Autor: Douglisnilson Morais

  • Mudança de rota

    Pb. Haniel Oliveira

    28 de Junho de 2025 (Sábado)

    “Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo?  (Jo 4.29 – ARC).

    Primeiro deixe-me contar uma pequena história… uma história que começa num dia comum na vida de Jesus. Sua rota previa saída da Judeia para mais uma ida à Galileia, região onde ele desenvolveu a maior parte pública de seu ministério terreno. Uma rota comum num dia comum (se é que posso dizer isso). Ele e seus discípulos. Ninguém mais. Mas, espere aí… de repente há uma mudança de rota: “E era-lhe necessário passar por Samaria” (Jo 4.4), mais precisamente numa cidadezinha chamada Sicar. Mas por que dizer que era uma mudança de rota se esse era justamente o caminho mais curto? Simples: judeus não suportavam os samaritanos, por considerá-los um povo imundo, e evitavam a todo custo seguir por esse caminho.

    Portanto, uma mudança de rota era necessária. Mais que isso: uma mudança de atitude era necessária. Digo ainda mais: uma mudança de vida era necessária. Naquele lugarzinho havia uma mulher samaritana, triplamente desprezada pela sociedade – ela era samaritana, era mulher e teve relacionamentos com vários homens, inclusive homens de outras mulheres. (Ah… quase esqueci… e eles, os judeus, também não falavam com mulheres, tá?) Aquele encontro não era pra acontecer. Lugar errado, hora errada e pessoa errada! Jesus interrompe a rotina incomum daquela mulher e pede água. “… dá-me de beber” (v. 7). Mas, como assim? Uma mulher samaritana, conversando com um homem judeu e logo em pleno meio dia do oriente médio? Algo não parecia certo. E quantas vezes temos essa mesma sensação, de que algo não parece certo?

    Ali, naquela conversa despretensiosa e altamente improvável, estava prestes a acontecer um milagre. Mas não daqueles que saltam aos olhos, como multiplicação de pães e peixes ou mesmo de cura exterior de cegos e coxos. Ali estava uma mulher pecadora e desprezada diante do salvador do mundo, do Cristo, do messias prometido. Ali, diante dela, estava Jesus: a própria água da vida. Ele não era apenas um homem judeu, aparentemente desorientado pela sede e pelo cansaço da jornada. Aquela mudança de rota era necessária porque a sede daquela mulher era muito maior. Ela tinha sede de vida. Ela tinha sede de dignidade. Ela tinha sede de inclusão. Ela tinha sede de amor. Ela tinha sede … de Deus. E Jesus estava ali. Bem na sua frente. Logo ela descobre que Ele verdadeiramente sabia tudo. Tudo mesmo. Ele era o próprio Deus. E esse Deus havia mudado sua rota naquele dia para mudar o seu destino, de uma vez por todas. Como era possível alguém se importar com ela?

    Jovem, você sabia que Deus se importa com você e decidiu ‘mudar de rota’ para ter um encontro contigo? Sabe quando tudo parece não estar certo na sua vida e é justamente quando Ele está chegando com a água que pode matar a sua sede? Agora você consegue perceber que esse homem judeu não era qualquer homem e agora está te olhando por dentro e sabe tudo sobre você. Mesmo assim Ele te constrange com o maior amor que existe e te faz uma proposta: quer beber da água que mata toda a tua sede? Sim. Ele pode matar nossa sede de vida, de amor, de paz, de salvação, de refrigério em meio a tantos desafios da vida. Ele quebra todas as barreiras que a sociedade construiu. Mais que isso… Ele convidou aquela mulher samaritana e pecadora a mudar de rota também!!! Sua vida nunca mais seria a mesma. De pecadora a missionária. Uau!!! E Ele quer fazer o mesmo comigo e com você!

    Ao ler os primeiros 30 versículos do capítulo 4 do evangelho de João vemos que Jesus transforma conversas desconfortáveis em verdadeiros milagres. Ele transforma primeiro por dentro e depois por fora. Ele nos ensina primeiro como devemos adorar a Deus e depois nos mostra como devemos anunciá-lo. Ele primeiro se coloca como água viva dentro de nós para depois fazê-la jorrar para fora. Ele primeiro nos vê por dentro, resolve todos os nossos conflitos, nos ensina o caminho da dignidade e da verdade (Jo 14.6) e nos convida a espalhar essa mesma mensagem adiante. Ele sabe que somos pecadores, mas, além de nos perdoar e redimir, nos convida para sermos seus missionários. Ele não quer saber se somos homens ou mulheres ou mesmo se somos ‘samaritanos’. Ele nos convida a mudar de rota e conta conosco nessa obra maravilhosa.

    A sua sede acaba aqui e agora. Se você é como esta mulher, fugindo de si mesmo e dos outros, em busca de felicidade nos prazeres mundanos, dê um passo em direção a Cristo. Beba dessa água da vida. Torne-se um(a) missionário(a). Permita-se ser mudado para poder anunciar o mesmo aos outros. Abandone as práticas do pecado e siga a Jesus. Vá anunciar este nome poderoso que é JESUS aos seus amigos e parentes. Arrependa-se das velhas práticas pecaminosas e deixe-se envolver por este amor. O evangelho é poder de Deus e mudança de vida. Que tal uma mudança de rota? “Porventura, não é esse o Cristo?” (Jo 4.29b)


    Desafio Evangelístico

    Deixe-se tornar um missionário de Cristo, como foi a mulher samaritana. Não se importe com o que fez no passado e não se permita intimidar pelo inimigo de nossas almas. Se você se arrependeu do que fez, pediu perdão ao Senhor e aceitou mudar de rota, seja agora um missionário dEle. Nos próximos dias, faça um propósito com Deus, escolha algum (a) amigo (a) e o (a) convide para o próximo culto de jovens da sua igreja. Certamente Deus falará com essa pessoa e fará uma grande obra.


    Uma necessidade de oração

    Ore justamente pela (s) pessoa (s) escolhida (s) antes de convidá-la (s) para vir ao culto e, se possível, faça também um jejum. Não podemos esquecer que a missão de evangelizar é, antes de tudo, um desafio espiritual e, portanto, precisa ser vencida com as disciplinas espirituais.


    Perguntas Reflexivas:

    • Você já se arrependeu, já pediu perdão pelos seus pecados ditos “de estimação”, como eram os daquela mulher samaritana?
    • Você tem sentido a presença de Cristo como rios de água viva fluindo dentro de você?
    • Quantas vezes neste ano você já falou de Jesus para alguém sedento de sua presença?

  • Alinhe Seus Pneus!

    Pb. Paulo Roberto

    21 de junho de 2025

    “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gl 5.25)

    Ilustração: O Sonho e o Carro Novo

    Certo homem tinha um grande sonho: possuir um carro novo. Para ele, esse carro representava mais do que um bem material — era uma nova perspectiva de vida, conforto e, principalmente, a chance de realizar a tão sonhada viagem da sua vida.

    No entanto, a realidade era dura. Ele não tinha condições financeiras para comprar esse carro. Mesmo assim, mantinha viva a chama da fé, crendo que um dia Deus o abençoaria com esse presente. E aconteceu! Contra todas as expectativas, Deus lhe deu o carro tão desejado. Todos ao redor ficaram admirados e diziam: “O impossível aconteceu! Agora ele vai fazer a viagem que tanto sonhou!”

    Ansioso, o homem preparou as malas, pronto para viver o momento mais esperado de sua vida. Mas, junto com o carro, o dono original fez apenas uma exigência: “Está aqui o manual. Leia com atenção e cuide bem do carro. Ele foi projetado para levá-lo ao destino certo.”

    No manual, uma observação estava destacada em negrito: “Mantenha os pneus alinhados. Caso contrário, você será levado para direções erradas e pode acabar ficando pelo caminho, longe do destino tão esperado.”

    Aplicação: O Alinhamento Espiritual

    Essa história simples reflete exatamente o que Paulo queria ensinar aos gálatas — e o que o Espírito Santo quer nos ensinar hoje. Recebemos algo que jamais poderíamos conquistar por nós mesmos: uma nova vida em Deus através de Cristo. Isso é viver no Espírito — um milagre já realizado! Mas agora vem a responsabilidade: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” Ou seja, não adianta apenas ter a nova vida — é necessário andar de forma alinhada com essa nova realidade.

    Jovem, fomos chamados para uma vida de liberdade em Cristo — uma vida que não está mais presa ao pecado, às velhas práticas e caminhos tortuosos que só “desalinham nossos pneus” e nos afastam do destino.

    Mesmo com o “carro novo”, se você não seguir o manual (a Palavra), poderá acabar fora da estrada.

    Aplicação prática: Como alinhar seus pneus

    Você que está lendo este devocional, eu te convido a revisar sua rota. Alinhar os pneus espirituais é:

    • Arrependimento constante;
    • Obediência à Palavra;
    • Sensibilidade à voz do Espírito Santo;
    • Perseverança mesmo quando a estrada é difícil.

    Sim, há muitos buracos no caminho. Mas Deus está com você dentro do carro! Através do Espírito Santo, Ele te orienta, guia, corrige e protege. Não ignore a voz do seu companheiro de viagem. Não despreze o manual (a Bíblia Sagrada). E acima de tudo, não desista do seu destino final: a eternidade com Deus.

    Desafio Evangelístico

    • Você conhece alguém que está dirigindo um carro novo, mas com os pneus desalinhados? Alguém que recebeu a bênção, mas esqueceu do manual?
    • Envie este devocional para essa pessoa. Convide-a a voltar ao manual, a alinhar a sua vida com o Espírito, e a não desistir da viagem. Talvez esse gesto seja exatamente o que Deus usará para colocar alguém de volta na rota certa.

    Motivos de oração

    • Ore agradecendo: porque você foi alcançado pela graça salvadora e cuidadora de Jesus Cristo.
    • Ore perseverando: que o Espírito Santo lhe conceda forças e o ajude na consulta contínua e diária do Manual (Palavra de Deus).
    • Ore desfrutando: desfrute da santa presença do Senhor em sua vida – moldando, transformando, cuidando, santificando, amando.
    • Ore suplicando: pelos familiares, amigos, vizinhança que necessitam urgentemente conhecer o Manual para melhor caminhar na jornada terrena; e por aqueles que estão fragilizados, querendo desistir da vida com Deus.

    Perguntas para reflexão

    • Você tem caído nos “buracos” da estrada espiritual?
    • O que você tem feito para alinhar seus pneus espirituais?
    • Você aceita o desafio de viver segundo a orientação do Espírito Santo e obedecer ao manual?
  • A força que nasce na fraqueza!

    Pr. José Arimaldo (1° Vice- Presidente da IEADERN) 

    14 de junho de 2025

    “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” (2 Coríntios 12:9).

    Vivemos em um tempo em que as pessoas valorizam força, sucesso, autoconfiança e aparência. Nas redes sociais, todos parecem felizes, fortes e bem sucedidos. Isso gera a falsa ideia de que, para sermos aceitos e admirados precisamos estar sempre bem e nunca mostrar fraqueza. Mas a palavra de Deus nos ensina algo completamente diferente: A verdadeira força do cristão nasce da fraqueza que expressa dependência de Deus. 

    O apóstolo Paulo, um dos maiores líderes da Igreja primitiva, não escondeu suas fraquezas, pelo contrário: Ele escreveu sobre elas e revelou um segredo poderoso que mudou a forma como ele via suas próprias limitações. Esse segredo pode mudar também a forma como você lida com suas lutas, medos e fraquezas. 

    Paulo fala de um “espinho na carne”- algo que o incomodava profundamente. Ele não diz exatamente o que era (uma enfermidade? Uma tentação? Um problema emocional?), não sabemos e a Bíblia não revela. Mas o que o apóstolo deixa claro é que se tratava de algo que o deixava abatido e por três vezes ele orou pedindo a Deus que o livrasse, porém a resposta de Deus foi surpreendente: “ Minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Paulo entendeu: Deus não queria que ele fosse forte sozinho, mas que dependesse de Sua graça. Ele estava aplicando uma vacina espiritual em Paulo, contra o orgulho e a soberba. 

    O espinho na carne seria um limitador de vaidade na vida de Paulo. Talvez seu espinho na carne seja: a luta que você trava com a baixa autoestima, ansiedade, dificuldades na escola, pressão dos amigos, dúvidas espirituais, medos sobre o futuro. Reconheça suas limitações e busque ajuda no Senhor; sua fraqueza é o lugar onde Deus quer agir; nem sempre Deus tira os problemas, mas nos concede graça suficiente para enfrentarmos. 

    Muitas vezes oramos pedindo ao Senhor para retirar determinado problema da nossa vida! E parece que nada muda! Foi assim com Paulo. Ele pediu para o espinho na carne ser removido, mas Deus não o tirou. Antes, fez algo melhor –  concedeu graça para suportar e vencer, mesmo com a permanência do espinho. Por isso, lembre-se: Deus pode não tirar aquele problema, aquela dificuldade que te causa luta interior, mas promete uma coisa: você nunca estará sozinho, sua graça vai te sustentar, fortalecer e capacitar e te levar a uma vida cristã vitoriosa. A maior força do cristão consiste em reconhecer suas fraquezas e correr para Deus.

    DESAFIO DO LEITOR

    • Durante esta semana em seu devocional com Deus, experimente abrir o seu coração e colocar diante dele suas fraquezas, seus medos, suas dúvidas, suas fragilidades. 
    • Seja honesto com Deus e não esconda quais são as dificuldades reais que você tem tentado esconder ou enfrentado sozinho sem compartilhar aos pés do Senhor. Admitir fraqueza não é sinal de fracasso, mas evidencia nossa dependência de Deus.

    MOTIVO DE ORAÇÃO

    • Ore para que Deus te ajude a reconhecer suas fraquezas sem medo ou vergonha, entendendo que é justamente nelas, que o poder de Deus se manifesta. Peça que o Espírito Santo te ensine a depender da graça de Deus diariamente em vez de confiar na sua própria força.

    PERGUNTAS PARA REFLEXÃO PESSOAL

    • Quais são as áreas de sua vida em que você mais sente fraqueza ou limitação?
    • Você acredita que a graça de Deus é suficiente para sustentar você mesmo quando as situações não mudam, como você gostaria?
    • De que forma você pode transformar suas fraquezas em oportunidades para depender mais de Deus?
  • Vivamos para Aquele que morreu por nós

    Missionária Cília Luna

    07 de Junho de 2025

    “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”
    2 Coríntios 5.14-15 (ARC)

    Quando entendemos a abrangência do que Jesus fez por nós, algo em nós muda. Não é somente um sentimento bonito ou uma ideia religiosa — é um amor que nos constrange. O termo “constranger”, aqui, não significa apenas “pressionar”, mas sim “dominar com intensidade”. É como se o amor de Cristo nos cercasse por todos os lados, dizendo: “Você é amado(a), você é salvo(a), agora viva como quem entendeu isso.”

    Essa verdade é especialmente impactante na juventude, fase em que muitos corações estão buscando identidade, pertencimento e sentido. O mundo tenta nos convencer de que a liberdade está em viver como quisermos. Mas a Bíblia nos mostra que a verdadeira liberdade está em viver para Jesus — Aquele que morreu e ressuscitou por nós.

    Conta-se sobre uma jovem que disse, com lágrimas nos olhos: “Eu sempre vivi para agradar aos outros. Hoje entendo que minha vida precisa agradar a Jesus”. Aquela jovem  entendeu que Jesus morreu por ela, não para que ela continuasse vivendo sem direção, mas para que vivesse com propósito e para o Reino.

    Cristo te convida para você deixar de viver para si. Seus sonhos, suas escolhas, sua juventude… tudo pode ser uma oferta agradável a Deus. Vivamos, então, para Aquele que nos amou primeiro, que entregou Sua vida por nós e nos chama para vivermos em santidade.

    Deus te abençoe!

    Desafio Evangelístico no ano da colheita;

    • Nesta semana, encontre alguém que você conhece e que ainda não vive para Cristo. 
    • Com amor e verdade, compartilhe seu testemunho e diga o que significa para você viver para Aquele que morreu por você. 
    • Ore antes e deixe o Espírito Santo te usar.

    Uma necessidade de oração:

    • Peça a Deus para que os jovens e adolescentes da sua igreja, da nossa nação e que pessoas do mundo inteiro despertem para uma vida de consagração e propósito, não vivendo mais para si, mas como instrumentos de Deus para esta geração.

    Perguntas Reflexivas:

    • O que significa, na prática, viver para Jesus em vez de viver para mim mesmo?
    • Quais áreas da minha vida ainda não estão totalmente entregues a Cristo?
    • Como posso demonstrar, com minhas atitudes, que minha vida pertence a Aquele que morreu por mim?

  • Firmes até o fim!

    Pb. Handesson Leão

    31 de Maio de 2025

    Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (1 Co 15.58)

    Neste capítulo, Paulo defende com firmeza a realidade da ressurreição. Ele ensina que a fé cristã não se sustenta apenas nesta vida. A nossa esperança está ancorada em algo eterno: a vitória final de Cristo sobre a morte. Nos versículos 50 a 58, o apóstolo revela o grande mistério — seremos transformados! A morte será vencida, e o corpo mortal será revestido de imortalidade. Aleluia!

    Para pensar…

    Paulo termina esse ensino glorioso com uma convocação: “Sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor.” (1 Co 15.58). Por quê? Porque agora temos um motivo eterno para permanecer firmes.

    A palavra motivação vem do latim motivus, que significa “aquilo que move”. Ou seja, ninguém age sem um motivo. E o texto de hoje nos oferece o maior de todos – a certeza da vitória em Cristo!

    A fé cristã não é baseada em promessas vazias, mas em um fato consumado — Jesus venceu a morte! Isso nos move. Isso nos motiva. Não trabalhamos, servimos e sofremos por acaso. Há um propósito eterno por trás de cada passo de obediência.

    Essa motivação que nasce da fé é o combustível que precisamos quando o cansaço chega, quando o resultado parece distante ou quando a mal sussurra mentiras ao nosso redor. O que nos move não é reconhecimento humano, nem recompensas terrenas — é o que Cristo já fez e o que ainda fará.

    Somos chamados a viver com os olhos na eternidade, sem abandonar a fidelidade no presente. A fé que nos motiva é a fé que nos firma.

    Pergunte a si mesmo: o que tem me movido? Se a resposta não estiver ligada à eternidade, talvez seja hora de reajustar o foco. Escolha hoje um ato concreto que revele sua fé viva — ore com alguém, envie uma palavra de ânimo, continue servindo, mesmo sem aplausos. Lembre-se: nada do que fazemos no Senhor é em vão.

    Desafio evangelístico:

    • Desafio você, jovem, a falar da vida eterna em Cristo. Certamente você conhece alguém que pode estar desanimado, frustrado, sem direção na vida, entristecido por perdas ou decepções. Fale à ele (a) da eternidade com Cristo; convide-o (a) a participar de um culto ao Senhor ou uma manhã de Escola dominical; esteja interessado em suas dúvidas e busque respostas bíblicas junto ao seu pastor, líder ou professor.

    Uma necessidade de oração:

    • Se você escolheu alguém para cumprir o desafio evangelístico, ore por essa pessoa. Apresente sua vida ao Senhor e peça a Ele oportunidades para falar do amor de Deus e da alegria que será viver eternamente com Ele.

    Perguntas reflexivas:

    • Em quem está depositada a sua confiança? Essa verdade lhe traz firmeza e esperança?
    • Quais as motivações de seu coração no servir a Cristo? A glória de Deus é sua prioridade?
    • Que compromissos você precisa assumir após a leitura desse texto, juntamente com o capítulo 14 da primeira carta de Paulo aos crentes de Corinto?
  • Cada alma importa — inclusive a que me desafia

    Willyane Sousa (DEJAD 11 – Gramoré Polo)

    24 de Maio de 2025

    “Portanto, se a comida escandalizar meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize”

    (1 Co 8:13)

    Se vivemos conforme o que aprendemos no AVIVA 2025, então o “não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20) precisa chegar a um novo nível, em que cada pequena ação, gesto ou palavra importa.

    Ao ler em 1 Coríntios 8, Paulo nos convida a abrir mão de algo que não é impuro, por amor ao nosso irmão. Então, eu reflito: “quanto das minhas ações realmente levam em conta o impacto que causam no outro?” O quanto eu estou tirando um pouco os olhos de mim e olhando para o meu próximo? 

    Ao perguntarem a Jesus o que significa o “meu próximo”, Ele deixou claro que não era para fazermos o bem somente a nossa família, amigos, congregação… precisamos ir além. Seja qual for o ser humano, se ele me enxerga como cristão — e até mesmo tem contato comigo—, eu vou, por amor a ele, vigiar minhas atitudes. Ora, quais? Meu modo de falar, de vestir, de agir.

    Mas quando eu limito isso somente aos que estão nos meus ciclos sociais, eu sou tão miserável, pois Cristo mesmo morreu por pecadores, Paulo traz isso em sua carta aos Romanos ao dizer que “dificilmente haverá alguém que morra por um justo; pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Rm 5.6-11).

    Quando nos tornamos uma nova criatura ao aceitar o sacrifício de Cristo, nos tornamos um com Ele, Justificados em Cristo Jesus para as boas obras (Ef 2.10). Como você julga que Cristo, sendo o seu Senhor, ordena que você viva? Isso mesmo, amando o próximo como a ti mesmo. Se usufruímos da benção que é ser cristão, que assumamos também a responsabilidade que é estar nessa posição.

    Essa nova vida em Cristo revela algo muito profundo: não sou mais eu quem falo, mas o Espírito Santo tocando o coração de alguém através de mim; não sou mais eu quem faço, são os ensinamentos de Cristo sendo refletidos através de mim. Sim, isso é uma grande responsabilidade, mas é essa identidade que assumimos ao vivermos sobre a graça do sacrifício dEle; não é sobre nós, agora representamos o Seu Reino, o Seu Nome; não são minhas escolhas, mas as escolhas soberanas dEle, inclusive no tocante à salvação. 

    Em resumo, cada alma importa para Jesus e, por isso, devo ser um testemunho vivo, um tributo ao meu Salvador, de modo a “atrair” outros para Ele. Ainda que seja um “samaritano”, importa-me orar e anunciar-lhe o evangelho da salvação. Ai de mim, se recuar nessa missão (1 Co 9.16). É ordem do Supremo Deus.

    Reflita comigo: como suas atitudes têm refletido a renúncia de Cristo por nós?

    Desafio evangelístico:

    • Que tal agir diferente com alguém que você não tem tanta proximidade? Alguém que é, aparentemente, excluído dos demais, e estender-lhe a mão? 
    • Todos nós queremos ser vistos, mas nos escondemos por medo, insegurança, vergonha, ou algo parecido. Jesus quer buscar essas pessoas das sombras, você está disposto (a) a ir até lá?

    Uma necessidade de oração:

    • Ore para que você se torne mais sensível e possa enxergar quem está ao seu lado.

    Perguntas reflexivas:

    • Jesus quer buscar até mesmo pessoas que estão nas sombras, você está disposto a ir até lá?
    • Quanto das suas ações realmente levam em conta o impacto que causam no outro?
    • Como suas atitudes têm refletido a renúncia de Cristo por nós?

  • O Amor que Edifica na Liberdade Cristã

    Joab Mattheus (DEJAD 11 – Gramoré Polo)

    24 de maio de 2025 (Sábado)

    “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele.” (1 Coríntios 8.3 – ARA)

    O capítulo 8 da primeira carta aos Coríntios trata de uma questão polêmica da época: o comer carnes sacrificadas aos ídolos. Para nós, pode parecer algo distante, mas os princípios apresentados por Paulo são extremamente atuais. A igreja de Corinto vivia em um contexto pagão, e muitos irmãos recém-convertidos ainda estavam fragilizados com suas antigas práticas. Havia cristãos que, por conhecimento, sabiam que o ídolo nada era. Porém, ao usar esse “conhecimento” de forma fria e insensível, feriam a consciência dos mais fracos.

    Paulo, então, nos mostra algo essencial: “O saber ensoberbece, mas o amor edifica.” (v. 1). Ele não despreza o conhecimento, mas nos chama a usá-lo com responsabilidade e empatia. O verdadeiro ensino cristão não é feito apenas de doutrina correta, mas de aplicação amorosa que visa o bem do outro.

    O apóstolo segue mostrando que, embora tivéssemos liberdade em Cristo, devemos estar prontos a abrir mão dela se for para não escandalizar ou prejudicar a fé do próximo. A liberdade cristã deve ser guiada pelo amor, não pelo ego. Isso nos desafia a pensar: será que temos usado nossa liberdade para edificar ou para ferir? Será que temos agido com empatia ou apenas com razão?

    Nas palavras paulinas: “Se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele” (1 Co 8.3) – e ser conhecido por Deus é um chamado à responsabilidade de viver como Cristo, amando até nos detalhes do cotidiano.

    A você, jovem, que tem buscado crescer em graça e verdade, que deseja viver com profundidade no Evangelho: atenção! O conhecimento é importante, mas o amor é indispensável. Não se trata apenas de saber o que é certo, mas de escolher o que é melhor para o Reino de Deus, mesmo que isso custe renúncia.

    Assim como Paulo disse: “Por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.” (v. 13). Esse é o tipo de entrega de quem entendeu o “coração” do Evangelho: amar mais do que ter razão.

    Desafio Evangelístico

    • Vivemos em dias em que muitos se orgulham de saber, mas poucos se dispõem a amar. Em nossas conversas, atitudes e redes sociais, temos edificado ou escandalizado? 
    • Que nossa mensagem não seja apenas correta, mas cheia de compaixão. Que nosso testemunho reflita a liberdade que serve e não fere.

    Uma necessidade de oração

    • Oremos para que o Senhor molde em nós um coração sensível. Que nosso conhecimento seja usado com sabedoria e que o Espírito nos ensine a discernir quando calar, quando falar, e sempre agir com amor. 
    • Que tenhamos coragem para renunciar ao que for preciso, para que o nome de Cristo não seja difamado por nossas atitudes.

    Perguntas Reflexivas:

    • Tenho amado mais a Deus do que minha liberdade pessoal?
    • Minhas atitudes têm sido pedra de tropeço para alguém?
    • Será que o meu jeito de viver revela mais conhecimento ou mais amor?
  • A Loucura Que Nos Salva

    Jeferson Efraim Medeiros (DEJAD / Setor 31)

    17 de maio de 2025

    “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Co 1.18).

    Paulo recebeu algumas informações a respeito da igreja de Corinto e percebeu a necessidade de tratar de temas importantes através de suas cartas. Ele inicia a 1ª epístola falando sobre a divisão entre os irmãos. Ao saber que estavam divididos em seus pensamentos e lealdades, Paulo rapidamente os lembra do que deve ser o centro da fé cristã: a base da igreja não está em nenhum homem, por mais sábio ou exemplar que seja, mas sim em Jesus Cristo e na sua mensagem.

    Naquele tempo, Corinto era uma cidade importante, cheia de influências culturais e intelectuais. Os gregos valorizavam muito a filosofia e a retórica — ou seja, a capacidade de falar de forma bonita, lógica e persuasiva. Havia escolas filosóficas, como a dos estoicos e epicureus, que ensinavam ideias sobre o sentido da vida, felicidade e moralidade baseadas no raciocínio humano. Os sofistas também ganhavam fama por saberem “vencer” debates, mesmo que não tivessem compromisso com a verdade. Isso tudo começou a afetar a maneira como os cristãos de Corinto enxergavam a fé.

    Hoje em dia não é tão diferente. Vemos nas redes sociais muitos discursos bem montados, cheios de lógica e até com aparência de sabedoria, ganhando destaque. Pessoas que conquistam grande número de seguidores conseguem guiar opiniões, ditar tendências e até moldar valores. O problema é quando esse tipo de influência começa a tomar o lugar da Palavra de Deus na vida das pessoas. Quantas ideias centradas no prazer próprio, na liberdade sem responsabilidade e numa felicidade sem sacrifício se tornam “verdades” para tantos? É nesse contexto que Paulo escreve algo forte e claro:

    “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18).

    Paulo reconhece que a mensagem da cruz — um Deus que se fez homem, sofreu, foi crucificado como criminoso e ressuscitou — não faz sentido para quem está preso à razão humana, mas sendo a poderosa verdade, é salvação para os que nela acreditam. Por isso ele precisou reafirmar que o centro da vida da igreja tinha que se manter nas boas novas da cruz de Cristo. O apóstolo reitera falando com ironia:

    “Pois a “loucura” de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a “fraqueza” de Deus é mais forte que a força humana.” (1 Coríntios 1:25).

    Certamente não há loucura nem fraqueza em Deus, mas considerando que o mundo caminha na contramão do que o Senhor propõe, vivamos como loucos para Ele, e permaneçamos assim, pois “mais importa agradar a Deus do que aos homens” (Atos 5.29). Apontando para a cruz, Paulo estava dizendo “olhem para Cristo, o que Ele ensinou, o que Ele fez e o resultado do seu sacrifício, e por mais que para o mundo pareça insanidade, estaremos salvos por Ele”.

    Desafio Evangelístico

    • Paulo sentiu a necessidade de alertar ao povo de Corinto das filosofias e maneiras de pensamento que enganam o ser humano e distorcem a verdade do evangelho, e aqui quero te trazer a reflexão do que você pode estar consumindo ou tendo como referência na caminhada cristã. 
    • A maneira de se fazer essa análise é lendo a Palavra do Senhor, pedindo a direção do Espírito Santo para assim poder filtrar qualquer conteúdo que possa ter aparência bela e persuasiva, mas te afastem de Cristo e da sua vontade.

    Uma necessidade de oração

    • Apresente ao Senhor a sua mente, para que ela não venha se conformar com as coisas do mundo, mas que transformada pelo Espírito Santo ela possa estar sempre pensando nas coisas do alto, e no que é eterno (Rm 12.2; Cl 3.1,2). 
    • Que você possa ter o desejo contínuo de conhecer ao Senhor e não venha a se embaraçar com as coisas deste mundo (2 Tm 2.3-5).

    Perguntas Reflexivas

    • Será que você tem buscado ler a palavra de Deus e entender sobre o Senhor ou tem deixado simplesmente para ouvir o que falam dEle?
    • Você já parou para analisar sua vida à sombra da cruz de Cristo? Tem entendido que vive pela graça e, embora não sejam seus méritos, sua vida deve refletir a nova vida que tem em Cristo Jesus?
    • Será que você tem omitido sua fé, sua identidade em Cristo por medo do que vão pensar de você? 
  • Fé, Confissão e Evangelização

    Dc. Filipe Adriano

    10 de maio de 2025 (Sábado)

    “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.” (Romanos 10:9,15).

    Paulo fortalece a verdade do credo e da confissão da igreja quanto ao senhorio de Cristo em suas vidas. Aceitar Jesus como o Senhor é uma doutrina não só essencial, mas presente constantemente na pregação apostólica. Precisamos ter essa consciência na jornada de Fé em nossos dias – a que Cristo é o nosso Senhor (gr. Kyrios) – o que significa Aquele que tem o poder, domínio, autoridade e o direito de mandar. 

    Não se trata de uma mera confissão de fé, ou uma simples repetição religiosa, mas de uma atitude sincera e interna do coração pela qual declaramos que vivemos nEle, para Ele e que a totalidade de nossa vida está em sua total dependência. 

    Algumas pessoas cometem o terrível erro de proclamarem sua fé em Jesus, sem que sua vida seja conduzida por Ele em todas as áreas. O projeto do céu para nós é que Cristo possa nos guiar e que possamos andar com Ele em confiança e entregar tudo em suas mãos. Tal como um homem com posse que transfere em cartório tudo que tem para outro, essa foi nossa declaração para Jesus quando o confessamos como Senhor. Ali começou nossa vida em rendição total à Cristo, não só intelectualmente mas verbalmente para que todos pudessem ver e ouvir. “Cristo não é um Salvador parcial. Ele deve ser Senhor de tudo ou não será Senhor de nada.” (A.W Tozer).

    Esse fluxo contínuo da graça de Deus encontrado no texto não trata apenas a respeito da fé, e confissão, mas da missão evangelística e do chamado de Deus em nossa vida quanto anunciarmos Aquele que é Senhor e Salvador nosso. Paulo apresenta uma sequência espiritual que revela esse chamado para levar salvação aos homens: Envio, pregação, audição, crença, invocação e salvação. Essa progressão mostra que ninguém será salvo sem ouvir o Evangelho, e ninguém ouvirá se não houver quem pregue e ninguém pregará sem ser enviado. 

    Isso evidencia a urgência da missão da Igreja, tanto local quanto global. Paulo não está falando aqui apenas de apóstolos ou pastores. O termo “enviados” (gr. apostellō) carrega o sentido de uma comissão divina, que hoje se estende a todo crente. Somos todos embaixadores (2 Coríntios 5:20), portadores da reconciliação. “Missões não é um departamento da igreja. É a razão pela qual ela existe.” (Oswald Smith). 

    Ao citar Isaías 52:7, Paulo mostra que a missão não é um peso, mas um privilégio. Aqueles que anunciam o Evangelho têm seus “pés” chamados de formosos — ou seja, são agradáveis a Deus, úteis e relevantes para o Reino. Não é um chamado de acomodação, mas de ação. A missão é o coração de Deus pulsando por meio dos pés dos que O servem.” Você está disponível para anunciar Cristo hoje?

     Desafio Evangelístico

    • Você tem sido uma voz ou um eco? Deus está te chamando para ser voz ativa do Evangelho. Alguém que vai, prega e gera fé em outros.
    • Veja seu dia a dia como um campo missionário: sua casa, trabalho, redes sociais, amigos… todos são alvos da graça.
    • Você já está “enviado”. O “Ide” já foi liberado em Mateus 28:19. Agora falta obedecer.

     Uma necessidade de oração

    • Ore por oportunidades e por ousadia. A missão começa com um coração disposto e sensível.
    • “Não ore para que Deus envie alguém. Ore para que Deus envie você.” (Charles Spurgeon).

    Perguntas Reflexivas:

    • Você tem sido uma voz ou eco?
    • Está disponível para anunciar Cristo hoje, independentemente das circunstâncias?
    • Você está disposto a ser a resposta de suas orações evangelísticas?
    • Você obedece as Escrituras porque ama a Deus ou porque espera alcançar a sua salvação?
  • Os méritos são de Jesus Cristo!

    Heloá Ohanne

    03 de Maio de 2025

    “Onde está, logo, a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não! Mas pela lei da fé.” (Rm 3.27 – ARC).

    Ao longo de nossa caminhada, por vezes, a arrogância nos rodeia de perto. E, de alguma forma, a recordação daquilo que nos torna cristãos, isto é, a salvação, é esquecida. Atento a isso, após uma série de capítulos expondo que toda a humanidade é pecadora, Paulo se preocupa com a possibilidade da vanglória na vida daqueles cristãos em relação a sua justificação. O que não era impossível existir devido à sua matéria humana, mas, principalmente, pela má influência da presunção judaica.

    E, em vez desse texto causar forte descontentamento para a congregação romana, pois “se não posso fazer nada para ser salvo, o que será de mim?”, esses versículos são o alívio que aquela igreja, assim como eu e você, necessitava. De fato, a justificação pela fé nos garante plena confiança que, independente do tempo, das circunstâncias e das tentações, teremos paz com Deus.

    Imagino que você já pensou que poderia “guardar” essa salvação consigo mesmo a partir da obediência à Lei, mas todas as vezes essa segurança escapou de suas mãos porque era impossível cumpri-la por inteiro. No entanto, eu quero te convidar a fazer o caminho inverso que Paulo nos apresentou pelo Espírito de Deus.

    Martinho Lutero, pioneiro da Reforma Protestante, afirmou que a Lei nos leva a Cristo e Cristo nos leva à Lei. Como pode ser isso? Após recebido a purificação de uma consciência culpada em Cristo Jesus, Ele porá em seu coração o zelo pelos seus mandamentos. Então, livremente, você se sentirá à disposição para obedecê-lo.

    Por isso, não procure as obras da Lei para alcançar a Deus, procure Cristo e, quando o tiver encontrado, Ele o mandará de volta à Lei para amá-lo, isto é, para obedecer seus mandamentos (Jo 14.21). Quando a arrogância chegar, olhe para a cruz, ela te lembrará de quem te salvou e eu te garanto que não foi você mesmo.

    Desafio Evangelístico

    • Procure manter sua constância na leitura bíblica e numa vida de devoção à Deus. Somente na Bíblia você encontrará, não só o que deve fazer para agradar a Deus, mas também como deve executar Essas ordenanças, princípios, mandamentos.

     Uma necessidade de oração

    • Ore para que Deus retire toda presunção e arrogância de sua vida para que você possa viver a poderosa graça de Deus. 
    • Entregue ao Senhor a vida daqueles que também necessitam ser alcançados por Jesus. Olhe com humildade e compaixão para eles; lembre-se de que você já esteve na mesma situação que eles, antes de conhecer a Cristo.

    Perguntas Reflexivas:

    • O que te impede de viver ainda mais a Graça de Deus?
    • Você olha com reprovação para os seus erros da mesma forma que olha para os de seus irmãos?
    • Você obedece as Escrituras porque ama a Deus ou porque espera alcançar a sua salvação?