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O DISCÍPULO E A VIGILÂNCIA (Mc 13.1-37)
Pb Janilson Rocha
Dejad – Nelson Bezerril – Setor 17
Domingo, 11 de outubro de 2026
Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo (Marcos 13:33).
É fato que os dias são difíceis, e o tempo não é favorável para a trajetória do discípulo rumo à pátria celestial, mas uma coisa devemos observar: não chegaremos à pátria celestial se não atentarmos para a vigilância. Vejamos o que esse versículo, parte do sermão profético apresentado pelo evangelista Marcos, nos ensina. Podemos resumi-lo em três imperativos: olhar, vigiar e orar.
O primeiro imperativo é olhar, e tem a ver com um pequeno gesto, uma ação. Ele pode ser rápido, quando o observador deixa de captar informações importantes na observação; ou atencioso, sem pressa, alcançando cada detalhe da cena diante dos olhos. Mas Jesus vai além de uma imagem externa. Ele convida seus ouvintes a olharem para dentro, a avaliarem seus corações.
O cenário apresentado por Jesus neste sermão é sobre preparação, vigilância e expectativa. Após noticiar os presentes sobre as dores e sofrimentos que os fiéis enfrentarão, Ele reforça a importância de estarmos continuamente alerta, preparados para a vinda do Senhor, visto que não sabemos e, pode ser agora, no momento em que você lê essa reflexão (Mc 13.32). Logo, há um convite do Salvador para nós, seus seguidores: avalie sua caminhada!
O segundo imperativo é consequência do primeiro. Se não atentarmos ao que está em nossa volta, ao que seduz nossos corações, a vigilância não será uma escolha. Mas vigiar é uma ação que envolve escolhas e custos. Diz respeito a lugares onde estamos transitando; riscos que estamos correndo em nossa caminhada; custos associados a cada trajeto trilhado.
Vigiar também está associado à prevenção. É ver ao longe o caminho e ter a capacidade de identificar os embaraços, as pedras e os espinhos, que poderão atrapalhar, desviar ou paralisar a caminhada do discípulo rumo ao céu. É um alerta também para líderes em sua jornada intensa de atividades, sem tempo a sós com Deus. Lembre-se: onde há vigilância, há também segurança para o discípulo que deseja a pátria celestial.
O terceiro imperativo é orar. Há pessoas que oram, mas não se avaliam no Senhor. E criam um conceito muito elevado de si, julgando-se intactas aos perigos da jornada. São presas fáceis à queda; outros oram e não vigiam. Muito provavelmente pela falta de meditação na Palavra de Deus. Estes consideram normal não dedicarem tempo às Escrituras. Em suas palavras, “a vida na oração é suficiente”. Ledo engano.
Ao longo das Escrituras vemos a importância dada à oração. O próprio Jesus era um homem de oração (Mc 1.35), que estimulava seus seguidores à oração (Mt 6.5-13), à perseverarem em oração (Lc 11.5-13), à vigiar e orar para não caírem em tentação (Mt 26.41). Na presente passagem, o Mestre destaca que, “por não saberem o dia glorioso da Sua vinda”, cabe aos que O esperam permanecer orando incessantemente (1 Ts 5.17).
Portanto, não descuidemos desse alerta importante de Jesus. Sirva a Ele com alegria e entusiasmo; celebre ao Senhor com cânticos e júbilos; empregue seus dons e talentos na seara do Mestre, mas não esqueça: Olhai, Vigiai e Orai. Essa é a vacina que todos nós precisamos. Diariamente.
Desafio do Discípulo
Convido você, leitor, a meditar ativamente nesses três imperativos apresentados: olhar, vigiar e orar. O que tem atrapalhado sua caminhada rumo às mansões celestiais? Apresente ao Senhor em oração e assuma compromissos práticos. Se necessário, converse com seu pastor, sua liderança.
Uma necessidade de Oração:
- Ore ao Senhor por sua vida espiritual. Assim como o salmista no Salmo 139, convide ao Santo Espírito para sondá-lo e redirecioná-lo na caminhada.
Abra o seu coração
- Avalie: como está sua caminhada no Senhor?
- Vigie como tem sido sua conduta na expectativa da volta do Salvador?
- Ore: a vida devocional faz parte da sua programação diária?
Não chegaremos à pátria celestial se não atentarmos para a vigilância. Olhai, Vigiai e Orai. Essa é a vacina que todos nós precisamos. Diariamente.
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O VALOR QUE DEUS VÊ (Mc 12.35-44)
Ir. Adriel Neves
Líder DEJAD – Setor 6 (Lagoa Seca)
Domingo, 04 de outubro de 2026
“Porque todos deram daquilo que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza, deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.” (Marcos 12:44).
Ao chegarmos aos versículos finais de Marcos 12, encontramos uma das mais profundas lições de liderança registradas nos Evangelhos. O texto apresenta dois modelos completamente opostos de serviço a Deus.
Nos versículos 35 a 40, Jesus expõe a postura dos escribas. Eram homens admirados pelo povo, conhecedores da Lei e ocupantes de posições de destaque na sociedade religiosa. Gostavam dos primeiros lugares, das honrarias públicas e do reconhecimento das pessoas. Sua espiritualidade estava fundamentada na aparência e na promoção pessoal.
Logo em seguida, Jesus dirige o olhar para uma viúva pobre que depositava apenas duas pequenas moedas no gazofilácio do templo. Aos olhos humanos, sua contribuição era insignificante. Contudo, aos olhos do Senhor, ela havia ofertado mais do que todos os demais.
A beleza deste texto está no contraste. Enquanto os escribas desejavam ser vistos, a viúva sequer imaginava que estava sendo observada. Enquanto aqueles buscavam posição, ela demonstrava rendição. Enquanto os escribas ofereciam uma religiosidade exterior, a viúva oferecia o próprio coração.
Como líderes da obra de Deus, precisamos refletir profundamente sobre esta verdade. É possível ocupar cargos, liderar departamentos, coordenar eventos, ministrar a Palavra e ainda assim correr o risco de permitir que o coração seja contaminado pela busca de reconhecimento humano.
O Reino de Deus opera por princípios diferentes dos sistemas deste mundo. O Senhor não avalia apenas resultados, números ou visibilidade ministerial. Ele examina as motivações, a sinceridade e a fidelidade daqueles que O servem. A viúva nos ensina que Deus valoriza não apenas o que entregamos, mas o quanto de nós mesmos está envolvido nessa entrega.
Sua oferta possuía pouco valor monetário, porém carregava um valor espiritual incomparável, porque representava confiança absoluta na provisão divina. No exercício da liderança cristã, há momentos em que entregamos tempo, recursos, conforto, descanso e até projetos pessoais para cumprir o propósito de Deus. Muitas dessas renúncias passam despercebidas pelos homens, mas jamais aos olhos do Senhor. O líder aprovado por Deus não é aquele que necessariamente ocupa os lugares mais visíveis, mas aquele que permanece fiel quando ninguém está observando. É aquele que continua servindo quando não recebe aplausos, que continua orando quando não recebe reconhecimento e que permanece firme quando apenas Deus conhece o preço de sua dedicação.
Jesus não chamou os discípulos para observarem os grandes ofertantes; chamou-os para contemplarem uma viúva desconhecida. Isso nos ensina que aquilo que impressiona os homens nem sempre impressiona Deus, e aquilo que passa despercebido aos homens frequentemente recebe destaque diante do céu.
Que o Senhor nos livre da vaidade ministerial e nos conceda um coração semelhante ao daquela viúva: humilde, dependente, sincero e totalmente entregue ao Seu Reino.
Desafio do Discípulo
- Reserve um momento para examinar sua caminhada ministerial diante do Senhor.
- Ore e peça ao Espírito Santo que revele quais são as verdadeiras motivações que têm sustentado o seu serviço na obra de Deus.
- Durante esta semana, procure realizar ao menos um ato de serviço ao Reino sem buscar reconhecimento, elogios ou qualquer tipo de recompensa humana, lembrando que o Pai vê em secreto.
Uma necessidade de Oração:
- Ore para que Deus fortaleça a liderança do DEJAD-RN com homens e mulheres que sirvam com humildade, integridade e temor ao Senhor. Que o Espírito Santo nos preserve da vaidade espiritual, da busca por posições e da necessidade de aprovação humana, formando em nós o caráter de Cristo.
Abra o seu coração
- Minha alegria está em servir a Cristo ou em ser reconhecido pelas pessoas?
- Se Deus removesse toda visibilidade do meu ministério, eu continuaria servindo com a mesma dedicação?
- Tenho oferecido ao Senhor apenas aquilo que me sobra ou o melhor da minha vida, do meu tempo e dos meus recursos?
- O que Deus vê quando examina meu coração como líder?
A grandeza no Reino de Deus não é medida pela posição que ocupamos, mas pela entrega que oferecemos. Deus continua procurando servos que estejam dispostos a colocar tudo no altar por amor a Ele.
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FIÉIS EM TUDO
(Responsabilidades do Servo)
Aux. Fabricio Moura
Líder DEJAD – Setor 22
Domingo, 13 de setembro de 2026
“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele.” (Marcos 12:17).
Vivemos numa sociedade onde muitas pessoas fogem de suas obrigações e responsabilidades. Tal comportamento tem adentrado no meio cristão: crentes têm sido associados ao descompromisso com suas responsabilidades, para tristeza nossa
Nessas horas, voltar-se à Palavra de Deus é o porto seguro indispensável ao cristão. Podemos usar como referência a passagem de Marcos 12. 13-17, intitulada “a controvérsia sobre o imposto”. Nela, temos um ensinamento recheado de sabedoria, prudência, discernimento e verdade ministrado por Jesus, o qual continua atual e indispensável em nossos dias. Em resumo, uma armadilha preparada pelos fariseus e herodianos para tentar ao Mestre, que resulta na admiração com a resposta do Senhor a eles. Jesus nos ensina que devemos cumprir as obrigações cívicas diante da sociedade e do governo, sem jamais deixar de lado a obediência, o amor e a adoração a Deus. “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (v.17).
Precisamos entender que o fato de sermos cristãos e, muitas vezes, vivermos em uma sociedade ou sob um governo que caminha contrário às Escrituras, não estamos isentos das responsabilidades como cidadãos e como pessoas. Devemos pagar impostos, honrar contas, ter um “bom nome” e cumprir as obrigações. Tudo isso descreve quem somos em Deus e como refletimos a Cristo. Um verdadeiro cristão não pode ser conhecido como alguém que vive à margem da lei, que transgride as regras estabelecidas na sociedade ou que não honra seus compromissos. Isso diz respeito ao nosso caráter e testemunho, e é algo que precisa ser tratado e mudado urgentemente. Um verdadeiro cristão e servo de Deus deve ser exemplo em tudo!
Apesar dos vários ensinamentos que podem ser extraídos dessa passagem e dos diferentes pontos de vista que podem surgir dependendo da forma como as pessoas interpretam o mundo, a Bíblia nos apresenta uma verdade que precisa ser compreendida dentro de seu contexto. Naquele tempo, o povo sofria debaixo do domínio do governo romano. Os impostos eram altos, as leis eram extremamente pesadas e o povo enfrentava grandes dificuldades para honrar seus compromissos.
Foi nesse cenário que os fariseus e herodianos tentaram encurralar Jesus. Se Jesus respondesse: “Os impostos precisam ser pagos fielmente a César; cumpram esse dever”, embora a resposta estivesse correta, aqueles que tramavam contra Ele poderiam usar a situação para colocar contra Jesus a dor que o povo sofria por causa dos altos impostos; poderiam criar um discurso dizendo que Jesus era aliado de César e, dessa forma, tentar fazer com que o povo deixasse de segui-lo.
Por outro lado, se Jesus respondesse: “Os impostos são altos demais; não os paguem”, eles teriam o argumento necessário para acusá-lo de rebeldia contra o governo e poderiam tentar solicitar sua prisão por causa de suas palavras. Mas Jesus, sendo a própria sabedoria, respondeu de maneira extraordinária: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” Com uma única resposta, Jesus mostrou que existe uma responsabilidade que temos diante da sociedade, mas também deixou claro que existe algo que pertence exclusivamente a Deus.
Paulo, em imitação ao Senhor, recomenda aos crentes na epístola aos romanos, no capítulo 13, a sujeitar-se às autoridades governamentais, visto que não há autoridade que não tenha sido permitida por Deus. Ele ensina ainda que rebelar-se contra as autoridades constituídas coloca-se em oposição a Deus.
O apóstolo Pedro, em sua primeira epístola caminha na mesma direção, afirmando que, por causa do Senhor, devemos nos sujeitar às autoridades humanas (1 Pedro 2). Isso demonstra que nossa postura diante das autoridades também deve ser uma expressão de nossa obediência e amor ao Senhor. É fato que a falta de humildade e vida rendida ao Senhor leva-nos a resistir às autoridades, inclusive eclesiásticas, em muitas delas, com justificativas egocêntricas e vitimistas. Mas, aprendemos pelas Escrituras que orar pelas autoridades é uma atitude de maturidade cristã (1 Tm 2), a qual poderá resultar em viver uma vida tranquila e pacífica. Talvez esse seja um dos grandes segredos: ao invés de reclamar das autoridades, precisamos aprender a orar por elas.
No entanto, Atos 5 apresenta uma exceção á esse entendimento: quando as exigências e diretrizes das autoridades opõem-se à Palavra de Deus. Diante de uma proposta para ficarem em silêncio quanto à propagar o Salvador, os apóstolos declaram com convicção e ousadia: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (At 5.29).
Na prática, se uma autoridade exigir algo que viole diretamente a vontade e os mandamentos de Deus, nossa prioridade deve ser obedecer ao Senhor. Um exemplo claro encontramos na história de Hananias, Misael e Azarias. Eles estavam sujeitos às autoridades da Babilônia e, enquanto as ordens não conflitavam com a vontade de Deus, eram obedientes. Porém, ao serem constrangidos a adorar a estátua de Nabucodonosor, a posição deles era a total recusa, visto que violavam seus princípios de fé. Eles sabiam que existia uma autoridade acima de qualquer autoridade humana: o Deus vivo. Por isso, permaneceram firmes, mesmo diante das consequências, porque sabiam que somente Deus é digno de adoração.
Essa é a postura que Deus espera de nós, porque aquilo que pertence a César deve ser entregue a César. Mas aquilo que pertence a Deus: nossa vida, nossa fé, nossa obediência, nosso amor e nossa adoração, deve ser entregue exclusivamente a Ele.
Desafio do discípulo
Nessa semana você, leitor, é desafiado a avaliar sua postura quanto à fidelidade a Deus e submissão às autoridades. Reflita, avalie, ore e posicione-se para a glória de Deus.
Uma necessidade de oração
Diante de desafios na submissão às autoridades e no cumprimento de responsabilidades sociais, ore ao Senhor por direcionamentos para melhor refletir a Sua glória no lar, no trabalho, na sociedade, na escola, na igreja.
Abra seu coração.
- Em relação à postura de responsabilidade com as autoridades, serviços e obrigações na sociedade e na igreja, tem sido você um exemplo de cristão que reflete Cristo? Se não, o que precisa mudar? Como você se compromete em mudanças após a leitura desse texto devocional?
- Como cristão, como tem se portado frente às autoridades constituídas por Deus, inclusive no ambiente congregacional?
Devemos cumprir as obrigações cívicas diante da sociedade e do governo, sem jamais deixar de lado a obediência, o amor e a adoração a Deus.
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QUANDO A AUTORIDADE DE DEUS CONFRONTA NOSSAS EXPECTATIVAS (Mc 11.27-33)
Dc. Jonnas Azevedo
DEJAD – Patu/RN
Domingo, 30 de agosto de 2026
“E lhe disseram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para fazer estas coisas?” (Marcos 11:28).
É muito difícil explicar um milagre aos olhos daqueles que não creem; mais difícil ainda é fazê-los reconhecer quem é Aquele que realiza o milagre. É exatamente isso que percebemos na atitude dos líderes religiosos diante de Jesus. Eles viam os milagres, ouviam os testemunhos e presenciavam as obras de Jesus, mas, ainda assim, permaneciam inquietos e questionavam Sua autoridade.
A pergunta deles era: “Com que autoridade fazes tu estas coisas?” O problema é que Jesus não correspondia à imagem de Messias que eles haviam construído. Eles esperavam um Messias segundo as suas próprias expectativas: alguém que chegaria com aparência de grandeza, poder e imponência. Mas Jesus veio de maneira completamente diferente. Ele era humilde e, em determinado momento, entrou em Jerusalém montado em um jumentinho (Mt 21.1-11).
Imagine a quebra de expectativa: enquanto os homens esperavam um Rei segundo os padrões humanos, Deus estava apresentando o Rei segundo os Seus próprios padrões. E talvez seja justamente aqui que precisamos olhar para nós mesmos. Da mesma forma, nos dias atuais, o Senhor continua usando pessoas que, aos olhos do mundo, não possuem aparência de grandeza, destaque ou importância. Pessoas comuns, que não correspondem às expectativas deste mundo, mas que foram chamadas por Deus para cumprir um propósito.
E eu quero fazer você pensar: Será que, às vezes, não estamos cometendo o mesmo erro dos fariseus? Será que não estamos questionando aquilo que Deus colocou em nossas mãos simplesmente porque não corresponde às nossas expectativas? Será que você não está deixando de fazer a vontade de Deus porque olha para si mesmo e pensa: “Eu não sou capaz”, “eu não tenho conhecimento suficiente”, “eu não tenho recursos”?
Mas a questão não é se você se considera capaz. A questão é quem o chamou. Nós fomos chamados. Cristo nos deu uma missão: pregar o Evangelho, anunciar a salvação, amar as pessoas, evangelizar e anunciar a libertação por meio da Palavra de Deus.
Jesus disse que aqueles que cressem seriam acompanhados por sinais, mostrando que a missão não seria realizada apenas pela capacidade humana, mas pela ação de Deus. Por isso, nós fomos comissionados. Você não precisa parecer grande aos olhos do mundo para ser usado por Deus, não precisa corresponder às expectativas das pessoas. Precisa apenas estar disponível e obedecer Àquele que o chamou.
Os fariseus estavam preocupados em saber de onde vinha a autoridade de Jesus. Nós, porém, precisamos compreender que a autoridade para cumprir a missão não vem de nós mesmos. Ela vem dAquele que nos chamou e nos enviou.
Desafio do discípulo
Eu quero lançar um desafio para esta semana, escolha três pessoas, Uma pessoa para você orar, uma pessoa para você evangelizar e uma pessoa para você abençoar.Não deixe que esta semana termine sem cumprir uma ação concreta em favor de alguém.
Uma necessidade de oração
Ore para que Deus use a sua vida. Ore para que as pessoas que forem colocadas no seu caminho sejam alcançadas pelo Evangelho. Ore para que os dons, os sinais, os milagres e tudo aquilo que Deus realizar por meio da sua vida não sejam para a sua própria glória, mas para a glória de Deus. Você foi chamado. Você foi enviado. Agora, cumpra a missão.
Abra o seu coração.
- Por que os líderes religiosos tiveram tanta dificuldade em reconhecer a autoridade de Jesus, mesmo vendo os Seus milagres?
- Será que, assim como eles, eu também tenho criado expectativas que me impedem de enxergar o que Deus está fazendo?
- Estou avaliando a obra de Deus pela aparência ou pelos frutos que ela produz?
- Quando Deus escolhe pessoas simples para realizar a Sua vontade, eu reconheço a ação dEle ou questiono a autoridade que lhes foi concedida?
- Se Cristo me chamou e me enviou, por que ainda duvido que Ele possa me usar?
Deus continua usando pessoas simples para revelar a Sua glória, e a questão não é se elas parecem capazes, mas se foram chamadas por Ele.
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PERDÃO: O caminho do triunfo (Mc 11.12-26)
Ir. Priscila Costa
Congregação Jardim do Senhor (Setor 4/ IEADERN)
Domingo, 23 de Agosto de 2026
“E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas.” (Marcos 11:25).
No mundo atual, ser vencedor está, muitas vezes, relacionado aos títulos que conquistamos, aos bens que adquirimos e àquilo que possuímos. Existem até igrejas que pregam a prosperidade como ponto central da vida cristã. Que perigo!
Todavia, eu creio no que a Palavra de Deus afirma quando que “Tudo quanto pedirdes, crendo, recebereis.” Nosso Deus é poderoso para fazer todas as coisas, de trazer à existência aquilo que não existe, aos que têm fé, pois “ tudo é possível ao que crer”, contudo, a Bíblia nos apresenta um caminho ainda mais penoso para o verdadeiro triunfo: o perdão.
Algumas pessoas podem até pensar: “Ah! Mas eu não tenho nenhuma mágoa” ou “já me fizeram mal, mas eu deixei para lá” (mas o ressentimento ainda está marcado no coração). Porém, como seria o seu sentimento se alguém te ofende publicamente ao ponto de te fazer perder a dignidade, por algo que você não fez? Ou ser traído por alguém que você muito amava? Quem sabe, aqueles que deveriam te trazer segurança na infância, não te protegeram e te fizeram perder a inocência.
Há diversas histórias de dores que se fosse escrever, não caberia aqui, tudo consequência do pecado. O contexto do trauma é: pessoas feridas, consequentemente ferem as outras, porém, a boa notícia é que na cruz, Cristo nos perdoou das nossas ofensas e pecados e nos convida a viver uma vida de perdão. Pessoas saradas pelo sangue de Jesus, perdoam e vivem a plenitude do evangelho.
Enquanto o mundo, pensa em vingança, em Cristo temos compaixão; enquanto pessoas vivem presas no passado, em Cristo, somos chamado para liberdade de uma nova vida; se para o mundo o sucesso é ter tesouros terrenos, a nossa satisfação é tê-lo como Amigo, Pai, Senhor e Rei que diariamente ensina a ter um coração mais parecido com o dEle, ao ponto que aprendemos a orar com sabedoria e a viver o verdadeiro caminho do triunfo.
Desafio do Discípulo
Faça uma lista de oração com todos os seus pedidos ao Senhor (vida espiritual, emocional e material), mas antes de apresentá-la, ore abençoando a pessoa que lhe causou algum dano e peça ajuda ao Espírito Santo ajude a liberar perdão.
Uma necessidade de Oração:
Ore para que o Senhor revele ao seu coração o que precisa ser alinhado ao coração de Deus. Para que na caminhada Cristã, cresça na fé, na perseverança e no amor para viver uma vida triunfante.
Abra o seu coração
- Existe alguém que você diz ter perdoado, mas lembrança cuja ainda desperta dor, ressentimento ou desejo de justiça pelas próprias mãos?
- Se Jesus perdoou você na cruz quando nada poderia oferecer em troca, o que tem impedido você de estender esse mesmo perdão a quem o feriu?
- Hoje você está buscando o triunfo que o mundo oferece ou a liberdade que Cristo concede por meio do perdão?
“Perdoar é o sinônimo de quem sabe amar. Assim como Cristo te amou, ame também ao próximo”.
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O SENHOR PRECISA DE VOCÊ
Descobrindo a nossa utilidade no discipulado (Mc 11.1-11)
Dc. Vitor Caldas
Líder Dejad – Setor 07 (Dix – Sept Rosado)
Domingo, 16 de agosto de 2026
“Se alguém lhes perguntar: ‘Por que vocês estão fazendo isso?’, digam: O Senhor precisa dele e logo o enviará de volta.” (Marcos 11:3).
Você já parou para pensar no privilégio que é ser útil para o Reino de Deus? Na passagem que serve como antessala da entrada triunfal em Jerusalém, Jesus envia dois de seus discípulos para buscar um jumentinho. Havia uma instrução muito clara e específica para uma situação aparentemente comum. Se alguém os questionasse, a resposta deveria ser simples, curta e direta: o Senhor tem necessidade dele.
É fascinante notar que o Criador do universo, o Rei da Glória, escolheu precisar de algo tão simples para cumprir uma das profecias mais importantes da história. Ele não mandou buscar uma carruagem luxuosa ou um cavalo de guerra imponente. Jesus preferiu a simplicidade de um jumentinho que nunca havia sido montado. Isso nos ensina de forma profunda que, no projeto do discipulado, a nossa disposição vale muito mais do que os nossos grandes títulos. Nos mostra que precisamos entregar a Jesus aquilo que nunca foi usado por ninguém, ou seja, algo exclusivo.
Na caminhada cristã, muitas vezes nos sentimos pequenos demais ou incapazes de fazer a diferença. Olhamos para as nossas limitações e esquecemos que o Senhor nos conhece pelo nome e sabe exatamente onde estamos amarrados. Ser discípulo é compreender que Jesus quer nos desamarrar de velhos hábitos e nos colocar em movimento para a Sua obra. Ele conhece o seu potencial e tem um propósito específico para a sua vida hoje.
Note que o texto bíblico traz uma garantia extraordinária no final: “e logo o enviará de volta”. Tudo o que entregamos nas mãos de Jesus não é perdido ou desperdiçado. Quando disponibilizamos nosso tempo, nossos talentos e o nosso coração para Ele, recebemos de volta uma vida transformada e cheia de significado.
O discipulado eficaz não é feito de grandes monólogos ou de conceitos complexos que nos afastam da prática. Ele acontece no dia a dia, quando respondemos prontamente ao chamado do Mestre com passos de obediência simples. Jesus deseja usar você exatamente no lugar onde você está inserido — seja na sua escola, na sua faculdade, no seu trabalho ou na sua comunidade. Quando Ele nos chama, a melhor resposta que podemos dar é nos colocarmos inteiramente à Sua disposição para lhe oferecer o melhor que temos.
Desafio do Discípulo
Identifique, nesta semana, uma área da sua vida, um talento ou um tempo precioso que você tem guardado apenas para si. Assuma o compromisso prático de desamarrar esse recurso e colocá-lo a serviço do Reino de Deus, do próximo ou da comunidade. Seja voluntário em uma ação de evangelismo, faça uma visita ao CIADE (Centro Integrado de Assistência Social da IEADERN), vá a um hospital infantil ou simplesmente dedique um momento para ouvir e apoiar quem precisa — seja um jovem da igreja, uma criança ou um parente próximo.
Oração do Discípulo
Senhor Jesus, obrigado por me escolher e por demonstrar que queres me usar mesmo com todas as minhas fraquezas. Desamarra o meu coração de tudo aquilo que me prende ao egoísmo. Que a minha vida esteja sempre pronta e disponível para cumprir os Teus planos e glorificar o Teu nome. Amém.
Abra o seu coração
- Se Jesus enviasse alguém hoje para pedir aquilo que você considera mais valioso, qual seria a sua reação imediata?
- Você tem se sentido pequeno demais para ser usado por Deus, esquecendo-se de que Ele escolhe as coisas simples para envergonhar as sábias?
- O que ainda está amarrando você e impedindo o seu avanço prático na jornada do discipulado?
“Disponibilidade e obediência são as chaves que desatam o agir de Deus na nossa história.”
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VOCÊ PODE SER O PRÓXIMO (Mc 10.46-52).
Dc. Janssen Lemos
Líder Dejad – Setor 08 (Pirangi)
Domingo, 09 de agosto de 2026“E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.” (Marcos 10:52).
Em Jericó vemos mais um exemplo de que “a fé em quem tudo pode”, faz a diferença…
Nesta passagem podemos imergir nos relatos de um homem que vivia uma vida limitada por uma deficiência que o impedia de ver. Ele não podia ver as maravilhas físicas que o Senhor fez; não contemplava visivelmente a natureza, o rosto das pessoas que amava; também não via os olhares de desprezo e nem a indiferença com que era tratado.
Um certo dia, lá estava Bartimeu, o filho de Timeu, sentado junto ao caminho, à margem da sociedade, fazendo o que lhe era de costume: mendigando (v. 46). Ele sequer imaginava o que estava prestes a acontecer. Jesus iria passar por ali.De repente, vozes, passos, barulhos e uma informação chega até ele: Jesus de Nazaré passava por ali. Podemos acreditar que aquele cego já ouvira falar dos feitos de Jesus – curas, milagres, ensinos. Era a oportunidade singular para aquele “invisível” homem.
Bartimeu poderia apenas se alegrar pela passagem do Mestre, ou simplesmente viver aquele momento de forma passiva. No entanto, sua fé o levava a agir e clamar por um milagre. Então, encheu os pulmões e gritou o mais alto que pôde: “JESUS, FILHO DE DAVI, TEM MISERICÓRDIA DE MIM”. Vozes o desencorajavam e o repreendiam para que se calasse. Era o estímulo que precisava para clamar mais algo a Jesus (V. 47,48).
Neste ponto, quero lhe chamar a uma reflexão… Quantas vezes em sua vida, diante de um problema, uma dificuldade, ou uma impossibilidade, você tem clamado a Jesus, com fé, por uma solução que somente Ele pode conceder? Será que vozes contrárias não tem lhe afastado do lugar da solução, diante do Pai?A narrativa continua. Jesus manda chamá-lo. As mesmas pessoas que há pouco lhe constrangiam a calar-se, agora eram porta-vozes de esperança: “Ele te chama, tenha bom ânimo” (v. 49). Logo, o cego abre mão da pesada capa, que dificultaria sua aproximação e, porque não dizer, num ato de fé, ele cria que não precisaria mais fazer uso dela (v.50).
Diante do Mestre, uma pergunta: “O que queres que eu te faça?”. Sua resposta refletia honra, dependência e necessidade: “Mestre, eu quero ver”. E Jesus, simplesmente lhe disse: “Vai, a tua fé te salvou”. E o texto encerra declarando a vitória de Bartimeu e sua nova história: “ele via e seguia a Jesus pelo caminho” (v. 51,52). Que grandeza. Aquele homem agora contemplava Cristo e vivia para Cristo.
Um lembrete importante: ao invés de compartilhar sua história a muitos que pouco poderão fazer por você, conte à Jesus, o Deus misericordioso, socorro presente na angústia, o único capaz de curar, mudar, transformar, restaurar, salvar. Sim, Cristo continua a mudar histórias de “Bartimeus” a cada instante. Você pode ser o próximo.
Desafio do Discípulo
Você tem sido silenciado pela multidão, desencorajado a não permanecer clamando ao Mestre? A história de Bartimeu é um convite à perseverança. Continue. Ele te ouve e agirá segundo sua vontade soberana.
Uma necessidade de oração
Sua história de dor, sofrimento, desesperança ou incerteza precisa ser compartilhada com o Salvador. Conte para Ele onde é a sua dor. Não ignore esse espaço aberto de oração e comunhão.
Perguntas reflexivas
- Como você se sente quanto uma limitação lhe impede de fazer algo que você deseja?
- Como você manifesta a sua fé em Deus como aquele que pode fazer todas as coisas? Você espera acontecer ou você clama a Ele diuturnamente ?
- Observando a passagem sobre Bartimeu, quais inspirações você poderia aplicar agora em sua vida?
Cristo continua a mudar histórias de “Bartimeus” a cada instante. Você pode ser o próximo.
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QUANTO CUSTA? (Marcos 10.17-31)
O custo para quem escolhe o céu.
Ir. Vanessa Galdino
Domingo, 26 de julho de 2026
“Falta uma coisa a você: vá, venda tudo o que possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me.” (Marcos 10:21).
“Quanto custa?” é a primeira pergunta que fazemos quando queremos comprar ou fazer algo. Isso porque queremos saber se estamos dispostos a pagar o preço ou desistir. Na vida, essa pergunta vai muito além do dinheiro. Uma boa faculdade custa anos de dedicação. Um casamento saudável custa renúncia. Uma amizade verdadeira custa tempo. Um atleta abre mão do conforto para alcançar seu objetivo. Tudo o que realmente vale a pena exige algum tipo de entrega, de esforço, de dedicação. Cada escolha tem um custo. Quando dizemos “sim” para uma coisa, inevitavelmente estamos dizendo “não” para outra. Por isso, nossas escolhas diárias revelam aquilo que realmente valorizamos. Elas mostram nossas prioridades.
Em Marcos 10.17-31, um jovem corre ao encontro de Jesus com a pergunta mais importante que alguém pode fazer: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Essa pergunta revela sua preocupação com a eternidade. A conversa segue e fica claro que ele conhece as promessas e vive de acordo com a lei na esperança de herdar o céu. Mas Jesus mostrou que a eternidade não pode ser conquistada por obras. Observar a lei não era suficiente, pois a vida eterna é ação de Deus e não depende da força do homem. Porém, o homem é convidado a participar escolhendo deixar as coisas terrenas para seguir à Cristo, sem ressalvas, confiando completamente em seu cuidado e condução (Lc 14.33, Mt 16.24-26, 1 Jo 2.15-17).
No clímax dessa conversa, Jesus, a própria graça (Tt 2.11-13) que cumpre toda a lei (Mt 5.17) olha para o rapaz e lhe dá a oportunidade de escolher ordenar suas prioridades, “venda tudo o que possui…”. O jovem que tinha o coração nas coisas terrenas ouviu apenas a primeira parte e não considerou a promessa: “você terá um tesouro no céu”. O jovem que chega à Jesus preocupado com a eternidade não estava disposto a pagar o preço que custava deixar o amor por suas coisas passando a confiar sua vida completamente aos cuidados de Cristo.
Esse encontro nos ensina que para ser discípulo tem um custo. Não porque a salvação pode ser comprada, mas porque quem encontra em Cristo o maior tesouro precisa aprender a abrir mão de tudo aquilo que ocupa o lugar que pertence somente a Ele. Quem quer o céu aprende a deixar: deixar tudo aquilo que prende o coração à terra e impede uma entrega completa a Cristo; quem quer o céu aprende a seguir: seguir Jesus diariamente, fazendo escolhas que revelam que Ele vale mais do que qualquer outra coisa; quem quer o céu aprende a confiar: confiar que o Senhor jamais abandona aquele que o segue, pois mesmo passando por lutas, Ele continua sendo um Pai fiel, sustentando seus filhos nesta vida e conduzindo-os, em segurança, até a vida eterna. No fim, o custo do discipulado nunca será maior do que a recompensa de caminhar com Cristo e a esperança de viver com Ele para sempre.
Desafio do Discípulo
Durante esta semana, reserve alguns minutos em oração e peça ao Espírito Santo que revele o que tem ocupado o primeiro lugar no seu coração. Depois, tome uma atitude concreta que demonstre que Cristo é sua prioridade. Pode ser abandonar um hábito que o afasta de Deus, reorganizar seu tempo para buscar mais ao Senhor, perdoar alguém ou renunciar a algo que esteja prendendo seu coração. Faça uma escolha que mostre, na prática, que você decidiu seguir Jesus acima de tudo.
Uma necessidade de oração
Ore para que Deus lhe dê um coração totalmente rendido a Cristo. Peça coragem para abrir mão de tudo que disputa o primeiro lugar com Jesus e confiança para descansar em seus cuidados, mesmo quando seguir a Cristo exigir renúncia, sofrimento ou mudanças de planos.
Perguntas reflexivas
- Existe alguma coisa que, se Jesus lhe pedisse hoje, você teria dificuldade de entregar porque ocupa um lugar maior do que Ele em seu coração?
- As escolhas que você tem feito durante a semana mostram que seus olhos estão voltados para a eternidade ou apenas para as coisas desta vida?
- Em qual área da sua vida Deus está chamando você para confiar mais em Suas promessas do que em suas próprias seguranças?
Quem faz de Cristo sua maior escolha descobre que nada do que deixou para segui-lo se compara ao que encontrou nEle!
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SEM CERIMÔNIAS (Mc 10.13-16)
Deixem vir a mim as criancinhas
Aux. Douglisnilson Morais
Domingo, 19 de julho de 2026
“…Deixai as crianças virem a mim e não as impeçais, porque o reino de Deus é dos que são como elas” (Marcos 10.14b)
Na reflexão de hoje, temos uma narrativa até certo ponto estranha para os nossos dias. Afinal, qual adulto impediria crianças de chegarem à Cristo? Porque tamanha proibição? Mas é isso que está acontecendo. O texto narra que “algumas pessoas traziam crianças para que Jesus as tocasse”. (Mc 10.13). Provavelmente eram pais ou familiares que admiravam Jesus, os seguiam de longe ou, ouviram falar dEle. Nada melhor do que ver seus filhos sendo abençoados por esse Mestre diferenciado dos famosos rabinos da época.
É fato que, nos tempos de Jesus, crianças não eram tidas em muita estima. Suas tagarelices e brincadeiras poderiam tirar o foco das pessoas nos “doutores da lei” respeitados e altamente egocêntricos. Além disso, para alguns, seria uma perda de tempo estar atendendo crianças em suas infantilidades.
Talvez estamos diante de um marco temporal no olhar sobre os infantes. Jesus Cristo tem um olhar diferenciado para elas e não os despede sem uma bênção especial. Além disso, elas passam a ser um exemplo para os adultos, por meio de características, como inocência, sinceridade, desprendimento, dependência e amor, de como adentrar no reino de Deus.
Podemos imaginar vozes e murmúrios na multidão de presentes diante da indignação do Senhor pela ação repreensiva dos discípulos, impedindo as crianças de chegarem até Jesus. Então, Ele pára momentaneamente a ministração, para ensinar algo prático. “Não as impeças; eu quero abraçá-las e abençoá-las; elas alegram o meu coração;”.
A forte declaração de Jesus é mais chocante do que o ato de receber as crianças. à primeira vista, parece que Ele está declarando que a eternidade com Deus é um “reino de infantes”. Nada disso, o ensino do Mestre é voltado aos corações dos adultos: autossuficientes, independentes; iracundos; insensíveis. É como se Ele estivesse definindo parâmetros da eternidade, os quais estavam distantes dos valorizados por aquela sociedade.
Reflita comigo: às vezes o conhecimento nos distancia da intimidade com Deus. Ficamos “engessados”, críticos ao extremo; fechamos as portas para crianças que querem correr ao lugar seguro que é nos braços do Pai. Nossas orações são formais; nossas declarações de amor, extremamente secas, desprovidas de emoções e sentimentos; nossa relação com nosso Senhor é distante, ainda que pareçamos estar pertos, caminhantes com as Escrituras, servindo no Reino mas, falta-nos encontros secretos no quarto da oração, para rasgar-lhe o coração, tributar nossa devoção, declarar nosso amor e necessidades nEle; suplicar o perdão; desejar seu abraço, seus ensinos, sua bênção.
O desfecho da história é um convite à imaginação. Ele pegou aquelas crianças nos braços, abençoou-as, impôs-lhes as mãos. E as despediu. Eu imagino o choro dos adultos que as conduziram e, orgulho dos pequenos que foram tocados de uma maneira especial. Aquele dia marcou a vida de muitos anônimos. Espero que, ao ler essa passagem, e essa reflexão, marque igualmente a sua vida, leitor.
Desafio do Discípulo
Gostaria de convidar a você, leitor, a uma reflexão: até que ponto sua jornada com Cristo, seu crescimento acadêmico/teológico, sua vivência no servir lhe conduz ao distanciamento do Mestre? Há um convite do alto para uma autoavaliação seguida de decisão em caminhar no reino como uma criança. Se tiver dúvidas, procure seu líder, professor ou pastor para lhe aconselhar biblicamente.
Uma necessidade de oração
Nenhuma mudança espiritual acontece como um ato comportamental. Se as palavras desta reflexão lhe constrange e convida à rendição e desejo de experimentar o Senhor, ore por isso. Suplique ao Santo Espírito por uma mudança de dentro para fora.
Perguntas reflexivas
- Quem é você: um adulto autossuficiente, que julga tudo como infantilidades; ou uma criança que caminha no reino sem crescimento? Cristo não valida nenhum destes comportamentos.
- O que preciso: para me tornar como uma criança que tem acesso livre ao Pai? Na dúvida, busque aconselhamento com uma “criança-adulta”.
- Como fazer: enumere alguns princípios e compromissos que você precisa assumir a partir de hoje. Acompanhe seu desenvolvimento em oração e perseverança.
Faz-nos, Senhor, como crianças, que desfrutam da Tua presença, bênção e amor.
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UMA ESCOLHA RADICAL
A santidade de quem segue Jesus
Ir. Meriely Fonseca
Domingo, 12 de julho de 2026
“E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrar na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno…” (Marcos 9.43).
Vivemos em uma geração que tenta normalizar aquilo que Deus chama de pecado. Muitos dizem que “todo mundo faz”, que “não tem problema” ou que “Deus entende”. Mas Jesus nunca tratou o pecado com leveza. Pelo contrário, em Marcos 9.42-48, Ele usa uma linguagem forte para mostrar o quanto o pecado é destrutivo e o quanto vale a pena abrir mão de qualquer coisa para permanecer em santidade.
Quando Jesus fala sobre cortar a mão, o pé ou arrancar o olho, Ele não está incentivando a mutilação física. Seu ensino é muito mais profundo. Ele está mostrando que o discípulo precisa eliminar tudo aquilo que o afasta de Deus. Qualquer hábito, amizade, entretenimento, relacionamento ou prática que alimenta o pecado deve ser abandonado sem negociação. O valor da vida eterna é infinitamente maior do que qualquer prazer passageiro deste mundo.
Seguir Jesus exige decisões radicais. Não existe discipulado verdadeiro sem renúncia. O pecado sempre promete satisfação, mas produz escravidão, culpa e morte espiritual. A Palavra de Deus, porém, nos conduz à liberdade e à santidade. Um discípulo de Cristo não pergunta até onde pode chegar sem pecar; ele pergunta como pode agradar mais ao Senhor em tudo o que faz.
A santidade não significa viver sem lutas, mas viver decidido a vencer o pecado pela graça de Deus. É escolher obedecer quando ninguém está olhando. É fechar portas para aquilo que enfraquece a fé e abrir espaço para que a Palavra transforme o coração diariamente. Quem ama Jesus não brinca com aquilo que O levou à cruz.
Jesus continua chamando jovens que desejam viver uma vida diferente. Em um mundo cheio de distrações, tentações e impurezas, Ele procura discípulos comprometidos com a verdade. Vale a pena dizer “não” ao pecado para dizer “sim” à vontade de Deus. A verdadeira alegria está em uma vida limpa diante do Senhor, firmada na Sua Palavra e cheia da presença do Espírito Santo.
Desafio do Discípulo
Nesta semana, faça uma avaliação sincera da sua vida. Existe algum hábito, aplicativo, conversa, amizade, conteúdo ou atitude que esteja alimentando o pecado? Tome uma decisão prática de eliminar aquilo que afasta você de Cristo. Fortaleça sua vida espiritual lendo diariamente a Palavra de Deus e orando para que o Espírito Santo o ajude a permanecer firme. Compartilhe este desafio com um amigo e caminhem juntos em santidade. E não esqueça de compartilhar o Devocional Princípio em suas redes sociais, marcando @dejadrn e @assembleiadedeusnorn, para incentivar outros jovens a viverem uma vida santa diante de Deus.
Uma necessidade de oração
Senhor, eu reconheço que preciso da Tua graça todos os dias. Dá-me discernimento para identificar tudo aquilo que me afasta de Ti e coragem para abandonar o pecado sem reservas. Fortalece-me pela Tua Palavra e ajuda-me a viver em santidade, refletindo o caráter de Cristo em cada decisão. Que minha vida glorifique o Teu nome. Amém!
Perguntas reflexivas
- O que hoje tem tentado ocupar um espaço em sua vida que pertence somente a Deus?
- Existe algum pecado que você precisa abandonar imediatamente para continuar crescendo como discípulo de Cristo?
- Quais decisões práticas você pode tomar nesta semana para fortalecer sua vida de santidade e permanecer firme na Palavra?
Quem escolhe viver em santidade descobre que abrir mão do pecado nunca é uma perda; é o caminho para experimentar a verdadeira vida em Cristo.