Ir. Rute Oliveira
Líder dos Adolescentes – Rede Teen
IEADERN – Parnamirim/RN
Domingo, 14 de junho de 2026)
“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.” (Marcos 8:34,35).
Imagine que você está em uma roda de amigos, conversando sobre as notícias do momento, e do nada, a pessoa que você mais admira no grupo faz uma pergunta: “O que será que as pessoas por aí acham de mim?” (Mc 8.27). No primeiro momento, a pergunta pode parecer estranha, não é mesmo? Mas o cenário muda de figura quando essa mesma pessoa se vira diretamente para você e pergunta: “E para você? Quem eu sou?” (Mc 8.29a).
Consigo imaginar o rosto dos discípulos quando Jesus fez exatamente essa pergunta: “Quem vocês dizem que eu sou?” Naquele instante, Pedro recebeu uma revelação do próprio Pai e verbalizou com verdade: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!” (Mc 8.29b).
Diante dessa maravilhosa revelação, a conversa tinha tudo para continuar em um clima de celebração. No entanto, Jesus trouxe logo em seguida outra revelação — uma que ninguém esperava ou queria aceitar. Ele, o Messias, não veio para receber tapetes vermelhos, festas grandiosas ou um trono de ouro terreno. O Seu plano envolvia morte. E morte de cruz (Mc 8.31).
Assustado com essa realidade, o mesmo Pedro, agora sendo usado pelo próprio inimigo, deixando-se inflar por pensamentos puramente humanos, começou a repreender Jesus, tentando poupá-lo do sofrimento que estava por vir. Mas Ele o corrigiu firmemente, mostrando que Pedro estava estabelecido nos interesses dos homens, e não nos de Deus (Mc 8.32,33). Aproveitando o momento, Jesus estendeu o ensinamento não apenas aos discípulos, mas a todos ao redor: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc 8.34).
Jesus deixa claro que quem vive para esse mundo, colherá somente o que ele pode oferecer: uma existência gasta para satisfazer o próprio ego, o orgulho e a vaidade. Sim, tudo é vaidade. E o fim dessa busca ilusória é a morte espiritual. Afinal, “que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8.36).
Mas a boa notícia vem logo em seguida: “Quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará!”. (Mc 8.35). Cristo não está falando necessariamente de um martírio físico, mas de algo diário: morrer para as nossas vontades egoístas.
É sobre renunciar aos prazeres que nos aprisionam à nossa zona de conforto e renunciar àquilo que aos nossos olhos parece significativo, mas que se torna fútil diante da grandeza da eternidade. É essa vida plena que nos espera se decidirmos morrer para o nosso terreno “eu” (Mc 8.37,38). É necessário vivermos uma vida de renúncia, para que possamos alcançar a alegria da salvação e conhecermos a Jesus face a face, e poder finalmente dizer: Jesus, agora sei quem verdadeiramente tu És!
Desafio do Discípulo.
Quero lhe propor abrir mão de alguma prática ou pensamento que está te afastando dos propósitos do Senhor. Seja gastar demasiado tempo nas redes sociais, ou fomentar ideias contrárias à Bíblia. Jesus foi bem claro: é tudo ou nada!
Uma necessidade de Oração.
Oremos para que a radicalidade da obediência ao Senhor preencha os nossos corações e nos faça seguir a Cristo em tudo, mesmo que isso custe a nossa vida.
Abra o Seu Coração
- Se você fosse acusado (a) de ser cristão, haveria provas suficientes para lhe condenar?
- Você está obedecendo ao Senhor radicalmente, ou apenas vivendo um evangelho segundo minhas vontades?
- Quem é Jesus para você?
Jesus comprou meus dias. Em minha vida não há um espaço que não seja d’Ele.
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