Dc. Janssen Lemos
Domingo, 09 de agosto de 2026
“E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.” (Marcos 10:52).
Em Jericó vemos mais um exemplo de que “a fé em quem tudo pode”, faz a diferença…
Nesta passagem podemos imergir nos relatos de um homem que vivia uma vida limitada por uma deficiência que o impedia de ver. Ele não podia ver as maravilhas físicas que o Senhor fez; não contemplava visivelmente a natureza, o rosto das pessoas que amava; também não via os olhares de desprezo e nem a indiferença com que era tratado.
Um certo dia, lá estava Bartimeu, o filho de Timeu, sentado junto ao caminho, à margem da sociedade, fazendo o que lhe era de costume: mendigando (v. 46). Ele sequer imaginava o que estava prestes a acontecer. Jesus iria passar por ali.
De repente, vozes, passos, barulhos e uma informação chega até ele: Jesus de Nazaré passava por ali. Podemos acreditar que aquele cego já ouvira falar dos feitos de Jesus – curas, milagres, ensinos. Era a oportunidade singular para aquele “invisível” homem.
Bartimeu poderia apenas se alegrar pela passagem do Mestre, ou simplesmente viver aquele momento de forma passiva. No entanto, sua fé o levava a agir e clamar por um milagre. Então, encheu os pulmões e gritou o mais alto que pôde: “JESUS, FILHO DE DAVI, TEM MISERICÓRDIA DE MIM”. Vozes o desencorajavam e o repreendiam para que se calasse. Era o estímulo que precisava para clamar mais algo a Jesus (V. 47,48).
Neste ponto, quero lhe chamar a uma reflexão… Quantas vezes em sua vida, diante de um problema, uma dificuldade, ou uma impossibilidade, você tem clamado a Jesus, com fé, por uma solução que somente Ele pode conceder? Será que vozes contrárias não tem lhe afastado do lugar da solução, diante do Pai?
A narrativa continua. Jesus manda chamá-lo. As mesmas pessoas que há pouco lhe constrangiam a calar-se, agora eram porta-vozes de esperança: “Ele te chama, tenha bom ânimo” (v. 49). Logo, o cego abre mão da pesada capa, que dificultaria sua aproximação e, porque não dizer, num ato de fé, ele cria que não precisaria mais fazer uso dela (v.50).
Diante do Mestre, uma pergunta: “O que queres que eu te faça?”. Sua resposta refletia honra, dependência e necessidade: “Mestre, eu quero ver”. E Jesus, simplesmente lhe disse: “Vai, a tua fé te salvou”. E o texto encerra declarando a vitória de Bartimeu e sua nova história: “ele via e seguia a Jesus pelo caminho” (v. 51,52). Que grandeza. Aquele homem agora contemplava Cristo e vivia para Cristo.
Um lembrete importante: ao invés de compartilhar sua história a muitos que pouco poderão fazer por você, conte à Jesus, o Deus misericordioso, socorro presente na angústia, o único capaz de curar, mudar, transformar, restaurar, salvar. Sim, Cristo continua a mudar histórias de “Bartimeus” a cada instante. Você pode ser o próximo.
Desafio do Discípulo
Você tem sido silenciado pela multidão, desencorajado a não permanecer clamando ao Mestre? A história de Bartimeu é um convite à perseverança. Continue. Ele te ouve e agirá segundo sua vontade soberana.
Uma necessidade de oração
Sua história de dor, sofrimento, desesperança ou incerteza precisa ser compartilhada com o Salvador. Conte para Ele onde é a sua dor. Não ignore esse espaço aberto de oração e comunhão.
Perguntas reflexivas
- Como você se sente quanto uma limitação lhe impede de fazer algo que você deseja?
- Como você manifesta a sua fé em Deus como aquele que pode fazer todas as coisas? Você espera acontecer ou você clama a Ele diuturnamente ?
- Observando a passagem sobre Bartimeu, quais inspirações você poderia aplicar agora em sua vida?
Cristo continua a mudar histórias de “Bartimeus” a cada instante. Você pode ser o próximo.
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