Autor: Douglisnilson Morais

  •  Não existem coincidências!

    Aux. Italo Rafael

    26 de Abril de 2025 (Sábado)

    “Paulo respondeu: Em pouco ou em muito tempo, peço a Deus que tanto o senhor como os demais aqui presentes se tornem como eu, exceto por estas correntes.” (At. 26:29 – NVT).

    Certa feita eu estava assistindo um filme em que um dos personagens era o detetive da cidade. Uma das falas mais marcantes deste, durante o longa é: “na vida de um detetive não existem coincidências”. Esta afirmação me fez refletir de tal forma, pois percebi que na vida de um cristão também não há espaços para “coincidências”. Sejam locais em que estamos, pessoas que conhecemos ou situações em que somos colocados: todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo o Seu Propósito (Rm. 8:28).

    E Paulo viveu este propósito na íntegra. No capítulo 21 de Atos, ele prega para uma multidão que poucos minutos antes estava querendo matá-lo. Já no 22, ele ministra o seu encontro com Jesus para o alto escalão religioso de fariseus e saduceus de Jerusalém. “Não satisfeito”, no capítulo seguinte, expõe o Evangelho ao governador Félix e outros líderes do povo, incluindo o sumo sacerdote Ananias e um advogado chamado “Tértulo” (contratado para acusar o próprio Paulo diante do governador). E o padrão segue nos capítulos 25 e 26, em que mesmo preso e acorrentado, apresenta as Boas Novas de Cristo Jesus a Festo e a Agripa, respectivamente o governador e o rei da Judeia.

    O apóstolo dos gentios tinha um objetivo claro: mesmo em meio a sofrimentos angustiantes, a mensagem da cruz precisava chegar até o Imperador de Roma, e a quantos mais fosse possível alcançar. Todos precisam conhecer a Cristo, quer passando por correntes (assim como Paulo), ou não. 

    É de se analisar que, provavelmente, a maior inspiração paulina deixada para a Igreja de Jesus está resumida em um versículo que o próprio apóstolo escreveu a Timóteo: “pregue a palavra. Esteja preparado, quer a ocasião seja favorável, quer não. Corrija, repreenda e encoraje com paciência e bom ensino.” (2 Tm. 4:2 – NVT). Ao mesmo tempo que somos profundamente amados pelo Senhor, somos altamente responsáveis por carregar a Sua mensagem, custe o que custar. Ao nos descrever como um “reino de sacerdotes” (1 Pe. 2:9), Pedro declara que a missão das nossas vidas é conectar as pessoas do nosso dia a dia com o Seu Criador. Em resumo: conhecer ao Senhor, e fazê-Lo conhecido.

    Você pode até achar que é uma grande coincidência estar matriculado(a) em tal escola/curso, ou conhecer pessoas que “do nada” apareceram na sua vida. Mas assim como Paulo, não precisamos ser detetives para entender que, na verdade, somos embaixadores do Rei do Universo em qualquer lugar que chegamos ou situação em que nos encontramos. Se as pessoas não acreditam quando você diz que Jesus está vivo, viva uma vida que comprove que Ele está. É hora de assumirmos com vontade e integralidade o nosso papel de cooperadores do Rei (1 Co. 3:9), nesta colheita que vai até os confins da Terra!

    Desafio Evangelístico

    Durante esta semana, aproveite as oportunidades que surgirem para falar sobre Jesus com 3 pessoas com quem você convive bastante ou não. Se o pneu do seu carro furar, por exemplo, é bem provável que Jesus esteja querendo marcar um encontro com o borracheiro (rsrs).


    Uma necessidade de oração

    • Ore para que Jesus prepare pessoas em ambientes e ocasiões à sua volta para que ouçam o Evangelho. E ore por coragem e ousadia para viver estes momentos (At. 4:29,30).

    Perguntas Reflexivas:

    • Se as pessoas que eu conheço dependessem da minha disposição para que elas encontrassem a Jesus, este encontro aconteceria?
    • Ao saber que para fazer parte da Igreja do Senhor eu preciso automaticamente estar envolvido na missão d’Ele (Mt. 9:38), o que eu estou fazendo para cooperar com isso?
    • Qual é a maior prova de amor que você pode dar para as pessoas ao seu redor?

  • Seja a mudança: O Evangelho de Cristo transforma vidas e se espalha através de você!

    Pb. Eliab Moura

    19 de Abril de 2025 (Sábado)

    “Assim, de maneira poderosa, a palavra do Senhor era anunciada e se espalhava cada vez mais” (Atos 19:20)

    Em Atos dos Apóstolos, encontramos o registro da conversão do segundo maior missionário que a terra já viu, o Apóstolo dos gentios – Paulo de Tarso. No capítulo 19 do livro, temos o registro sagrado referente à sua terceira viagem missionária, mais precisamente visitando a maior cidade da Ásia menor, chamada de Éfeso.

    A população da cidade era sincretista – unia diversas tradições e cultos a deuses pagãos. Dentre esses existia uma deusa muito adorada pelos Efésios, chamada de Diana na mitologia Romana e Ártemis no panteão grego. 

    Ao entrar em Éfeso, Paulo se depara com doze homens que foram discipulados e batizados segundo os ensinos de João Batista, sem jamais ouvir falar do Espírito Santo. Ele então prega-lhes sobre Jesus Cristo e, ao impor-lhes as mãos, todos foram batizados com o Espírito Santo, falando línguas e profetizando, em continuidade à profecia do derramamento do Espírito, pelo profeta Joel, iniciada no Pentecostes (Jl 2.28-32; At 2.1-4; 19.1-7).

    Naquela cidade, Paulo dedica cerca de dois anos de seu ministério a evangelizar os efésios e habitantes locais, de modo que TODOS os gregos e judeus daquela província ouviram falar de Jesus (At 19:10) e muitos se converteram a Cristo confessando seus pecados, sendo também libertos do ocultismo (At 19: 18-19).

    Como é possível que em uma população de cerca de 250 mil habitantes, através de um só homem, o evangelho de Cristo causasse um impacto tão significante a ponto de transformar um povo politeísta em monoteísta, levando-os a abandonar as “artes mágicas” e queimar em público suas literaturas sobre o tema, num valor equivalente a cinquenta mil moedas de prata? A convicção de que Cristo salva, cura, liberta o mais vil pecador.  

    De que modo é possível explicar que, através de uma mensagem transformadora, pessoas abdicaram da sua profissão, convencidas de que suas práticas não agradavam a Deus, num ato de fé, sem saber como será o amanhã, mais conscientes que fizeram a coisa certa? É a ação do Espírito Santo em seu interior.

      Que extraordinário! Um simples homem, sem exército, influência ou riqueza, mas pelo uso das palavras, apresenta a mensagem de salvação em Cristo Jesus, a ponto de causar um alvoroço na cidade, trazendo temor a aproximadamente 25 mil pessoas, devotas da deusa Diana. Como isso é possível? Pela convicção de fé, obediência ao chamado e amor pelas almas.

    O apóstolo Paulo foi um grande exemplo para todos nós, um instrumento nas mãos do Redentor. Imagine o que Cristo pode fazer através de você. Pessoas estão sofrendo com enfermidades físicas e, principalmente,  espirituais, e o Cristo que curou através de Paulo quer curar pessoas através de você; o Cristo que libertou cativos através de Paulo quer libertar através de você; o Cristo que salvou através de Paulo quer salvar através de você. Imagine a alegria de chegar no fim de sua vida, olhar para trás, se alegrar por ter cumprido sua missão e ser capaz de dizer: “combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé” (2 Tm 4.7).

    O reino de Cristo conta contigo! 

    Que as abundantes bênçãos do Senhor estejam sobre sua casa, que o reino de Cristo cresça através de sua vida!

    Desafio Evangelístico

    • Onde é a sua Éfeso? Faculdade, Trabalho, Bairro…? Que tal levar o amor de Cristo em sua Éfeso?
    • Convide um amigo a um culto em uma de nossas igrejas, aproveite o ano da colheita (2025) e inicie esse segundo trimestre “ganhando” almas para o reino de Cristo.

    Uma necessidade de oração

    • Sabemos que a fé sem obras é morta, a verdadeira fé se manifesta através de nossas ações, porém para que Cristo se manifeste através de sua vida é necessário comunhão. 
    • Não deixe de fazer seu devocional diário e de buscar a Deus em oração; interceda para que o evangelho de Cristo cresça através de sua vida. 

    Perguntas Reflexivas:

    • O que está faltando para que Cristo te use como usou Paulo para os gentios?
    • C. S. LEWIS, certa vez afirmou: “Sabemos que não podemos voltar atrás e mudar o começo, mas podemos iniciar a mudança hoje e mudar o final”. Sendo assim, o que acha de recomeçar a Jornada com Cristo de forma diferente hoje? Vamos assumir esse compromisso?

  • O grande desafio da Igreja: Pregar a Palavra

     Pr. Antônio do Carmo Júnior

    12 de abril de 2025 (sábado)

    “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”. (Atos 12.5).

    No capítulo 12 de Atos dos Apóstolos, encontramos uma situação astuciosa do inimigo querendo pôr medo na igreja e desejando que ela parasse de pregar. O rei Herodes, para agradar os judeus, mandou matar a Tiago e prender Pedro, deixando-o sob a vigilância de dezesseis soldados na prisão, com a intenção de apresentá-lo ao povo depois da Páscoa. Uma espécie de “troféu”, expressando poder e, ao mesmo tempo, afronta e perseguição contra os cristãos (At 12.1-4).

    Na noite que antecede o comparecimento de Pedro a Herodes, eis que sobreveio o anjo do Senhor e resplandeceu uma luz na prisão, tocando no lado de Pedro, o despertou dizendo: levanta-te depressa e logo caíram-lhe das mãos as cadeias. O anjo ordenou-lhe para calçar as sandálias, tomar a capa e segui-lo, ele obedeceu. Todavia, pensava não ser real o que estava acontecendo, mas uma visão (At. 12.5-9). 

    Ao passarem pela primeira e segunda guardas, chegaram à porta de ferro, que dava acesso para a cidade. As portas abriram por si mesmas e, após percorrerem uma rua, o anjo se apartou de Pedro. Foi então que ele tornando a si percebeu que era real o que estava acontecendo; Deus lhe concedeu um grande livramento (At 12.10,11).

    Do “outro lado da cidade”, algo acontecia. Na casa de Maria, mãe de João Marcos, havia uma igreja que posicionava-se em contínua oração a Deus em favor de Pedro (vale a pena orar; nunca é desperdício orar; Deus responde às orações que O glorificam). Então, o Senhor operou um grande milagre, libertando seu servo das garras do maligno Herodes. De repente, a “resposta da oração bate à porta”. Era Pedro que chegara para celebrar com eles o livramento. Ao ouvir a batida, uma menina saiu a escutar e conheceu a voz de Pedro, indo imediatamente transmitir a notícia aos discípulos que por sua vez não acreditaram nela (grande foi o milagre). Com a insistência da menina, eles foram verificar e, de fato, era Pedro, trazendo-lhes surpresa e espanto. Grande foi o culto naquele lar naquela noite. Todos ouviram alegremente como Deus o tirara da prisão (At 12.12-17).

    Ao amanhecer do dia seguinte, houve um grande alvoroço entre os soldados sobre o que seria feito de Pedro e, quando Herodes o procurou e o não achou, feita inquirição aos guardas, mandou-os justiçar. Pedro partiu da Judeia para Cesaréia e continuou a pregar cumprindo assim a missão que o Senhor determinou. 

    Mesmo diante das adversidades e perseguições, Pedro não deixou de pregar a palavra, o evangelho da salvação. Seu coração ardia por proclamar que “Jesus Cristo Salva, Cura, Batiza com o Espírito Santo e breve voltará”. Que possamos, a exemplo de Pedro, seguir esse exemplo de testemunho e anunciar Jesus Cristo – o único salvador das nossas vidas.

    Deus nos abençoe! nos conceda mais da sua unção e graça para anunciar as boas novas de salvação.

    Amém!


    Desafio Evangelístico

    • Seja encorajado pela história de convicção de Pedro que, mesmo correndo risco de morte, não deixou de cumprir com a missão de levar as boas novas aos perdidos. Não se amedronte diante das perseguições no lar, na vizinhança, na escola / faculdade, no trabalho etc. Não deixe de falar do grande amor de Deus. 
    • Todos os dias procure falar de Jesus com as pessoas ao seu redor; peça a Deus para vivenciar experiências com Ele. Você vai perceber as mudanças significativas em sua vida. E terás muitos testemunhos para contar para a glória de Deus.
    • Participe das atividades de evangelismos e missões da sua igreja, pois Deus o capacitará nessa nobre obra. É o Ano da Colheita!

    Uma necessidade de oração

    • Ore ao Senhor por um grande avivamento na igreja, nesses dias que antecedem ao arrebatamento. Deus está disposto a revestir com poder o seu povo, para “conquistar” almas para o seu reino.
    • Que sejamos comprometidos com orações intercessórias pelo nosso bairro, cidade, país, como também as nações que não conhecem o grande amor de Deus; que o Senhor “levante” um grande exército de pregadores fiés e comprometidos com as Escrituras.

    Perguntas Reflexivas:

    • Você já procurou participar com mais intensidade nos círculos de oração de jovens e até mesmo de adultos da sua igreja, objetivando maior revestimento do poder de Deus, a fim de anunciar com mais ousadia a Palavra de Deus? O que lhe impede?
    • Está disposto(a) a continuar anunciando a palavra do Senhor mesmo sofrendo perseguições e adversidades por parte do inimigo? E até ser desprezado por alguns irmãos ou líderes? Cristo conta com você!

  • Obedecendo a Deus com o ensino de Cristo

    Dc. Moab Santos

    05 de Abril de 2025 (Sábado)

    “Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5.29 – ARC).

    O capítulo 5, do livro dos Atos do Apóstolos, inicia apresentando um casal que tramou inserir engano no meio da congregação. Embora alguns estivessem vendendo suas propriedades e doando o valor, não havia obrigação de doação. Mas era sempre bem recebida toda a ajuda que ofertavam. Diante deste contexto, como sempre existem pessoas olhando mais para a fama que para a causa principal, Ananias e Safira viram como oportunidade doar parte da venda e ganhar a fama de um casal totalmente piedoso. E sobre estes, Deus chegou com juízo e os matou. Pois mentiram diante da congregação, e as palavras de Pedro foram: “Não mentiste aos homens, mas a Deus” (v. 4).

    Lucas expressa o resultado desta experiência da seguinte forma: “E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas” (v. 11). Estava cada vez mais claro a realidade do Deus presente. Aquele que antes foi morto, mas agora estava vivo. O Emanuel, Aquele que fala, faz e não desampara nunca. A multidão dos que criam crescia cada vez mais (v. 14). Até das cidades circunvizinhas estavam trazendo enfermos e atormentados e eram todos curados (v.16).

    Como já era de se esperar, a oposição, representada pelos saduceus, ficou irritada e cheia de inveja. E é sempre assim, quando não se está cheio do Espírito Santo. A força, dá lugar ao medo; a alegria, à tristeza e a inveja reina no coração. Mas, Pedro, mesmo sob ameaças, sendo admoestado a não ensinar no nome de Jesus, respondeu com firmeza e convicção: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (At 5.28,29). Esta coragem de Pedro para pregar o Evangelho diante das ameaças não era natural. Não se tratava de um impulso carnal. Ele havia pedido ajuda a Deus; o Espírito que nele habitava o impulsionava diante da convicção da realidade do Salvador. Vejamos o que diz em Atos 4.29-31:

    “Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra; Enquanto estendes a tua mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Filho Jesus. E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.” (At 4.29-31).

    O ministério de quem tem compromisso com o Senhor tem um brilho especial. Deus conhece aqueles que buscam agradar Àquele que o alistou para a obra. A aprovação de Deus não afasta as aflições, mas garante a recompensa nas regiões celestiais. O obreiro aprovado não serve para receber. Ele já recebeu, e o que Deus fez ninguém mais poderia fazer. Estas são as palavras de Pedro em sua primeira epístola:

    “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, Que mediante a fé estais guardados no poder de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo, Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;” (1 Pedro 1.3-7).

             A você, jovem, que tem nos acompanhado nesta jornada devocional, que busca viver para agradar a Deus; que esforça-se a viver em santidade; desejoso a ser um contínuo imitador de Cristo; temos um conselho e advertência. A advertência é quanto aos perigos na caminhada que podem levá-lo a desanimar, recuar, desistir, parar. Ao longo da jornada cristã muitos agiram assim. Demas, por amor ao mundo, retrocedeu (2 Tm 4.10); Diótrefes, querendo ser o “destaque”, o “mais importante”, tornou-se opositor e perseguidor dos fiéis (3 João 9,10). Que esse não seja o exemplo a espelhar-se. Trilhe a jornada com o coração aquecido pelas palavras de Pedro a Jesus – “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna.” (Jo 6.68).

    O conselho é um antídoto para os dias tenebrosos. Diante das adversidades, perseguições, oposições, calúnias, sofrimentos por amor a Cristo, saiba que você é bem-aventurado (Mt 5.11,12); o Senhor se agrada de seu caminhar; Ele tem o controle de todas as situações e age de modo a lhe moldar segundo sua imagem; há propósito em todas situações adversas. Logo, o conselho é perseverar e, assim como Pedro, buscar do alto ousadia para propagar a graça que o alcançou (At 4.29-31). Olhe sempre para Jesus, Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12.2).

     Desafio Evangelístico

    • O ensino de Pedro não era formado por um conjunto vazio de conceitos teológicos. Ouvi-lo era aprender sobre o poder do pecado, como também o poder que há no sangue de Jesus. E durante sua ministração, Deus estava manifestando suas maravilhas com sinais e prodígios.
    • Em meio a tantas mensagens de prosperidade enganosa, precisamos anunciar o Evangelho conforme aprendemos com as Escrituras. E não temer diante das ameaças, pois importa antes de tudo agradar a Deus.

    Uma necessidade de oração

    • Precisamos pedir a Deus que nos capacite a sermos servos disponíveis para anunciar este Evangelho com clareza e simplicidade. Não como teólogos distantes, mas como pessoas que no dia a dia, e em todo lugar, são instrumentos de ensino desta Palavra

    Perguntas Reflexivas:

    • Quantas Pessoas estão amando mais a Cristo por meio de nossa vida?
    • Quantos perigos temos enfrentado por amor aos perdidos?
    • Seria esta mensagem motivo de sentir vergonha?

  • Entre a Dúvida e a Certeza: A Jornada da Fé.

     Pr. Eliezer de Souza
    29 de março de 2025 (Sábado)

    “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.” (João 20:29, ARC)

    Maria Madalena chorava diante do sepulcro vazio, enquanto Tomé duvidava da ressurreição. Dois corações aflitos, cada um lidando de forma diferente com a incerteza. Mas, em ambos os casos, Jesus se revelou e transformou suas dúvidas em certeza.

    Quantas vezes nos sentimos como Maria, buscando por respostas e soluções, sem perceber que Jesus está bem ali, chamando pelo nosso nome? Ou como Tomé, exigindo provas para acreditar no poder de Deus?

    A verdade é que a fé nem sempre vem acompanhada de sinais visíveis. Jesus ensinou que bem-aventurados são aqueles que creem sem precisar ver. Isso significa confiar em Deus mesmo quando as circunstâncias parecem contrárias e angustiantes. Significa caminhar em obediência, mesmo sem ter todas as respostas. Como diz a Palavra em Hebreus:

    “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hebreus 11:1, ARC).

    Perceba que Maria encontrou alívio ao reconhecer a voz do Mestre, quando Ele a chamou pelo seu nome. Está escrito:

    “Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni! (que quer dizer, Mestre)”. (João 20:16, ARC).

    Isso nos lembra que Jesus nos conhece individualmente e nos chama para um relacionamento pessoal e intencional com Ele. Tomé, por outro lado, só creu ao tocar as feridas de Cristo, mas Jesus o exortou a confiar sem precisar ver. Seu testemunho nos ensina que a verdadeira fé não se baseia apenas naquilo que sentimos ou percebemos, mas na confiança na Palavra de Deus.

    Caro leitor, é sabido por todos que a sua geração vive em uma era de constantes questionamentos e desafios à fé. A sociedade nos ensina a buscar evidências e garantias, mas Deus nos chama a crer e obedecer. Quando duvidamos, podemos lembrar das palavras de Jesus a Tomé e nos apoiar na fidelidade divina. Como Paulo afirmou aos Coríntios:

    “ Porque andamos por fé, e não por vista.” (2 Coríntios 5:7, ARC).

    Se você tem enfrentado dúvidas, corra para Jesus. Ele não rejeita quem o busca de coração sincero. Pelo contrário, Ele se revela a quem deseja conhecê-Lo verdadeiramente.

    E agora, o que você fará? Permanecerá nas incertezas ou dará um passo de fé em Deus? Não espere ver para crer. Escolha santificar-se, confiar e testemunhar sobre Jesus Cristo!

    Torne-se um agente de transformação em sua geração, compartilhando a esperança que há em Cristo e proclamando que Ele vive; que breve virá para buscar a Sua amada Igreja!

    Desafio Evangelístico:

    Compartilhe hoje com um amigo ou familiar um testemunho de como Deus já respondeu uma oração sua. Mostre a ele que crer é um privilégio e que Jesus se revela àqueles que o buscam. Certamente, colheremos muitos frutos desse compartilhar do evangelho.

    Sim, e não esqueça de convidar mais 3 amigos para seguir com você nesta Jornada devocional com Cristo, e para multiplicar, compartilhe nas redes sociais marcando o @dejadrn e @assembleiadedeusnorn.

    A sua postagem vai influenciar pessoas sedentas de Deus!

    Uma necessidade de oração:

    Agora mesmo, vamos orar para que os adolescentes e jovens da nossa geração tenham uma fé firme e exemplar, mesmo diante das dúvidas e desafios da vida. Pare um pouco e ore espontaneamente a Deus, pedindo-lhe em nome de Jesus Cristo.

    Perguntas Reflexivas:

    1. Já passou por momentos em que teve dúvidas sobre Deus? Como Ele lhe auxiliou a superá-las?
    2. O que posso fazer para fortalecer minha fé e confiar mais em Deus, mesmo quando não vejo sinais visíveis?
    3. Como ajudar alguém que está lutando com dúvidas sobre a fé em Cristo?
  • Amor, a marca do discípulo de Cristo

    Ir. Vanessa Galdino

    22 de março de 2025 (Sábado)

    Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”. (João 13.34,35).

    Chegamos à segunda metade do evangelho de João e nos deparamos com o início do discurso de despedida de Cristo. Rejeitado pelos judeus, Ele decide gastar seus últimos momentos ensinando aos seus. Aos Doze… aos onze! Vejamos.

    Com sua crucificação iminente, Jesus lava os pés dos discípulos, inclusive os de Judas, como prova de amor e exemplo de humildade e serviço. Entre os hebreus essa tarefa era reservada para escravos não judeus, mesmo assim, Jesus não hesitou em fazê-la. Ele sabia que sua hora havia chegado, mas, em vez de buscar consolo, escolheu ensinar algo essencial para sua, então, pequena comunidade – seus discípulos – que mais tarde seriam chamados de Cristãos, pequenos cristos. Mas que lição foi essa? Amor. Ele termina seu ministério terreno falando sobre amor, sendo exemplo de amor e morrendo por amor. O Legado de Cristo é amor.

    O interessante é que nesse texto especificamente, Jesus, ensinando sobre o amor, chama os discípulos para serem exemplo de amor começando por amar uns aos outros. Veja, se os discípulos seguissem o exemplo de Cristo e praticassem, primeiro, o amor entre eles, os outros reconheceriam Cristo neles. Jesus fala isso para os onze, pois se você voltar ao texto lerá que Judas já havia se retirado para entregá-lo aos seus acusadores. Jesus estava diante de um pequeno grupo. Diante de algumas faíscas. Diante dos primeiros crentes que seriam responsáveis por dar continuidade à implantação do seu Reino. E Ele escolhe ensinar sobre o amor entre eles.

    Aquelas poucas faíscas incendiaram o mundo e se consumiram em amor, transbordando na pregação do evangelho. O livro de Atos é uma prova escrita do testemunho desse amor que transcendeu os discípulos na primeira igreja (primitiva), ultrapassando os desafios e embates na caminhada, chegando até aos crentes de hoje.

    A Marca do Discípulo é o amor. Mas primeiro o amor para com os mais próximos. Às vezes gastamos muito tempo falando da necessidade de amar o inimigo ou os perdidos. Esse assunto é importante e urgente, mas é necessário refletirmos sobre a importância de amar verdadeiramente os nossos (entenda por nossos, aquele irmão da nossa igreja que age de maneira inconveniente, inconstante, aquele que por suas fraquezas testam nossa paciência constantemente,  ou  ainda o familiar com quem já não conseguimos conviver por causa do seu temperamento desafiador.) Lembre, o mundo verá Cristo nos atos de amor que demonstramos primeiro pelos nossos. Amando os nossos estaremos prontos para derramar amor pelos perdidos e pelos inimigos.

    Por fim, Pedro, ainda imaturo, dizia estar pronto para dar sua vida por Jesus (Jo 13:37), mas negou-o pouco depois. Isso nos lembra que o amor verdadeiro exige mais do que palavras: requer entrega, obediência e renúncia. Nesse sentido, três verdades devemos carregar em nosso coração:

    i) Amar mesmo quando é difícil.

    ii) Perdoar como Cristo perdoou.

    iii) Servir sem esperar reconhecimento.

    Que possamos refletir o amor de Cristo em nossas atitudes diárias, para que o mundo veja e conheça a Ele através de nós. Hoje, Jesus continua nos chamando para amar como Ele amou (e ama).

    Desafio Evangélico

    • Quem está ao seu redor que precisa desse amor? Como você pode demonstrá-lo, não apenas em palavras, mas em ações?
    • Pegue seu celular ou uma folha e escreva o nome dessa pessoa e depois pontue como você poderia demonstrar esse amor. Ore e escolha um momento para colocar em prática o que você escreveu.

    Uma necessidade de oração

    • Ore em favor da (s) pessoa (s) que você pontuou no desafio evangelístico.
    • Ore por familiares distanciados de Cristo e da família. Busque em Deus oportunidades para ser um instrumento dEle de restauração e reconciliação.

     Perguntas para Reflexão

    1. Como suas atitudes mostram aos outros que você é discípulo de Jesus?
    2. Existe alguém em sua vida que você tem dificuldade de amar? Como pode demonstrar amor a essa pessoa?
    3. Em quais áreas você pode crescer para refletir melhor o amor de Cristo?

  • Quem é Jesus?

    Ir. Priscila Fernandes

    15 de março de 2025 (Sábado)

    “Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus.”  (João 6:68-69).

    Quem não gosta de ouvir testemunhos de curas e milagres ou até mesmo de ter sua própria experiência pessoal? Eu, particularmente, gosto de ir ao círculo de oração para ouvir testemunhos, até porque edifica a minha fé. Mas a vida com Deus não consiste somente em milagres terrenos. Ele deseja que saibamos quem Ele é, seu propósito eterno – dar-nos uma vida eterna ao seu lado.

    Na passagem de João 6, o escritor inicia enfatizando que uma grande multidão seguia a Jesus (João 6.2). Onde Jesus estava, sinais e maravilhas aconteciam; ensinamentos profundos e necessários eram transmitidos. No entanto, a multidão estava mais interessada em seus atos miraculosos do que em quem Ele é.

    Jesus sabia as reais necessidades da multidão, e seus interesses imediatos e terrenos –  suprir suas necessidades subsistenciais. Por outro lado, eles não compreendiam suas verdadeiras carências, em seu espírito e alma, as quais somente o Salvador poderia suprir. Eles procuravam o pão que perece, enquanto lhes era apresentado o pão que dá a  vida eterna, o qual era o próprio Cristo.

    Nos dias atuais, não é diferente. Muitos estão à procura de Jesus, pelas bênçãos advindas de suas mãos, mas não estão dispostos a seguir o abençoador. Nesse cenário, alguns  aproveitam-se das necessidades do outro para barganhar, “Jesus”, apresentar um Cristo que apenas abençoa, mas não governa corações. Por conseguinte, aumenta-se o número de evangélicos “religiosos” no país – sem experiência, sem renúncia, sem novo nascimento, sem discipulado, sem transformação, vivendo uma fé vazia e desprovida de Cristo. 

    Enquanto escrevo, reflito: Quais as motivações que me levam a seguir a Cristo? Estou, de fato, disposta a viver e sofrer por amor a Ele (Jo 6.54-56)? Assim como no capítulo em apreço, muitos o abandonaram por considerarem seu discurso duro (Jo 6.60,66). Tem sido diferente em nossos dias? Quantos, assim como Demas, abandonaram ao Senhor por amor às coisas desta vida, satisfazendo seu EU, vivendo a sua felicidade, sem renúncias? (2 Timóteo 4.10).

    A  pergunta  de Jesus aos discípulos ainda ecoa em nossos corações: Vocês também vão se retirar? (Jo 6.67). Ah! Que possamos, assim como Pedro, afirmar: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus” (Jo 6.69). Ele é o Messias que nos dá vida; a sua presença é mais importante do que os seus feitos; enquanto estamos nesse mundo sentiremos tristeza, mas um dia a nossa alegria será completa, pois como está escrito: “se com Ele sofremos com Ele seremos glorificados” (Rm 8.17). Enfim, o sentido da vida humana é o próprio Deus que nos criou, o Cristo que nos salvou, e o Santo Espírito que em nós habita.


    Desafio Evangelístico

    • Você já conheceu a Jesus e ama ao Senhor. Pessoas na sua escola, universidade ou trabalho, tem uma necessidade de ser alimentada com o pão do céu, o qual você dispõe e desfruta! 
    • Essa semana, todos os dias compartilhe um versículo bíblico nas suas redes sociais, faça uma lista de nomes de pessoas ao seu redor que não conhecem a Jesus ou estão afastadas, e se comprometa a orar por elas.
    • Convide-os a participar de alguma atividade em sua congregação (cultos, escola dominical, reuniões de aprendizado, círculo de oração etc.).

    Uma necessidade de oração

    • Ore para um despertamento pessoal e na igreja – buscar a presença do Senhor.
    • Que sejamos discipuladores, comprometidos um com o outro, continuamente ligados à Videira Verdadeira, não se deixando levar por falsos ventos de doutrina (Efésios 4.14).

    Perguntas Reflexivas:

    • Quem é Jesus para você?
    • O que lhe motiva a seguir, imitar e identificar-se com Cristo?
    • Você está disposto (a) a sofrer por amor a Cristo? Renunciar a si por amor a Ele?
  • A vida do justo pelos injustos – como tenho me posicionado diante dessa verdade bíblica?

    Pr. Marcos de Souza

    08 de março de 2025 (Sábado)

    “E o centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade, este homem era justo. E todos os seus conhecidos e as mulheres que juntamente o haviam seguido desde a Galileia estavam de longe vendo essas coisas (Lucas 23.47,49).

    O episódio da crucificação é apresentado nos quatro evangelhos (Mateus 27; Marcos 15; Lucas 23 e João 19). Na verdade, a crucificação de Jesus constitui um marco na sua jornada terrena visando a redenção do homem perdido. Os evangelhos registram sua história, o objetivo de sua vinda à terra, e todos destacam com clareza a sua crucificação.

    Em face de seu pecado o homem estava irremediavelmente perdido. O apóstolo Paulo deixa essa verdade muito clara em sua carta aos Romanos ao afirmar que “Todos pecaram e por isso foram distanciados de Deus” (Rm 3.23); mais adiante ele declara que a recompensa pelo pecado é a morte (Rm 6.23). Todavia, para nossa alegria, Deus resolveu enviar seu filho, Jesus Cristo, para que através de seu sacrifício fôssemos libertos da condenação eterna, alcançando a maravilhosa salvação. Não por nossos méritos, mas por sua misericórdia, por seu favor, por seu sacrifício, por sua graça (Ef. 2.8,9).

    Ao meditar no texto de Lucas, é possível imaginar a grandeza da crucificação de Jesus, capaz de abalar a própria natureza. Por um espaço de três horas, houve trevas em toda a terra; o sol escureceu e o véu do templo rasgou-se ao meio (Lc 23.44,45). Mateus registrou que as pedras se fenderam e os sepulcros se abriram, acrescentando que nesse momento muitos corpos de santos que haviam morrido foram ressuscitados (Mt 27.51,52). 

    Sobre o fato de o véu do templo haver se partido em dois, Mateus acrescenta um detalhe – “de alto a baixo” (Mt 27.51); daí muitos interpretarem (e não é difícil aceitar) que se o véu rasgou-se de cima para baixo. Ou seja, Deus rasgou o véu, permitindo-nos a entrada ao Santo dos Santos. Glória a Deus!

    Não é apenas oportuno, mas também imprescindível notar aqui que a mensagem do calvário, em especial o sacrifício de Jesus naquela horrenda cruz em nosso favor, têm sido esquecida por muitos em nossos dias. A mensagem do Evangelho que salva e leva o homem para o céu, em muitos púlpitos, tem sido substituída pelo “evangelho” que massageia o ego do pecador e não se incomoda que permaneça em seu pecado, prometendo-lhe uma vida próspera e regalada aqui mesmo na terra, ainda que não se diga que no fim ele terminará no inferno.  

    Quem está cego e aprisionado por esse “evangelho” de facilidades não consegue ver o perigo de sua própria alma, que não tem a segurança da eternidade com Cristo, porque alguém lhe assegura que a “vida boa” do presente é tudo de que precisa. Todavia, quem tem comunhão com Deus e vive o Evangelho genuíno, tem discernimento dado pelo Espírito e se afasta desse engodo, buscando um viver em santidade e imitação a Cristo. Afinal, sem santidade ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

    Nesse contexto, um alerta se faz necessário: relembrar o sacrifício de Cristo e propagá-lo a todos quantos ouvirem tem seu grau de importância, mas não é tudo. É imperioso considerar que todo esse sofrimento e toda essa obra redentora tinha um propósito singular à humanidade resumido nas palavras – salvação, justificação, reconciliação, adoção, habitação, santificação, glorificação.

    Pare um pouco e reflita: nossa situação diante de Deus era deplorável. Nossos pecados nos conduziam ao inferno, mas o sacrifício de Jesus Cristo nos resgatou, mudou nossa história e nosso destino. Hoje, n’Ele alcançamos a salvação que não merecíamos. Daí a constatação: Morreu o justo em favor dos injustos; o Santo em favor dos pecadores. Essa é a máxima verdade que não podemos esquecer ou desconsiderar – tudo isso se deu em nosso favor, por amor.

    Agora vem a necessária preocupação: como tenho me posicionado diante dessa verdade Bíblica? Sem querer oferecer uma interpretação literal e nem mesmo tão acurada, vamos relembrar o texto de Lc 23.49: “E todos os seus conhecidos e as mulheres que juntamente o haviam seguido desde a Galileia estavam de longe vendo essas coisas”. De acordo com a passagem mencionada observa-se que por ocasião da crucificação, pessoas que de muito haviam seguido a Jesus, testemunhando seus milagres, ouvindo sua mensagem, partilhando sua agradável companhia, agora estavam observando a cena “de longe…”.

    Ainda hoje, passados tantos anos desde esses acontecimentos, muitos, inclusive entre os cristãos sinceros, estão se comportando da mesma maneira – observando a cena “de longe”. Convenhamos: A liberdade religiosa que, graças a Deus, desfrutamos no Brasil, associada ao conforto de majestosos templos, boa música, mensagem agradável, e incontáveis outras coisas que nos distanciam dos tempos difíceis em que viveram nossos pais, têm posto no coração de muitos a sensação de que está tudo bem, quando na verdade, há um número sem conta de almas que estão perecendo sem que alguém se importe com seu destino.

    Se você chegou até aqui lendo essas palavras, creio ser cabível lhe fazer algumas perguntas para uma merecida reflexão: você concorda com o que foi exposto até aqui?; O que tens feito diante dessa situação?

    Não se esqueça de que nesse momento, pessoas estão perecendo sem ter um encontro com Jesus, muitas delas, bem próximas, como parentes, vizinhos, colegas de trabalho, de escola, faculdade, dentre outros. Vale destacar a honra que é servir na igreja, seja no âmbito administrativo, como em departamentos ou na liturgia do culto. No entanto, nenhuma obra que se possa fazer em prol do Reino de Deus é tão sublime como ganhar uma alma para Jesus. Deus conta conosco. Ele conta com você! Considere isso!


    Desafio Evangelístico

    • Proponha-se a falar do Evangelho às pessoas. Ore ao Senhor por isso, busque nEle estratégias, ousadia e coragem para apresentar Cristo aos perdidos, que caminham sem Deus neste mundo.

    Uma necessidade de oração

    • Relacione pessoas próximas as quais você tem contato e comprometa-se em orar por elas, para que o Espírito Santo ministre ao seu coração o evangelho da Salvação. Ore para que você seja o porta-voz dessa maravilhosa notícia.

    Perguntas Reflexivas:

    • O que você tem feito em favor dos perdidos? 
    • Já falou de Cristo para alguém este ano?
    • Que compromisso você deseja assumir após a leitura deste texto?
  • Quem é o teu Lázaro?

    01 de março de 2025

    Pr. Wendell Miranda

    “E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos..” (Lucas 16.19-31 ARC).

    Esta é a história de um homem rico e um mendigo. O primeiro, vestia-se de púrpura e linho fino, vivendo todos os dias em esplendor e alegria; O segundo, um mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta do rico, desejando saciar-se com as migalhas que caíam de sua mesa; e até os cães vinham lamber suas chagas.

    Um dia, o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. O rico também morreu e foi sepultado. No Hades, em tormentos, ergueu os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamou: “Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.” Mas Abraão disse: “Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em tua vida, e Lázaro, de igual modo, males; agora, ele está consolado e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para cá.”

    Então, disse ele, “Rogo-te, pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.” Disse-lhe Abraão: “Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.” Respondeu ele: “Não, pai Abraão, mas se alguém dentre os mortos fosse até eles, arrepender-se-iam.” Abraão, porém, lhe disse: “Se não ouvem Moisés e os profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.”

    Imagine que você está em um grande parque de diversões. À sua volta, existem inúmeras atrações que distraem e divertem. O rico estava tão envolvido na sua vida luxuosa, como alguém que se perde na diversão do parque, que não percebia a dor e a necessidade de Lázaro, que estava bem à sua porta. De igual modo, podemos nos perder nas “atrações” do mundo e negligenciar as necessidades dos outros e a nossa própria alma. Quem é o teu Lazaro? quem está na tua frente todos os dias e você ignora sua voz, sua presença, sua necessidade? Como crerão, se não há quem pregue? ( Rom 10:14.)

    Essa parábola nos traz uma mensagem poderosa para os dias atuais. Vivemos em um mundo onde o materialismo e a busca pelo prazer podem nos distrair das coisas realmente importantes. Podemos facilmente nos tornar como o homem rico, vivendo em nossa “bolha” de conforto e ignorando aqueles que estão necessitados ao nosso redor. Necessidades tanto de ordem material como espiritual, sendo esta a mais importante de ser suprida. Jesus nos chama a abrir nossos olhos para as necessidades dos outros e a viver uma vida de compaixão e serviço. O destino do rico e de Lázaro nos lembra que nossas escolhas e ações nesta vida têm consequências eternas, como também enfatiza a importância de vivermos com compaixão às pessoas, em vez de olharmos apenas para nós mesmos.


    Desafio Evangelístico

    • Então, olha só, que tal esta semana você se desafiar e sair do seu “parque de diversões” pessoal e prestar atenção às necessidades ao seu redor. 
    • Quem precisa ouvir sobre o amor de Deus? Quem no teu círculo de convivência precisa ser alcançado com as boas novas de salvação? 
    • Compartilhe a mensagem de Jesus com pelo menos uma pessoa que você encontrar.

    Uma necessidade de oração

    • Ore para que Deus abra seus olhos para ver as necessidades das pessoas ao seu redor e para ter coragem e compaixão de compartilhar o evangelho. 

    Perguntas Reflexivas:

    • Em que áreas da minha vida eu tenho estado tão distraído que não percebo as necessidades ao meu redor?
    • Quem é o “Lázaro” na minha vida que eu posso ajudar esta semana?
    • Como posso ser mais intencional em compartilhar as boas novas de Jesus com os outros?
  • Renunciar é preciso!

    22 de Fevereiro de 2025 (Sábado)

    Pb. Cristiano Rodrigues

    “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc. 9:23 ).

    Na reflexão de hoje, quero te convidar a parar alguns minutos e refletir comigo sobre esse texto das Escrituras. Te garanto que não vais arrepender! Sabe porquê? Porque sei que este assunto faz parte da sua história de vida, assim como da minha. 

    Talvez você já saiba e entenda bem o motivo pelo qual esse tema nos torna tão parecidos (ou não). Pode ser que nunca tenha parado para pensar sobre isso? Mas que assunto é esse? Renúncia! Renúncia é o ato de rejeitar, desistir ou abdicar de algo. Foi isso que Jesus quis transmitir àquela multidão: eles precisavam compreender que, apesar do desejo de segui-lo e da realização que isso trazia, caminhar com o Mestre implicava abrir mão de muitas coisas. 

    Precisamos entender que, assim como tudo o que almejamos e desejamos para nossas vidas requer renúncia, na vida cristã não é diferente. Como assim? Você pode se perguntar agora. Pense naquela aprovação em um curso tão desejado. Para conquistá-la, são necessárias horas de estudos, dedicação acima do normal, dormir menos, ler mais obras de referência e, até deixar de sair com os amigos no fim de semana, otimizando o tempo e priorizando os estudos. São renúncias necessárias ao longo do processo para o êxito esperado.

    De igual modo, a fé em Cristo também exige renúncia para que possamos experimentar uma vida extraordinária com o Senhor. Eu sei, não é fácil, né? Mas é possível! Por exemplo, você não precisa manter amizades que te afastam da igreja, nem frequentar ambientes que contradizem sua fé; não precisa sair para beber com amigos ou namorar diversas pessoas apenas para mostrar que é “descolado”. E por que renunciar coisas como essas pode trazer benefícios? A resposta está na própria fala de Jesus no verso 24 deste capítulo: “Mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará.” . Nada se compara ao amor de Deus derramado em nossos corações e à paz que excede todo entendimento, como Paulo escreve aos crentes em Filipos (Filipenses 4:7).

    Esse é o convite: que você busque viver intensamente a vontade de Deus em sua vida e deseje senti-lo de forma mais profunda e íntima. Para isso, será necessário renunciar tudo aquilo que limita ou impede-o de vivenciar o extraordinário de Deus. Você está preparado e disponível?

    Desafio Evangelístico

    • Gostaria de te propor um desafio simples. Em um caderno, liste aquilo que você poderia abrir mão para se aproximar mais de Deus e ter mais intimidade com Ele. Tenho certeza de que Deus lhe proporcionará experiências extraordinárias.
    • Compartilhe também essa reflexão com amigos que estão fragilizados na caminhada. Se possível, converse com eles sobre o assunto; convide seu pastor ou líder para ajudá-lo neste processo.

    Uma necessidade de oração

    • Apresente ao Senhor em oração, com sinceridade de coração, a lista de renúncias que você identifica como necessária para viver um novo tempo com o Senhor. 
    • De igual modo, ore por aquelas pessoas que você compartilhou essa reflexão. Convide-os para orar sobre o assunto.

    Perguntas Reflexivas:

    • Que “passos” são necessários para um viver em identificação com Cristo?
    • Para você qual o significado de autonegação?
    • Autonegação, Identidade e Dependência. Como esses termos estão relacionados com a temática da renúncia?