; é o caminho para experimentar a verdadeira vida em Cristo.

  • FÉ PARA VIVER MILAGRES! (Mc 9.14-29)

    Dc. Roberto Douglas

    Diretor do DEJADRN da Área 5

    28 de junho de 2026 (domingo)

    “E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê.” (Marcos 9.23 – ARC)

    Um certo dia um pai recebeu uma notícia avassaladora sobre a saúde do seu filho. Ele foi diagnosticado com uma doença autoimune, rara, que para medicina não tem cura, apenas tratamentos medicamentosos para tentar controlar e promover uma melhor condição de vida para ele. A cada exame de rotina, a cada consulta realizada a cada crise que ele passava, gerava naquele pai um cenário de incertezas, medos e de incredulidade no que Jesus poderia fazer.

    O texto de hoje, registrado por Marcos (9.14-29), relata a história de um jovem que tinha um espírito de mudo (v.17) desde a infância, e que, quando possesso, apresentava sintomas como de epilepsia (v.18), e o espírito imundo tentava a todo custo destruí-lo, jogando-o no fogo e na água (v.22). O pai, tomado por dor ao vê-lo sofrendo, buscava desesperadamente a cura/libertação do seu filho, mas com o coração dividido entre crer e desacreditar no poder de Jesus.

    O momento marcante dessa passagem acontece quando Jesus diz: “Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê.”(v.23) O pai responde com uma oração muito sincera: “Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade.”(v.24). Quantas vezes somos assim? Acreditamos em Deus, pregamos sobre o seu poder, mas quando chega a nossa vez de viver o que pregamos, somos tomados pelo medo e pela insegurança, e porque não dizer, pela incredulidade. A boa notícia é que Jesus não rejeitou aquele homem por causa da sua fé imperfeita. Pelo contrário, Ele respondeu ao seu clamor.

    Mas, continuando a história que iniciamos no primeiro parágrafo, com quase um ano do diagnóstico, o filho apresentou num exame de rotina um problema ainda mais sério: a sua medula não estava funcionando normalmente, ele precisaria fazer um transplante. Para aprofundar mais ainda esse cenário, o mundo vivia uma pandemia. Ou seja, era quase impossível encontrar um doador naquela época, visto que as pessoas estavam assustadas e doentes; os hospitais estavam um caos superlotados; a fragilidade da saúde dele não o permitia nem uma internação porque era um risco à sua vida. Mesmo assim, ele precisava fazer uma biópsia da medula o mais rápido possível.

    Até que o pai, à semelhança do relato de Marcos, com o coração cheio de medo e com a fé abalada, no quintal da sua casa, numa tarde de sábado chorando, clamou a Jesus dizendo: Socorro! Socorro! Cura meu filho Senhor! Na mesma hora recebeu uma mensagem de uma irmã do Círculo de Oração de Jovens dizendo que Jesus tinha mandado ela fazer uma visita na casa dele para orar pela família. 

    Alguns dias depois a visita aconteceu. E, na oração, mesmo sem saber o que aconteceria dois dias depois (a biópsia da medula), ela colocou a mão no peito do menino e disse: “Estou eu fazendo um transplante no sangue agora…”. Aquela voz era a resposta do clamor de dias atrás. Era o pai recebendo mais fé por parte do Senhor para ver o milagre que estava prestes a acontecer. Para concluir, o resultado da biópsia apresentou a medula normal, e as alterações nos exames que apontaram a necessidade do transplante desapareceram.

    A grande resposta para tudo isso é: as lutas sempre aparecerão, não importa qual área das nossas vidas. Às vezes é a saúde, uma crise familiar, o desemprego, o concurso que não consegue aprovação, e até a ansiedade e depressão que aparecem como resultado dos insucessos. Porém, é aí que a nossa fé é provada. Muitas batalhas são silenciosas, internas; em alguns momentos, parecem ser grandes demais para se ter uma solução, ou o resultado que gostaríamos.

    Talvez hoje exista alguma situação que pareça impossível para você. Lembre-se de que Jesus continua transformando histórias. Ele continua levantando quem caiu, fortalecendo quem está cansado e dando esperança a quem pensa em desistir. Não importa o tamanho da luta, o mais importante é quem está ao seu lado. Quando Jesus entra na história, ele quer te fazer só uma pergunta: Tu podes crer? Dependendo da sua resposta o impossível deixa de ser o ponto final, porque a Fé lhe fará viver milagres.

    Desafio do Discípulo

    Olhe ao seu redor e pense em alguém que esteja enfrentando uma luta tão grande que somente Deus possa transformar essa situação. Talvez essa pessoa esteja desanimada, com a fé enfraquecida ou até sem esperança. Compartilhe este devocional com ela e reserve um tempo para conversar e orar juntos pedindo ao Senhor que fortaleça a sua fé.

    Uma necessidade de oração

    Ore para que Deus aumente a sua fé em meio aos desafios da vida. E que tenha uma vida devocional ativa, porque só assim terá sua fé fortalecida.

    Perguntas Reflexivas:

    • Tu podes crer que Jesus é mesmo que curou o jovem lunático no relato do evangelho de Marcos a mais de 2 mil anos atrás, e que fez o transplante milagrosamente da medula de um jovem nos dias atuais?
    • Você já pediu ao Senhor alguma vez para aumentar a sua fé em meio a uma causa impossível, para que possa experimentar o verdadeiro milagre na sua vida?
    • Quantas pessoas desesperançosas que você conhece já foram alcançadas pela mensagem do Evangelho por intermédio de você?

    “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.”

    (Hebreus 11.1 – ARC).

  • COMO ESTÁ SUA AGENDA HOJE ? (Mc 9.2-13)

    Dc. Diego Augusto

    Líder DEJAD – Setor 42

    21 de junho de 2026 (domingo)

    “E, seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago e a João, e os levou sós, em particular, a um alto monte, e transfigurou-se diante deles.” (Marcos 9.2).

    Em julho de 2021, uma atleta de 13 anos, do sertão maranhense, chocou o mundo, ganhando uma medalha nos jogos olímpicos de Tóquio. Rayssa Leal tornou-se a brasileira mais jovem a conquistar tal feito e subir no pódio olímpico. (Que Incrível !!!). Porém, por trás dessa medalha, haviam anos de dedicação e renúncia. O pódio foi apenas a revelação pública de um planejamento bem executado. O que acontece no “secreto”, nos prepara para o que viveremos no futuro em público (Provérbios 21.5).

    O texto em destaque de hoje apresenta um cuidado de Jesus para com os seus discípulos. Ele sabia que precisava prepará-los para o que viria no futuro próximo. Longe dos holofotes, reservadamente, sem postagens em redes sociais, o Mestre, de forma gradativa, pedagógica e experiencial, conduziu Pedro, Tiago e João a uma missão inesquecível e singular. Em breve, eles seriam testemunhas oculares da transfiguração de Jesus (Mc 9.2,3). A iniciativa não partiu dos discípulos, mas de Jesus. O motivo da escolha não sabemos ao certo, mas o cerne aqui é que o próprio Jesus escolheu e separou aquele dia para um momento com seus discípulos.

    Veja o texto: “os levou” esse termo expressa a vontade divina; “a sós” expressa a exclusividade total necessária; e “em particular ” expressa a intimidade e o privilégio reservado aos discípulos. De igual modo, Deus quer fazer algo em sua vida e através da sua vida. A vontade dEle é separar um tempo a sós e em particular (tempo de comunhão e alinhamento espiritual). 

    Nesse dia, Cristo lhe convida a parar tudo, abrir um espaço na agenda frenética e totalmente preenchida com tantos compromissos, para aprender a viver a  vontade dEle em sua vida. E assim, tal como na oração do pai nosso, poder declarar: “Seja feita a tua vontade” (Mateus. 6.10b). O desejo dEle é que todos se aproximem (Mateus 11.28). Essa aproximação gera conexão (Tiago 4.8) e essa conexão gera intimidade (João 15.15). Reflita: o que o Senhor tem a revelar para você? Está disponível para ouvi-lo? Tem um tempo para Deus hoje?

    Voltando à cena, pare um pouco e contemple a cena: as vestes de Jesus resplandecentes, brancas como a neve. Diálogo do Senhor com dois homens – Elias e Moisés. Que fantástico. Pedro, meio que “abobalhado” sugere a confecção de três cabanas, para cada um dos três, ficando os discípulos como espectadores num “espetáculo” de tirar o fôlego (Mt 9.4-6).

    Mas o melhor ainda estava por vir. Emoções ainda estavam reservadas para aqueles discípulos. De repente, uma nuvem cobre Moisés, Elias e Jesus e, uma voz declara uma verdade profunda, extraordinária e convidativa: “Este é o meu filho amado; a ele ouvi” (Mc 9.7). O Deus Pai falava a discípulos temerosos, revelando a origem do Deus Filho. Aleluia!. Então, o espetáculo acabou. E as “cortinas se fecham”. Estavam novamente apenas Jesus, Pedro, Tiago e João (Mc 9.8). Em suas mentes, a melhor experiência até então. Em seus corações, uma chama aumentou em intensidade. Como vale a pena estar no monte com o Mestre. 

    As palavras conclusivas de Jesus eram: não comentem com ninguém (Mc 9.9). Um dia elas servirão para fortalecer a fé de vocês, para impulsioná-los na missão evangelística, para encorajarem diante das perseguições e sofrimentos que viriam por amor ao nome de Cristo. Mas, por enquanto, guarde o segredo.

    O que toda essa história tem a ver com cada um de nós? Algumas verdades podem ser destacadas nessa narrativa. Primeiro, esteja atento aos convites de Jesus. Eles lhe proporcionarão experiências transformadoras; segundo, valorize as palavras do Pai. São verdades libertadoras; terceiro, guarde em reserva essas experiências. Afinal, a vida com Deus nem sempre será no monte. em meio aos vales e noites sombrias, traga à memória as vivências que renovam as forças e encorajam na continuidade da jornada.

    Que sua vida com Deus seja marcada por vivências, obediência e propagação das verdades transmitidas por Ele, através das Escrituras. O Senhor te pergunta novamente: Como está sua agenda hoje? Vamos viver uma experiência no “quarto da oração”? (Mateus 6.6).

    Desafio do Discípulo.

    O desafio para você hoje está resumido nas perguntas contidas nele. Dedique um tempo diariamente com Deus para ouvi-lo e desfrutar a experiência. Nesse encontro, procure um lugar sossegado e reservado, leve sua Bíblia e desconecte de tudo o que possa atrapalhar sua comunhão com o Pai. Ao término, lembre-se: guarde em segredo.

    Uma necessidade de Oração.

    Enquanto você medita neste texto, algum irmão na caminhada lhe veio à mente? Compartilhe com ele e estimule-o a encontrar-se com o Senhor. Apresente-o em suas orações.

    Abra o Seu Coração

    • Como está o seu tempo diário devocional com o Senhor? 
    • Avaliando sua caminhada na fé, o estado atual é de crescimento, neutralidade ou distanciamento na comunhão com o Pai? 
    • Peça ao Santo Espírito para ajudá-lo em sua fraqueza na constância espiritual e devocional. Ore incessantemente por isso e seja perseverante. Porque vale mais um tempo aos pés do Senhor do que em outra parte, mil (adaptada de Salmo 84.10).

    O discípulo radical dedica tempos diários a sós com o seu Mestre.

  • QUEM JESUS É PARA VOCÊ?

    Ir. Rute Oliveira

    Líder dos Adolescentes – Rede Teen

    IEADERN – Parnamirim/RN

    Domingo, 14 de junho de 2026)

    “E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.” (Marcos 8:34,35).

    Imagine que você está em uma roda de amigos, conversando sobre as notícias do momento, e do nada, a pessoa que você mais admira no grupo faz uma pergunta: O que será que as pessoas por aí acham de mim?” (Mc 8.27). No primeiro momento, a pergunta pode parecer estranha, não é mesmo? Mas o cenário muda de figura quando essa mesma pessoa se vira diretamente para você e pergunta: “E para você? Quem eu sou?” (Mc 8.29a).

    Consigo imaginar o rosto dos discípulos quando Jesus fez exatamente essa pergunta: “Quem vocês dizem que eu sou?” Naquele instante, Pedro recebeu uma revelação do próprio Pai e verbalizou com verdade: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!” (Mc 8.29b).

    Diante dessa maravilhosa revelação, a conversa tinha tudo para continuar em um clima de celebração. No entanto, Jesus trouxe logo em seguida outra revelação — uma que ninguém esperava ou queria aceitar. Ele, o Messias, não veio para receber tapetes vermelhos, festas grandiosas ou um trono de ouro terreno. O Seu plano envolvia morte. E morte de cruz (Mc 8.31).

    Assustado com essa realidade, o mesmo Pedro, agora sendo usado pelo próprio inimigo, deixando-se inflar por pensamentos puramente humanos, começou a repreender Jesus, tentando poupá-lo do sofrimento que estava por vir. Mas Ele o corrigiu firmemente, mostrando que Pedro estava estabelecido nos interesses dos homens, e não nos de Deus (Mc 8.32,33). Aproveitando o momento, Jesus estendeu o ensinamento não apenas aos discípulos, mas a todos ao redor: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc 8.34).

    Jesus deixa claro que quem vive para esse mundo, colherá somente o que ele pode oferecer: uma existência gasta para satisfazer o próprio ego, o orgulho e a vaidade. Sim, tudo é vaidade. E o fim dessa busca ilusória é a morte espiritual. Afinal, “que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8.36).

    Mas a boa notícia vem logo em seguida: Quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará!”. (Mc 8.35). Cristo não está falando necessariamente de um martírio físico, mas de algo diário: morrer para as nossas vontades egoístas. 

    É sobre renunciar aos prazeres que nos aprisionam à nossa zona de conforto e renunciar àquilo que aos nossos olhos parece significativo, mas que se torna fútil diante da grandeza da eternidade. É essa vida plena que nos espera se decidirmos morrer para o nosso terreno “eu” (Mc 8.37,38). É necessário vivermos uma vida de renúncia, para que possamos alcançar a alegria da salvação e conhecermos a Jesus face a face, e poder finalmente dizer: Jesus, agora sei quem verdadeiramente tu És!

    Desafio do Discípulo.

    Quero lhe propor abrir mão de alguma prática ou pensamento que está te afastando dos propósitos do Senhor. Seja gastar demasiado tempo nas redes sociais, ou fomentar ideias contrárias à Bíblia. Jesus foi bem claro: é tudo ou nada!

    Uma necessidade de Oração.

    Oremos para que a radicalidade da obediência ao Senhor preencha os nossos corações e nos faça seguir a Cristo em tudo, mesmo que isso custe a nossa vida.

    Abra o Seu Coração

    • Se você fosse acusado (a) de ser cristão, haveria provas suficientes para lhe condenar?
    • Você está obedecendo ao Senhor radicalmente, ou apenas vivendo um evangelho segundo minhas vontades?
    • Quem é Jesus para você?

    Jesus comprou meus dias. Em minha vida não há um espaço que não seja d’Ele.