Autor: Douglisnilson Morais

  • PAR OU ÍMPAR?

    Aux. Ítalo Rafael

    01 de Fevereiro de 2026 (Domingo)

    “Enquanto caminhava por ali, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no lugar onde se coletavam os impostos. ‘Siga-me’, disse-lhe Jesus, e Levi se levantou e o seguiu.” (Mc. 2: 14 – NVT).

    Eu sempre gostei de jogar futebol com os amigos. Além dos benefícios da prática do exercício físico em si, esta é uma ótima ferramenta para estreitar os laços e relacionamentos com pessoas que estão à nossa volta, tendo elas habilidade no jogo ou não. Chega a ser normal nesses ambientes (quando saudáveis), nós conhecermos melhor algumas pessoas cujas as quais não tínhamos tanto contato anteriormente, e as mesmas passam a ser mais presentes ao nosso lado não só no campo ou na quadra, mas em nossa vida. 

    E sabe como geralmente dá-se início a toda essa “liturgia”? Com um simples  “par ou ímpar”. Os dois melhores jogadores presentes se dividem e disputam para saber quem irá começar a escolher o seu time primeiro, e então, começa a seleção, começando pelos mais habilidosos e indo até os de menor habilidade. E sim, se você já foi o último a ser escolhido depois de todos presentes, eu sei que há um resquício de vergonha pairando no ar (risos).

    É bem provável que era exatamente este o sentimento que pairava sobre a vida de Mateus (não, não existia futebol no tempo dele – risos). Ele era um israelita que cobrava impostos abusivos do seu próprio povo e repassava à Roma o dinheiro coletado. Basicamente, um traidor da sua nação, favorecendo o regime que subjugava Israel com mãos de ferro e pouquíssima clemência. Não se tratava somente de uma profissão, mas da encarnação do que seria um pecado grave para o povo judeu (Mc. 2:16).

    Se tivesse uma partida de futebol naquele tempo, e Mateus quisesse jogar, com certeza ele seria o último a ser escolhido. Sendo ele provido de habilidades ou não.

    Mas, a vergonha de Levi (o outro nome do nosso personagem), e o preconceito da sociedade israelita direcionado a ele, deram de cara com algo avassalador: a escandalosa Graça de Jesus! Era um dia normal para Mateus, cobrando e recebendo não só dinheiro, mas desprezo… Até que Jesus passou pelo seu posto de trabalho. Sem precisar de ímpar ou par, mas somente com um chamado – “Siga-me” -, escolheu e transformou um cobrador de impostos odiado em uma das colunas da Igreja. Mateus era rejeitado por todos, mas não pelo Messias. E isso basta!

    O discipulado de Mateus começa na mesa da sua própria casa. No ambiente da mesa nós somos iguais. Dividimos o mesmo pão, e os nossos olhares estão nivelados. Não há mais cobrança, mas partilha de vida. E apesar das críticas dos fariseus direcionadas a Jesus por estar comendo com publicanos e pecadores, o nosso Salvador deixa claro qual era a Sua missão no mundo: buscar os doentes, e não os sãos (Mc. 2:17). Ele veio para acolher os últimos da lista do ímpar ou par, que coincidentemente, somos você e eu.

    Éramos inimigos de Deus, filhos da ira, escravos do pecado (Ef. 2:1-3). Não havia nada de atraente em nós para que pudéssemos atrair o amor do Senhor, pois destituídos estávamos da Sua Glória (Rm.3:23). Mas assim como foi com Mateus, Ele veio para perto de nós, olhou com Graça, e nos chamou: Siga-me. “Não satisfeito”, convidou-nos para a mesa do Pai, e os que antes eram filhos da ira, agora são filhos de Deus. O maior amor do universo escolheu os piores pecadores, pois nele consiste a definição de amor (1 Jo. 4:10).

    O que fazer diante de tudo isso? Simples. Faça o mesmo! Vá e apresente o amor de Deus para alguém que não O merece (ou seja, todos)! Mateus tornou-se um dos mais influentes escritores do maior best-seller de todos os tempos (a Bíblia), e tudo começou com um olhar de Graça. Sendo assim, assuma o mesmo olhar. Ao invés de escolher somente a companhia dos justos que encabeçam os primeiros lugares da fila, escolha também os rejeitados. Deus se agrada disso, pois foi o que Ele fez conosco. Vá e faça o mesmo!

    Desafio do Discípulo

    Se aproxime de alguém nesta semana com a intenção de apresentar Jesus para ele (a). Convide-a para alguma atividade e peça discernimento a Jesus para introduzir um momento de discipulado, falando sobre os princípios do Reino. Este é o nosso chamado!

    Oração

    Pai, te agradecemos pelo Seu grande e constrangedor amor por nós. Queremos atender o Seu chamado, e para isso, dá-nos os Seus olhos de amor pela nossa geração. Não queremos nos isentar do compromisso no qual o Senhor nos envolveu. Nos ajude a sermos uma extensão dessa Graça na vida daqueles que ainda não te conhecem. Queremos  viver plenamente a Boa Nova de Cristo Jesus, nosso Senhor!

    Abra o seu coração

    • Você tem olhado para as pessoas como Jesus olha para você (com graça e amor)?
    • Discipulado é trazer pessoas para perto e apresentar Cristo em todos os aspectos da nossa vida. Você tem feito isso com alguém?

    A salvação é de graça, mas o discipulado custa tudo o que temos. (Billy Graham)

  • NUNCA VIMOS ALGO ASSIM (MC 2.1-12)

    Dc. Filipe Adriano
    Domingo, 25 de janeiro de 2026

    “Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim! “ (Marcos 2:12) .

    Jesus volta para Cafarnaum, e rapidamente a notícia se espalha: Ele está em casa. A casa rapidamente fica cheia. Pessoas por todos os lados. Gente curiosa, gente religiosa, homens e mulheres querendo ouvir, mas nem todos querem de fato o Mestre. Pois estar “na casa” (no culto) não significa estar rendido. Esse texto nos faz refletir muito sobre o real propósito da amizade, exemplo de uma fé legítima e o poder salvífico do Senhor Jesus. 

    Enquanto a casa está cheia e Jesus a ensinar, muitos estão perto mas ao mesmo tempo distantes. Existe um paralítico precisando de um milagre, e mesmo distante seu coração está perto. Ele não está sozinho. Pelo contrário, tem amigos, verdadeiros amigos.

    Não bastasse a sua limitação física – “não há como passar”, “a porta está fechada”, “há muitas pessoas” – mas não existe porta fechada para aqueles cuja fé está firmada no Senhor. O coração de quatro amigos está inclinado a levar aquele homem a Cristo, e nada poderia impedir esse encontro. Quando a fé é maior que os obstáculos, o milagre acontece. 

    Quem ama, carrega. Quantos amigos estamos levando à Jesus? Quanto que estamos comprometidos a fazer com que, quem precisa, chegue até o Senhor. Eles não oram à distância ou deixam para depois, pois a oportunidade de fazê-lo chegar até Cristo é urgente e não pode esperar. 

    “Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.” (v.5) Algo incrível acontece aqui, pois Ele vê o paralítico descendo pelo telhado e, enquanto todos esperam uma cura física, Algo inesperado acontece: Ele perdoa os pecados daquele homem – antes de curar o corpo, Jesus cura a alma.

    Isso revela uma verdade profunda para essa geração: O maior problema do ser humano não é externo, é interno; não é a paralisia física, mas a espiritual. Cristo não veio apenas para melhorar sua vida, Ele veio para te fazer novo, pois é o único que tem o poder de perdoar todos os pecados. 

    Os escribas ficam indignados. Eles pensam: “Quem é este que perdoa pecados?” (v. 6, 7). Eles conheciam a Lei, mas não reconheciam o Autor da Lei. Conheciam a religião, mas não discerniam o Cristo. Isso é perigoso, pois é possível “conhecer” a Bíblia e não conhecer Jesus. Pode ser possível defender doutrinas e ainda assim resistir ao mover de Deus.

    Jesus confronta seus pensamentos, mostrando que Ele não apenas cura, mas tem autoridade. Que sejamos livres da religiosidade. A religiosidade questiona, a fé se rende. Renda-se sem economia ao poder dAquele que cura nossa alma. 

    Então o Mestre declara: “Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.” (v.11). O mesmo leito que antes carregava o paralítico, agora é carregado por ele. O símbolo da dor vira testemunho. A sua dor de hoje é a cura de alguém amanhã.

    Nas palavras de A. W. Tozer: “Deus nunca usa alguém poderosamente até que primeiro o tenha ferido profundamente.”. Quando Jesus perdoa e cura, Ele não apenas restaura o corpo, Ele muda a identidade. O homem não sai apenas andando, ele sai transformado.

    E todos glorificam a Deus (v.12). Cristo não te chama para permanecer no chão. O que o paralisava não te governa mais. Receba a cura e seja transformado através dessa palavra. Quem encontra o Deus que cura, restaura, transforma, não permanece no mesmo lugar e nem da mesma maneira. Uma geração que se levanta em fé jamais continuará paralisada em pecado.

    O Salvador espera que tenhamos uma fé genuína nEle e confiemos que Ele tudo pode fazer. Que sejamos amigos que levam outros a Cristo e que, independentemente das barreiras, não fomos chamados a desistir ou recuar. Às vezes o caminho ao milagre é inusitado (pelo telhado). Não pare agora, você pode ser a resposta da oração de alguém que não consegue mais ir sozinho. 

    Finalizando e parafraseando D. L. Moody, “O mundo ainda não viu o que Deus pode fazer por meio de um homem totalmente consagrado a Ele”. Em Marcos 2, vemos quatro homens comuns, mas totalmente comprometidos em levar alguém até Jesus, e isso foi suficiente para um milagre eterno. Que sejamos instrumentos de Deus para essa geração.

    Desafio do Discípulo

    • Querido leitor, quero lhe desafiar a ser instrumento de Deus nos dias atuais, tal como aqueles quatro amigos citados no texto. Isso não trará visibilidade ou fama a você (não há notoriedade aos amigos nem ao paralítico, apenas a Cristo). Assuma o compromisso de conduzir pessoas à Cristo, esforçando-se em oração e ação. Insista, ofereça meios necessários (carona, ir junto a ele (a) etc.), dedique tempo e atenção (oração, mensagem, programações). Deus quer usá-lo. Você está disposto?

    Vamos orar?

    Querido Pai, graças te dou pela Palavra que nos alimenta, inspira, confronta, trata, restaura e salva. Obrigado pelo teu amor que nos alcançou, por intermédio do Salvador Jesus Cristo. Nessa hora eu apresento cada vida alcançada por essa reflexão. Que o teu Santo Espírito ministre aos seus corações e faça algo novo no seu interior, refletindo externamente. Que aceitem o desafio de conduzir outros à reconciliação contigo, para tua glória e teu louvor, em nome de Jesus, amém!

    Abra o seu coração

    • Você tem sido um instrumento nas mãos do Redentor? De que forma o desafio da semana lhe estimula?
    • Como você planeja cumprir o desafio proposto? Detalhe: não tenha pressa, mas seja perseverante e intencional.
    • Como foi sua conversão? Quem lhe conduziu a Cristo? Transmita-lhe uma palavra de gratidão. Inspire-se nele (a). 

    O maior problema do ser humano não é externo, é interno. Não é a paralisia física, mas espiritual. Jesus não veio apenas para melhorar sua vida, Ele veio para te fazer novo. Ele e somente Ele tem o poder de perdoar todos os pecados. 

  • A APROXIMAÇÃO GERA TRANSFORMAÇÃO (Mc 1.40-45)

    Pb. Paulo Roberto

    Domingo, 18 de janeiro de 2026

    “Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele.” (Mc 1.45) 

    Estamos diante de um texto extremamente rico em seus detalhes, que nos revela não apenas o poder de Deus para curar o nosso corpo, mas também a vontade de Deus para curar a nossa alma. Marcos 1.40–45 nos apresenta a história de um homem até então desconhecido — ou melhor, conhecido apenas por sua enfermidade: um leproso.

    Na época de Jesus, o leproso, por causa da sua doença, vivia em isolamento social, fora da cidade, separado da família, sem identidade e excluído da liturgia pública do culto a Deus. Sua vida era marcada por vergonha, abandono e sofrimento.

    Naquele dia, estava passando diante dele a oportunidade que tanto aguardava. Muito provavelmente, quando criança, aquele homem havia escutado de seus pais — pois esse era um costume entre os judeus — que, se um dia fosse acometido pela lepra, deveria se isolar da sociedade, da família e do templo.

    Naquele contexto, existia uma única esperança: o Messias prometido. As profecias anunciavam esse momento glorioso. O profeta Isaías, muito provavelmente conhecido daquele homem, havia declarado que o Servo do Senhor tomaria sobre si as nossas enfermidades, levaria sobre si as nossas dores e que, pelas suas pisaduras, seríamos curados. Agora, ele contemplava alguém que se apresentava como o Messias: Jesus de Nazaré.

    Mesmo com tantas marcas que o excluía e o entristecia, algo aconteceu no interior daquele homem. Centelhas de fé surgiram em seu coração e o moveram a se aproximar de Jesus. Essa aproximação não foi fruto de curiosidade, mas do fervor do coração, da convicção de que estava diante do Messias, Emanuel, Deus conosco.

    De joelhos, ele não perguntou se Jesus podia curá-lo — fé no poder ele já tinha. A pergunta foi “se Jesus queria”. E a resposta do Mestre veio carregada de amor, compaixão e graça: “Quero”. E, naquele mesmo instante, a lepra desapareceu. A cura chegou. A transformação se tornou real.

    O homem que outrora vivia isolado, excluído e sem esperança, ao se aproximar de Jesus, não recebeu apenas cura física, mas uma restauração completa. Sua vida foi alcançada, tocada e transformada.

    O resultado dessa transformação é revelador. Aquele que foi curado não conseguiu guardar para si o milagre experimentado. Antes, passou a anunciar, a divulgar e a testemunhar o que Jesus havia feito. Uma vida transformada gera testemunho. O testemunho gera fé. E a fé gera novas vidas transformadas. 

    Portanto, o que Jesus fez em sua vida? Como você tem transmitido a outros esses feitos? De que modo sua experiência com Cristo tem impactado outras vidas? Siga o exemplo desse homem, e propague a outros a sua história com o Salvador.

    Desafio do Discípulo

    Eu te desafio, jovem, leitor, a compartilhar o seu testemunho, assim como aquele homem curado fez. Diga a todos quantos for possível o que Deus fez na sua vida. Se você aceitar esse desafio, corre um grande risco: ver pessoas ao seu redor não apenas se emocionando com aquilo que Deus fez na sua história, mas sendo profundamente impactadas pela fé gerada através do seu testemunho.

    Dica importante: conte o que Deus fez na vida de alguém na Bíblia e, logo depois, mostre que o mesmo Deus que transformou a história daquele personagem também transformou a sua história hoje. Mostre a quem te ouve que Cristo está vivo e que Ele ainda transforma histórias — basta crer.

    Vamos orar?

    Senhor, meu Deus e meu Pai. Aqui estamos em tua presença. Somos gratos pela oportunidade de contemplar aquilo que fizeste na vida daquele homem leproso. Da mesma forma, hoje desfrutamos da transformação que acontece quando nos aproximamos de ti. Não queremos ficar apenas na lembrança do que realizastes no passado. Queremos testemunhar de tudo o que tu fizeste, do que tu fazes e do que ainda farás em nós e através de nós. Concede-nos capacidade, coragem e ousadia para testemunhar da tua Palavra, dos teus milagres e das tuas promessas. Que as nossas vidas e o nosso testemunho gerem fé e vida naqueles que nos ouvem.  É o que te pedimos e desde já te agradecemos, em nome de Jesus. Amém.

    Abra o seu coração

    • Certamente, você também teve sua vida transformada pelo mesmo Jesus que transformou a vida daquele leproso. Mas, sua experiência pessoal tem gerado testemunho para quem te vê?
    • O seu testemunho tem gerado fé na vida de quem te observa?
    • Se as respostas para as perguntas anteriores forem “não”, o que precisas fazer para mudar essa situação?

    A aproximação do Mestre gera transformação interna e externa; e essa transformação, quando testemunhada, gera fé — e a fé gera transformação em outras vidas. Deus te transformou para gerar fé através da pregação e multiplicar transformações através do que Ele fez na sua vida .

  • TU ÉS

    O Pai tem prazer na vida do Filho

    Aux. Douglisnilson Morais
    Domingo, 11 de janeiro de 2026

    “E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: “Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Marcos 1.11)

    A chegada de um filho é um acontecimento singular na vida de um pai, trazendo alegrias, expectativas, esperanças, projetos e desfrute. É um longo processo desde o nascimento até a fase adulta, o qual envolve disciplina e discipulado, num acompanhamento contínuo de modo a torná-lo um imitador de Cristo, um seguidor fiel, um adorador prazeroso em Deus, um “filho amado” (Dt 6.6,7; Pv 22.6). Os pais têm um papel importantíssimo nessa caminhada. Se eles fracassarem, negligenciar, desprezarem a instrução bíblica do ensino, essa criança pode tornar-se um jovem sem raízes, experiências, convicções da fé no Salvador, sendo “presa fácil” para as astutas ciladas do inimigo, por não estarem protegidos com a “armadura de Deus” (Ef 6.11-18).

    Um filho pode representar o cuidado, a provisão, o amor de Deus na vida dos seus. Quantos exemplos de esposas “estéreis”, visitadas pelo Senhor, que tornaram-se mães, frutíferas. As histórias de Sara, Rebeca, Raquel, Ana e Isabel trazem alegria ao coração e esperança à alma de casais na mesma situação. Particularmente, a experiência de Zacarias que seria Pai (Lucas 1), e a de Ana que, após anos de dor e sofrimento, pôde desfrutar da bênção de um filho (1 Samuel 1), são por demais emocionantes.

    Há filhos que Deus escolhe desde o ventre para uma missão específica. João Batista e Maria são exemplos bíblicos, assim como tantos outros ao longo da história humana. João, escolhido para “preparar o caminho do Senhor” (Mc 1.2-8); Maria, escolhida para ser a mãe do Salvador (Lc 1.26-38). Ler suas biografias assegura-nos uma verdade tão declarada por nós, cristãos, mas muitas vezes sem muita “credibilidade” nas experiências da vida: “Deus está no controle”. Quantos de nós, mesmo declarando a soberania e o poder de Deus em nossas vidas, optamos por trilhar caminhos alternativos na busca de soluções para nossas dores, sofrimentos, bem como projetos e decisões.

    Mas, o evangelista Marcos (aquele que declinou na missão com Paulo, foi recusado pelo apóstolo de seguir na segunda viagem missionária mas, tornou-se “útil” no ministério paulino, 2 Timóteo 4.11) descreve um acontecimento marcante, um encontro que João Batista jamais imaginara acontecer. Primeiro, pelo fato de batizar o Messias esperado, o que ele tentou resistir (Mateus 3.13-17); segundo, pela presença do Espírito como pomba que descia sobre Jesus naquele rio (Jordão); por fim, uma voz que trazia esperança ao coração do precursor (João) e, ao mesmo tempo, declarava a intimidade do batizando (Jesus) com o Deus que O enviou: “Tu és o meu Filho amado” (“este é o meu Filho amado”), em quem tenho prazer (Mateus 3.17; Marcos 1.11).

    Pare um pouco, reflita sobre tudo isso e responda: o que a declaração do Pai acerca do Filho causa em seu coração? Como a vinda de Jesus tem mudado a sua vida? Há prazer em viver com Cristo? Será que o Pai poderia declarar que “tem prazer” em sua vida? Como você se sentiria? Dedique alguns minutos em oração a Deus – agradecendo, reconhecendo, declarando, comprometendo-se, adorando. Como filho, você tem liberdade de chegar diante do Pai, abrir-lhe o coração e alegrá-lo com sua atitude de amor e devoção, tal como Maria (João 12.1-8).  

    Desafio do Discípulo

    O desafio da semana é um convite ao compromisso com Deus e com o outro. Comprometa-se a dedicar um tempo especial com Deus diariamente, um tempo de qualidade e adoração. Concentre-se em agradecer pela vinda do Salvador, por poder chamar a Deus de Pai, pela nova vida nEle; comprometa-se com Ele em buscar em 2026, ser mais parecido com Cristo, “ser uma bênção” no lar, na igreja, na escola, na sociedade, de modo a refletir o Deus que você serve. Estimule ao menos um amigo a fazer o mesmo. Por fim, não deixe de fazer diariamente o Devocional Princípio, compartilhando em suas redes sociais, marcando @dejadrn e @assembleiadedeusnorn. Deus o visitará e se alegrará com sua vida.

    Vamos orar?

    Querido Pai, que alegria em poder dirigir-me a Ti, em comunhão, e desfrutar da Tua presença, do Teu cuidado, do Teu amor. Ajuda-me a crescer em intimidade contigo, a refletir continuamente o teu Filho Jesus Cristo, meu Salvador e, a caminhar em sensibilidade e submissão ao Santo Espírito que habita em mim. Que meu viver seja um contínuo tributo a Ti, para a tua glória, em Cristo Jesus, amém!.

    Abra o seu coração

    • Como tem sido sua caminhada com Cristo? Há prazer, dependência e desfrute da sua parte nEle?
    • Você tem convicção de que é filho de Deus Pai, na pessoa de Jesus Cristo? Como essa verdade impacta a sua vida e a vida dos familiares, amigos, irmãos em Cristo?

    “Tu és o meu Filho amado, em quem tenho prazer”. Que essa verdade seja o reflexo da sua vida na Jornada com Cristo.

  • VINDE A MIM

    O chamado de Jesus para fazer discípulos

    Pb. Fred Fonseca
    Domingo, 04 de janeiro de 2026

    “E disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” (Marcos 1.17)

    Um novo tempo sempre traz consigo novos planos, expectativas e decisões. Você projeta o futuro, estabelece metas e pensa em como quer viver os próximos passos da sua vida. Mas, em meio a tantos projetos, surge uma pergunta essencial: Jesus está no centro da sua caminhada? Mais do que isso, você já ouviu o convite dEle para viver uma vida com propósito eterno?

    Em Marcos 1, Jesus encontra Pedro e André em um dia comum de trabalho. Eles estavam lançando as redes ao mar, focados na rotina, quando ouviram um chamado simples, porém profundo: “Vinde após mim”. Jesus não fez um convite baseado em habilidades extraordinárias, títulos ou experiências espirituais avançadas. Ele chamou homens simples, trabalhadores, e revelou que, ao segui-Lo, suas vidas ganhariam um novo sentido: fazer discípulos de Cristo.

    Aceitar esse convite exigiu uma resposta imediata. Pedro deixou as redes, o barco e a segurança do conhecido para seguir Jesus. Isso revela que o chamado de Cristo não é apenas para andar ao Seu lado, mas para assumir uma missão com propósito. Seguir Jesus é aprender com Ele, viver com Ele e participar ativamente da obra de alcançar pessoas. O discipulado começa no “seguir” e se expressa no “fazer”.

    A grande lição desse texto é que Jesus continua chamando. Ele não mudou Seu propósito. Hoje, Ele ainda olha para pessoas comuns como eu e você e nos convida para algo extraordinário: fomos chamados para fazer discípulos. Não se trata apenas de frequentar a igreja, mas de viver o evangelho de forma prática, intencional e multiplicadora. Onde você está, ali também é campo de missão.

    Seguir Jesus é mais do que uma decisão pontual; é um estilo de vida comprometido com a missão. É caminhar com Cristo todos os dias e, ao mesmo tempo, levar outros a caminhar com Ele. Fazer discípulos é amar pessoas, compartilhar a Palavra, caminhar junto e apontar sempre para Jesus. E então, como está a sua resposta ao chamado “Vinde a mim”? Você está disposto a viver não apenas para si, mas para cumprir a missão de fazer discípulos?

    Desafio do Discípulo

    Nesta semana, escolha intencionalmente um amigo para caminhar com você na fé. Ore por ele, compartilhe a Palavra e convide-o para ler a Bíblia e fazer o Devocional Princípio. Além disso, convide mais 3 amigos para essa Jornada com Jesus. Sim, e ao fazer o Devocional Princípio, não esqueça de ser um discípulo que influencia, compartilhando em suas redes sociais, marcando @dejadrn e @assembleiadedeusnorn. Sua obediência vai influenciar muitos a também ler e viver a Palavra de Deus, vai gerar frutos eternos.

    Vamos orar?

    Senhor, crie em mim um coração sensível ao Seu chamado. Me encoraja a segui-Lo com propósito; dá-me sabedoria para ensinar, e amor para cuidar de pessoas. Use a minha vida como instrumento para formar discípulos que apontem para Cristo. Amém!

    Abra o seu coração

    • O que hoje tem ocupado o lugar da missão de Jesus na sua vida?
    • Você tem sido apenas um seguidor ou também um fazedor de discípulos? O que você fará para ser mais intencional no discipulado?
    • Quem Deus está colocando no seu caminho para você discipular e alcançar com o amor de Cristo?

    “Vinde a mim” não é apenas um convite para caminhar com Jesus, mas um chamado para viver a missão dEle.

  • Dia 1 – Deus conosco não é apenas Deus presente

    Dc. Jônatas Campos

    (Vice-Diretor Dejad/RN)

    “E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel. (Emanuel traduzido é: Deus conosco).” (Mt 1.21-23).

    Você já parou para pensar no quanto é revolucionário o nome “Emanuel”? (Deus conosco). Não Deus distante, observando de longe; Não Deus indiferente aos nossos dramas; mas Deus conosco – presente, próximo, envolvido. 

    A narrativa que Mateus nos apresenta sobre o nascimento de Jesus revela exatamente isso: Deus descendo até nós, entrando na nossa história de forma radical e pessoal. José, um homem simples e justo, se vê no centro de um mistério divino que mudaria toda a história da humanidade. E talvez seja justamente por isso que essa história nos toca tanto, porque mostra que Deus escolheu vir até nós da forma mais humana possível.

    A situação de José não era nada confortável. Descobrir que sua noiva estava grávida, em uma cultura onde isso significava vergonha pública e até morte por apedrejamento, deve ter quebrantado seu coração. Ele planejava deixá-la secretamente, evitando expô-la ao escândalo (isso é amor). Mas Deus intervém através de um anjo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua esposa, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo”. Que reviravolta! O que parecia ser o fim de tudo era, na verdade, o começo do plano de salvação. Deus não apenas estava operando algo extraordinário, Ele estava convidando José a fazer parte disso. E José creu. Ele acordou e fez exatamente o que o anjo havia ordenado.

    Talvez você esteja vivendo seu próprio momento de confusão, onde as circunstâncias não fazem sentido, e o Natal parece apenas mais uma data no calendário. Talvez as tradições familiares sejam dolorosas, ou você se sinta deslocado em meio às celebrações. Mas a mensagem central do Natal não é sobre luzes decorativas ou presentes, é sobre um Deus que escolheu não nos abandonar à nossa própria sorte. Jesus veio para “salvar o seu povo dos pecados deles”. Ele veio porque havia (e há) algo profundamente errado com a humanidade, algo que nós mesmos não poderíamos consertar. E a solução divina foi uma aproximação radical: tornar-se um de nós.

    O nome Jesus significa “o Senhor salva”. Não é coincidência que o anjo tenha enfatizado esse nome junto com Emanuel. Porque Deus conosco não é apenas Deus presente, é Deus salvando, restaurando, redimindo. 

    Jesus não veio apenas para estar perto; Ele veio para nos resgatar da separação eterna, da escravidão do pecado, da morte. Quando celebramos o Natal, celebramos essa intervenção divina impossível: o Criador entrando em Sua própria criação, não como um tirano distante, mas como um bebê vulnerável. Que inversão de expectativas! E que demonstração de amor!

    A resposta de José nos desafia profundamente. Ele não entendeu tudo, mas obedeceu. Ele não teve todas as respostas, mas confiou. E você? Como tem respondido ao chamado de Deus? O verdadeiro espírito natalino não está em recriar memórias perfeitas ou manter tradições vazias. Antes, está em reconhecer que Emanuel veio, e continua conosco hoje através do Espírito Santo; está em abrir o coração para que Jesus seja não apenas um personagem de dezembro, mas o Senhor de toda a nossa vida; está em permitir que a notícia do Salvador transforme não só o Natal, mas todos os dias do ano.

    Neste período natalino, que tal olhar além das luzes e das decorações? Que tal enxergar Jesus pelo que Ele realmente é – Deus que desceu até nós para nos salvar! Se você ainda não entregou sua vida a Cristo, este pode ser o momento. Se você já O conhece, renove seu compromisso de viver como alguém que foi alcançado por Emanuel. E lembre-se: Deus não está distante. Ele está conosco. Ele está com você. E essa é a melhor notícia que alguém poderia receber em qualquer época do ano.

    Oração

    Senhor Jesus, obrigado por não ter permanecido distante. Obrigado por descer até nós, por tornar-Se Emanuel, Deus conosco. Perdoa-nos pelas vezes em que reduzimos o Natal a tradições vazias e esquecemos o real significado da Tua vinda. Assim como José confiou mesmo sem entender tudo, ajuda-nos a confiar em Ti em meio às nossas próprias incertezas. Que este Natal seja marcado não por nostalgia ou tristeza, mas pela alegria de saber que Tu estás presente, que Tu salvas, que Tu transformas. Usa-nos neste Ano da Colheita para compartilhar essa boa notícia com aqueles que ainda não Te conhecem. Em Teu nome oramos. Amém.

    Para Inspirar

    Na abertura desse devocional, lhe desafio à leitura da obra Cristianismo Puro e Simples, de C.S. Lewis. Um clássico inspirador. Será muito edificante para você.

  • De que lado você está?

    Dc. Otaviano Ribeiro
    11 de Outubro de 2025 (Sábado)

    “Provérbios de Salomão: O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.” (Pv 10.1) 

    Em provérbios, o sábio Salomão apresenta de maneira prática, ensinamentos culturais da época de Israel, os quais ecoam aos que conhecem, muito além dos conceitos filosóficos. Trata-se de um manual de princípios que, se observados, conduz a uma vida justa e próspera, seja no âmbito espiritual, emocional, profissional e pessoal.

    No capítulo 10, o autor apresenta paralelos. Ao longo de 32 versículos temos um contraste que bem representa escolhas e consequências.  Sua finalidade é predominantemente prática e instrutiva.

    Apresenta diretrizes de conduta voltadas para uma vida bem-sucedida, abrangendo não apenas aspectos materiais, mas também valores como dignidade e segurança; Além disso, aborda como aplicar os princípios da sabedoria ao dia a dia, influenciando desde o trabalho até as conversas.

    Para Salomão, a vida na terra é marcada por dois caminhos. Cada um deles reflete o coração do caminhante. Ninguém poderá afirmar que não tem caminho ou está indeciso no caminhar. Não há meio-termo. No caminho da vida, as recompensas para aqueles que temem, obedecem, andam em obediência à Palavra do Senhor; no caminho da morte, os tolos, perversos, iníquos, e as consequências de um viver independente do Criador. Logo, a primeira pergunta a fazer a você, Jovem, é: De que lado você está?

    Imagine um pai convidando o filho para uma conversa, a sós, buscando orientá-lo para a vida na terra. Esse filho tem sonhos, mas temores; seus projetos são recheados de dúvidas e fragilidades; há decisões a tomar, mas precisa ter bases confiáveis para norteá-lo. Então o pai vai lhe aconselhar sempre apresentando dois caminhos e seus respectivos desfechos. Detalhe: naquele contexto, a relação entre pai e filho era o bem mais precioso. A conduta do filho era reflexo da família estruturada e abençoada que demonstrava diretamente status e felicidade aos pais, onde o oposto era um peso social que trazia vergonha e tristeza.

    Por um lado, vemos um Deus que “despreza”, esquece, trata com justiça, pune os perversos, trazendo-lhe dores, sofrimentos e uma amarga colheita;  esse filho insensato é uma contínua tristeza para os pais. É preguiçoso, indolente, sempre corrigível, que nunca aprende,  caminhante em pecados, prazeroso no mal; aquilo que ele mais teme se aproxima cada vez mais de si – sofrimento, vida abreviada, nome esquecido, caminhar de ruínas, expectativas frustradas. Seria esse seu retrato, jovem? 

    Mas o filho temente é uma alegria para os pais, um tributo ao Criador; há justiça em seus feitos; provisão do alto em seu viver; enriquecimento, prosperidade, longevidade, eternidade com Deus. Seus lábios transmitem boas novas, palavras que edificam, fortalecem, estimulam, alimentam, produz vida, jorra sabedoria, sabe o que agrada; seu caminhar é amparado pela bênção do Senhor; suas expectativas são alegres; seus passos firmes (no Senhor). Que privilégio, que honra, que gozo. Esse é o retrato do seu viver, Jovem? 

    Podemos ainda listar outros contrastes contidos neste rico capítulo. vejamos.

    • Palavras e a Língua – fonte de vida, violência ou morte (v. 11, 14, 19-21, 32): o sábio controla sua língua e evita problemas; o tolo, ao falar demais, prejudica a si e aos outros. Nossas palavras podem construir ou destruir relações.
    • Trabalho e Finanças –  diligência versus Preguiça (v. 4, 5, 15): o sábio trabalha com empenho e se planeja, enquanto o tolo é preguiçoso e desperdiça oportunidades; a verdadeira prosperidade vem da bênção de Deus (v. 22).
    • Integridade e Caminhos (v. 9, 17, 29): o justo age com integridade, aceita instrução e correção, e segue caminhos seguros e firmes; o ímpio distorce seus caminhos, rejeita repreensão e vive em insegurança e ruína, com esperanças frágeis e passageiras.

    Portanto, viver é uma escolha contínua. Nossas escolhas revelarão quem governa nosso coração e produzirão frutos de justiça e santidade, ou de iniquidade e pecados. Escolha a vida e desfrute de um viver no Senhor que valha a pena (Dt 30.19).

    Desafio Evangelístico

    • Estimule amigos crentes à leitura e meditação no Livro de Provérbios. 
    • Desafie amigos não crentes à leitura desse livro. Converse com eles sobre os “caminhos e consequências” de um viver em obediência ou distante do Senhor.
    • Use suas redes sociais para fazer postagens sobre a leitura de Provérbios.

    Uma necessidade de oração

    • Ore a Deus por um viver em sabedoria e obediência à Palavra de Deus. Ore ainda para que sua vida seja reflexo de Cristo e estímulo para que outros sejam imitadores de Cristo.

    Perguntas Reflexivas:

    • Quem é você no espelho de Provérbios 10?
    • Que caminhos você tem trilhado? Que cristão é você?
    • O que fazer para ser um reflexo de um jovem temente e cumpridor da Palavra?

  • Recalculando a Rota: DEUS NO COMANDO!

    Ir. Jéssica Medeiros

    04 de outubro de 2025

    “Confie no SENHOR de todo o seu coração e não se apoie no seu próprio entendimento. Reconheça o SENHOR em TODOS os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.” (Provérbios 3:5-6 – NAA)

    Quem nunca precisou da ajuda do GPS para chegar a algum lugar e, em determinado momento, se sentiu tão seguro de si a ponto de escolher a própria rota, para, no final das contas, acabar se perdendo? Resultado: teve que ouvir a clássica frase do GPS – “Recalculando a rota”. Vamos ser sinceros, normalmente isso também acontece na nossa vida espiritual, concorda? Muitas vezes, nos sentimos autossuficientes, achando que nosso próprio entendimento basta e que sabemos o que é melhor para nós. Além disso, com as rotinas cada vez mais agitadas, e com nossa capacidade de esperar cada vez menor, fazemos escolhas por impulso, queremos resolver tudo sozinhos – sem buscar ouvir a voz de Deus -, e, de repente, acabamos entrando em “ruas erradas”. É nesse momento que confiar em Deus e verdadeiramente entregar o controle a Ele muda tudo.

    Se você, como eu, amava/ama as aulas de Biologia, vai se lembrar que o córtex pré-frontal é a região do cérebro que nos ajuda a tomar decisões, enquanto a amígdala – que também fica no cérebro – dispara sinais de medo e ansiedade quando não nos sentimos seguros. Ou seja, mesmo que você não tenha memorizado todos os detalhes da aula sobre o sistema nervoso central (SNC), o importante é entender o significado disso na prática: quando não confiamos em nada ou em ninguém, nosso corpo entra em alerta, liberando cortisol, o famoso hormônio do estresse. MAS, quando confiamos em alguém ou em algo, a amígdala se acalma, liberando a dopamina e gerando uma maravilhosa sensação de PAZ. Percebe como o nosso Deus Criador nos dotou de mecanismos biológicos para nos lembrar de que somos dEle? Ao depositarmos a nossa confiança Nele, experimentamos uma paz verdadeira – aquela que o mundo não consegue dar nem explicar.

    Em Provérbios 3.5-6 o escritor – inspirado pelo Espírito de Deus – nos lembra que confiar apenas em nós mesmos pode ser perigoso, afinal o nosso entendimento é limitado e, muitas vezes, equivocado. Para nossa alegria, enquanto nós vemos apenas o aqui e o agora, temos um DEUS PAI que vê além, e enxerga todo o caminho. Confiar em Deus é como entregar o controle do volante da vida a Ele. Quando tentamos dirigir sozinhos, corremos o risco de pegar caminhos errados, mas quando colocamos Deus no comando, Ele nos guia por veredas seguras. É como ajustar o “GPS espiritual” para não nos perdermos em meio às incertezas da vida.
        Confiar de todo o coração é dizer: “Senhor, eu coloco o meu caminho nas Tuas mãos. Se eu errei a direção, recalcula a rota para mim e guia meus passos em direção ao Teu querer.”


    Desafio Evangelístico

    • Peça a Deus a oportunidade de compartilhar com alguém um momento em que Ele “recalculou a rota” na sua vida – seja uma escolha errada, um plano que não deu certo ou algo simples do dia a dia. 
    • Conte como confiar em Deus transformou a sua situação e mostre que Ele nos ama, se importa com cada detalhe das nossas vidas e, mesmo quando erramos – se nos arrependermos – Ele nos perdoa e nos guia com sua doce presença. 
    • Por fim, escreva os versículos 5 e 6 de Provérbios 3 em um cartãozinho ou post-it, entregue a esta (s) pessoa (s) e deixa Deus te usar 🙂

    Uma necessidade de oração

    • Ore com FÉ, pedindo ao Senhor Jesus que acalme a sua mente nas áreas em que você sente medo ou ansiedade, e entregue a Ele aquelas decisões que você insiste em tentar resolver sozinho. Guarde estas palavras em seu coração: “Nada é grande demais para o Seu poder onipotente, e nada é pequeno demais para o Seu amor”.

    Perguntas Reflexivas:

    • Em quais áreas da minha vida ainda tento ser “o motorista” em vez de deixar Deus no comando?
    • Como eu reajo quando percebo que errei o caminho: entro em desespero ou confio em Deus para me ajudar a recalcular a rota?
    • Como posso, de forma prática, entregar o controle da minha vida a Deus hoje?
  • Exclusivo de Deus

    Pb. Rodolfo Pessoa

    UMADEP – Parnamirim/RN

    27 de Setembro de 2025 (Sábado)

    E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus… (Apocalipse 19:1 – ARC)

    Existem muitas coisas boas que nos chamam a atenção e nos fazem admirar, se alegrar, e até mesmo refletir. Particularmente eu gosto de saber de coisas em áreas que são exclusivas. Sabe aquele recorde do nadador Michael Phelps? O homem simplesmente conquistou 23 medalhas de ouro olímpicas entre 2004 e 2016, um feito inédito no esporte. Tocar nesse assunto é algo exclusivo, e não tem como não lembrar dele. E quando se toca naqueles assuntos bíblicos, do tipo: “sabia que a palavra adoração aparece pela primeira vez em  Gênesis 22:5?”, ou “andar por cima das águas além de Jesus, só Pedrão”.

    Pois, é! No Novo Testamento a palavra “Aleluia” aparece pela primeira vez em Ap 19:1. Na verdade é uma exclusividade deste capítulo, aparecendo somente nos versículos 1, 3, 4 e 6. Essa pequena Palavra tem um peso muito grande. Quando falamos de exclusividade em várias áreas, sabemos que se trata de uma exclusividade falível. Mas, aqui não estamos falando apenas de uma palavra exclusiva no Novo Testamento, mas de uma palavra que representa um significado muito grande que é “LOUVAI AO SENHOR”. 

    O louvor é uma tarefa que intimida. São mais de dois mil anos e ainda nem sabemos usar as palavras certas, nem quando ajoelhar, nem quando ficar de pé. Neste capítulo vemos a glória que está por vir; vemos aquEle que tem na sua coxa escrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. Finalizando o capítulo 19, percebemos o quão pertinho estamos de concluir nossa jornada  terrena e viver para sempre louvando ao nosso Deus. O louvor é a resposta sincera a Ele, dada por aqueles que O amam. Quanto mais você conhece a Deus e percebe o que Ele fez, mais responderá com louvor. 

    Entenda líder, jovem; entenda isso querido adolescente; entenda amado leitor:  o louvor está no centro da verdadeira adoração.

    E como eu posso adorar verdadeiramente? Essa é a primeira pergunta que devemos fazer todas as manhãs. Nossa vida deve ser uma adoração em chamas, e não podemos deixá-la apagar. Precisamos ser vigilantes. Muitas vezes o vento que apaga são coisas “boas” que fazemos, realizadas com intenções erradas. Quantos cristãos caminham numa frenética corrida, fazendo muita coisa, entrando no ativismo religioso, e esquecendo-se de entregar ALELUIA ao Senhor, com tempo para a obra de Deus, mas sem tempo para o Deus da obra? Pense nisso!
    Por fim, não existe uma fórmula secreta para louvar a Deus. Louvar é algo pessoal, cada um louva de forma diferente. Mas, todos devem louvar.

    Desafio Evangelístico

    Pratique durante esta semana momentos de jejum e oração para que você sinta fome de ouvir a Deus. Após isso, fale com um amigo que há muito tempo não aparece na igreja e, dentre as palavras que o Senhor lhe conduzir, diga: “O Senhor está com saudade do teu louvor.”


    Uma necessidade de oração

    Ore para que Deus levante mais pessoas que tenham paixão por Sua Palavra e desejem experimentar em suas vidas o privilégio de serem usadas nas escolas, universidades e lugares que parecem perdidos. Mas sabemos que Deus não nos coloca em lugares em vão.


    Perguntas Reflexivas:

    • Você tem sido grato pela saúde e pelo fôlego de vida?
    • Se a propagação do Reino dependesse do seu estilo de vida, você estaria fazendo o Reino avançar ou teria que parar e mudar?
    • Quanto tempo com Deus, diariamente, você tem vivido?
  •  O escape em meio às adversidades

    Ir. João Felipe (Dejad – Setor 8)

    20 de Setembro de 2025 (Sábado)

    “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.” (Ap 12:10 – ARC).

    Dragões, bestas indescritíveis, seres angelicais e diabólicos, batalhas épicas, cenas memoráveis… Esse é o Apocalipse escrito por João. Ainda há quem diga que ler a Bíblia não tem graça. Não sei se por ter recebido o mesmo nome do autor do livro, mas eu procuro pensar como um verdadeiro  João e imaginar todos os detalhes que ele descreve.

    Faça esse exercício comigo! Imagine: Uma mulher prestes a dar à luz, tendo que buscar refúgio no deserto, pois um grande dragão a persegue. A cena corta e agora nós olhamos para cima e vemos uma verdadeira batalha, digna de Hollywood: Miguel liderando um exército de anjos, lutando contra o grande dragão e seus anjos (demônios). Ao final Miguel triunfa, o dragão é derrubado e em um último ato de ira, lança uma investida contra a mulher que, recebendo asas de Deus, voa para longe do Dragão. É disso que se trata o capítulo 12 de Apocalipse.

    Porém, gostaria de chamar a sua atenção para tudo o que há por trás desse texto. Deixemos as figuras e alegorias um pouco de lado e permitam-me tratar do assunto chave desse texto: escape! Mesmo que não entendêssemos o que cada personagem do capítulo 12 representa, podemos ver que Deus está atento a tudo e que, por sua infinita misericórdia, sempre há de nos orientar e providenciar um meio para que escapemos das adversidades.

    Perceba que, assim como em outras inúmeras passagens bíblicas, Deus permite que os seus filhos se encontrem em meio às mais diversas situações que até podem colocar em risco as suas vidas. Vejam como Daniel foi condenado a ser jogado na cova dos leões (Dn 6), ou como seus amigos, Hananias, Misael e Azarias foram condenados a morrer queimados (Dn 3). Lembre-se que os israelitas passaram 70 anos como cativos em uma terra completamente estranha (Jr 52:12-16) e que Jesus, vendo e sabendo do que acontecia com os seus discípulos, permitiu que eles se encontrassem com uma terrível tempestade no meio do mar (Jo 6:16-21).

    Por mais que os problemas, adversidades, tribulações e perigos nos queiram tirar o foco e as esperanças, a Bíblia nos ensina a aprender com eles e crescer, pois esses momentos fazem parte do processo de formação do caráter cristão. Veja o que diz Salomão, no capítulo 7 do livro de Eclesiastes: “No dia da prosperidade, goza do bem, mas no dia da adversidade, considera; porque também Deus o fez este em oposição àquele, para que o homem nada ache que tenha de vir depois dele.”  (Ec 7:14). “DEUS FEZ ESTE EM OPOSIÇÃO ÀQUELE!!!” Sim, Deus permite dias ruins!

    “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” Jo 16:33. Aqui está mais uma prova de que não seremos privados de tribulações e aflições, mas que precisamos seguir com fé, pois se Cristo venceu, nEle, nós também podemos vencer e experimentar a Paz que excede todo o entendimento. Se tens a sensação de que coisas ruins só acontecem com você, saiba que muitos irmãos no mundo também sofrem tribulações semelhantes (1 Pe 5:9); se você acha que passar por tribulações e de todo ruim, leia o que Tiago nos ensina (Tg 1:12).

    Por fim, a passagem de Jo 16:33 não se resume apenas às aflições, pois o choro dura apenas uma noite, e depois disso, o sol brilha trazendo esperança (Sl 30:5). Volte aos textos de Dn 3, Dn 6, Sl 126, Jo 6:12-21, e veja se Deus não providenciou o escape para aqueles que persistiram em confiar nEle, ou se os abandonou na adversidade? O que há de mais bonito em todas essas passagens, e no capítulo 12 de Apocalipse, é o fato do Deus Todo-Poderoso se fazer presente antes, durante e depois das provações, livrando os filhos do mal. Podemos até dizer que o foco, na verdade, do capítulo 12 não é na mulher, em Miguel ou no dragão, mas sim na salvação e força dadas por Deus a nós, através de seu Filho Jesus Cristo.

    Cristo nos libertou do pecado e nos deu a vida eterna. Ele é a nossa salvação e é quem porá fim ao reinado do acusador e do adversário com suas adversidades! Aleluia!

    Desafio Evangelístico

    Seja um canal de bênçãos para a vida de alguém! Muitas vezes nos entristecemos e somos tendenciosos à melancolia e ao sofrimento excessivo, pois é isso que o “dragão” quer que nos aconteça. Mas uma palavra de ânimo e esperança pode nos consolar e nos ajudar a retomar a caminhada. Faça isso! Seja essa pessoa usada pelo Consolador Espírito Santo para consolar! Tenha em mente que o fim das coisas (a vitória da igreja, o fim do império do mal e a vida eterna) é bem melhor que o começo delas (Ec 7:8).


    Uma necessidade de oração

    • Ore para que Deus o ajude na caminhada, pois precisamos de força e constância para sermos aprovados em meio a tantas provações. 
    • Ore por aqueles que já não tem mais força e para que você seja um canal de Deus para trazê-los de volta ao lar. 
    • Ore pela a Igreja do Senhor em todo o mundo, pois nesse momento, muitos padecem por causa do evangelho. 
    • Ore para que possamos desfrutar da boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2)

    Perguntas Reflexivas:

    • Como posso me manter firme em meio às adversidades?
    • Como posso desenvolver estratégias que ajudem outros na mesma situação que eu?
    • O que posso fazer para desfrutar do cuidado e misericórdia divina?