Autor: Douglisnilson Morais

  • ORE POR TODOS – Inclusive por Quem Governa

    Pr. Kleber Maia

    19 de julho de 2025

     “Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças em favor de todas as pessoas. Orem em favor dos reis e de todos os que exercem autoridade, para que vivamos vida mansa e tranquila, com toda piedade e respeito.” (1 Tm 2.1-2 – NAA).

    Na sua primeira epístola a Timóteo, Paulo nos entrega uma orientação que continua urgente e necessária: a oração precisa ser prioridade, e deve incluir todas as pessoas — inclusive as autoridades. Considerando o tempo difícil em que o apóstolo escreveu esta recomendação, quando Nero era o imperador e a injustiça parecia dominar, não era algo simples ou corriqueiro: orar pelo perseguidor, responsável por muitos males. Contudo, Paulo não recua: a Igreja deve orar, e orar por todos, inclusive, pelos governantes (maus ou bons – segundo a nossa avaliação).

    É fácil orar por um líder que admiramos, cuja vida e decisões parecem alinhadas com a justiça e a verdade. Mas o mandamento que recebemos é outro: orar por todos. Não apenas para que façam o que achamos certo, mas para que sejam tocados por Deus, iluminados por Sua sabedoria e alcançados por Sua salvação. Orar pelo bem deles é orar pelo bem de todos — pois onde há justiça e temor a Deus, há paz para o povo.

    Devemos entender que orar por quem está no poder não é validar injustiças, mas buscar, diante de Deus, que esses líderes sejam alcançados pela salvação e recebam sabedoria para governar com justiça. Quando oramos, tiramos os olhos da indignação, da reclamação e do nosso sentimento, e colocamos nossa confiança no único que pode transformar corações e mudar cenários: Deus.

    Mais do que um dever cívico ou religioso, é um chamado do coração de Deus para Seu povo. A oração da Igreja tem valor diante de Deus — Ele se agrada quando intercedemos pelos outros. E o motivo é claro: Ele deseja salvar a todos. A Igreja não pode se calar ou se omitir. Precisa orar com mãos limpas, sem ódio, sem disputas, com coração quebrantado. Levantamos as mãos e oramos pelos líderes – aquele que consideramos um “mito” e aquele que julgamos ser um erro.

    Oramos pelos líderes, mas depositamos a nossa fé em um que é Único. Há apenas um mediador entre Deus e os homens — Jesus Cristo. Nenhum outro. Ele é Deus e também homem. Ele se entregou por nós e nos representa diante do Pai. Pensar que outra figura — por mais amorosa que pareça — possa mediar melhor do que Aquele que morreu por nós na cruz é ofender a graça. Cristo basta. Cristo é suficiente. Ele “vai na frente”, como nosso Intercessor suficiente. Não precisamos buscar mais ninguém.

    A oração verdadeira parte de um coração rendido, que reconhece a própria dependência. Por isso, Paulo orienta que se levante as mãos em oração, sem ira nem contenda. Não oramos para impressionar ninguém. Oramos para falar com Deus. Como o publicano da parábola (Lc 18.9-17), nossa oração precisa ser honesta, humilde e cheia de fé. Quem fala com Deus com sinceridade encontra paz, direção e força para continuar.

    Ore por sua cidade, seus líderes, suas autoridades. Ore para que Deus toque os corações mais duros. Ore com fé, sabendo que o Senhor ouve e se agrada de quem intercede.

    Desafio Evangelístico

    Você conhece alguém que vive longe de Deus — talvez até envolvido em política, justiça, ou liderança? Ore por essa pessoa hoje. Peça que Deus o(a) salve, transforme, e use sua vida para o bem. E se puder, compartilhe uma palavra de fé. O Reino de Deus avança também por meio de orações silenciosas e corações dispostos.

    Necessidade de Oração

    • Há algo em seu coração que impede você de orar com liberdade? Alguma mágoa, raiva ou revolta contra autoridades, líderes ou decisões do passado? Peça a Deus que limpe suas mãos e seu coração. Ele quer ouvir sua oração, mas também quer que você ore como filho, e não como acusador.
    • Crente não ora com raiva e nem clama a Deus buscando justiça contra os injustos, mas clama por misericórdia, da qual todos precisamos.

    Perguntas Reflexivas

    • Você tem orado pelas autoridades da sua cidade e do seu país?
    • Consegue orar por quem pensa diferente de você?
    • Sua oração expressa dependência ou apenas reclamações?
  • A Expectativa de Deus

    Aux. Rodrigo Carlos

    12 de Julho de 2025 (Sábado)

    “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação…” (1 Ts 4.3a)

    Pare um pouco pra refletir: O quão sem graça e monótona seria a vida se não tivéssemos expectativas, sonhos, projetos, planos e alvos?  Os objetivos que traçamos na vida nos motivam a continuar, a perseguir com diligência, a nos esforçarmos e muitas vezes, suportarmos dificuldades… tudo em prol de algo maior o qual tanto almejamos.

         Mas… você sabia que Deus tem propósitos  para a sua vida, expectativas ao seu respeito, o qual é a base para que você construa uma vida firme e inabalável? Essa afirmação é confirmada na primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses, onde o apóstolo nos revela: “Porque está é a vontade de Deus, a vossa santificação…” (1 Ts 4.3). Ser santo é ser separado do pecado, totalmente dedicado à Deus, visando desenvolver uma conduta pura que O agrada, e refletindo às outras pessoas o seu caráter Santo.

         Deus não faz nada sem propósito. Seus planos não são impensados ou equivocados. Há sempre um propósito em suas ações, a começar da criação do homem no Éden, chegando aos nossos dias e incluindo eu e você. Logo, você não é um erro, um inútil que não tem perspectiva aos olhos dEle. 

    Deus também é extremamente estrategista, um exímio projetor e nos criou para vivermos uma vida que vale a pena viver, uma vida que aponte para Ele, que O glorifique (Ef. 1.11,12). Logo, enquanto você não estiver alinhado nessa perspectiva nada fará sentido em sua vida e caminharás com um vazio dentro de si, pois somente Deus pode te preencher plenamente e te dar uma vida que vale a pena viver (João 10.10).

          Mas você pode estar se perguntando: Como atender a expectativa de Deus para minha vida? Como viver essa vida? Primeiramente, reconheça a sua total dependência dEle, busque-O de todo o coração, leia a Bíblia e ore para que essas verdades sejam reais e vivenciais em sua vida, de modo a compreender qual seja a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). Quanto mais você se aproxima de Deus, mais parecido com Cristo se torna, mais alinhado às expectativas Divinas, mais consciente do seu pecado e sujeira e reconhecendo a necessidade de arrependimento e perdão (1 Jo 1.9), crescendo em santidade e caminhando em direção à estatura de varão perfeito (Ef 4.13-15). 

          Portanto, Jovem, quer agradar a Deus? Quer “alegrá-lo” com a sua vida? que ser um tributo vivo a Ele (Jó 1.8; 2.3)? Atenda às “expectativas” de Deus!!!

    DESAFIO EVANGELÍSTICO

         Deus nos criou para compartilhar. Durante essa semana, permita-se ser um instrumento de Deus na vida de alguém para transmitir a mensagem da expectativa Divina. Convide-o (a) à refletir sobre seu viver e apresente-lhe o projeto de vida de Deus para essa pessoa.

    UMA NECESSIDADE DE ORAÇÃO

         Ore a Deus pedindo a sua ajuda para que você continue firme nessa jornada rumo à descoberta da vontade dEle pra sua vida; que sejas continuamente santificado pela Palavra, alcançando crescimento, sabedoria e discernimento espiritual.

    PERGUNTAS PARA REFLEXÃO:

    • O que tem preenchido sua mente?
    • Você tem mantido uma vida devocional, buscando compreender a vontade de Deus para a sua vida?
    • Que atividade (s) você precisa substituir a fim de ter tempo para realizar o seu devocional?
  • A Redenção por meio do Amor!

    Ir. Sara Raquel

    05 de Julho de 2025 (Sábado)

    Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13- ARC)

    Nesta semana, refletimos sobre a história que transformou nossa sorte, iluminou nosso caminho e nos ofereceu uma oportunidade única e indispensável: a redenção por meio de Jesus. Essa narrativa, tão profunda, nos constrange com um amor incondicional, incomparável, que transcende a compreensão humana. Comumente, usamos o amor sacrificial de uma mãe para ilustrar o amor de Jesus — um amor que renuncia, que não espera retribuição. No entanto, nossa mente humana, limitada, muitas vezes busca ao menos um “obrigado” quando se doa. Mas o amor de Jesus é diferente: Ele sofreu e padeceu para nos conceder uma liberdade que nem sabíamos estar presos, pagando uma dívida que desconhecemos ao nascer.

    Por vezes, questionamos essa liberdade: “Posso ser livre tendo que agradar alguém? Valeu tanto amor se muitos ainda não se renderam? Nasci devendo sem saber o que é pagar?” Essas dúvidas revelam a complexidade de um plano perfeito, um futuro preparado por Deus. Como Ele revelou a Jeremias, “Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; antes que saísses da madre, te santifiquei” (Jr 1:5), somos conhecidos e amados desde sempre. Mesmo assim, tal como o profeta, podemos nos sentir pequenos diante das montanhas da vida — medos, incertezas, julgamentos, pressões externas ou pecados do passado que nos fazem sentir indignos.

    Todos enfrentamos esses momentos, mas é exatamente aí que a redenção brilha. Jesus, nosso Redentor, pagou o preço daquela dívida impagável, libertando-nos da escravidão da mente e das opressões ao nosso redor. Ele sofreu em nosso lugar, oferecendo-nos um novo viver, que vai além dos prazeres terrenos e aponta para uma glória ainda não revelada. Temos a certeza, tão clara quanto o céu azul e a brancura das nuvens, de que tudo foi criado por Ele e para Ele. Por meio de Jesus, recebemos o perdão, e mesmo quando erramos ou somos assolados por pensamentos destrutivos, temos a certeza que há um Deus que nos vê pelo sangue de Seu Filho, e tem perdão disponível e novos recomeços de paz e livre de acusações.
    Esse é o verdadeiro evangelho: Deus enviou Seu único Filho com propósito de amor. Ele sofre, recebe sobre si nossas dores e a culpa de pecados que não eram seus, para nos trazer a liberdade de viver um futuro de paz, e uma eternidade de gozo.
    Não permita que dúvidas ou medos ocupem sua mente. Deixe seus sentimentos serem cativados por esse amor redentor, que perdoa e oferece uma nova chance de viver na paz de um Reino eterno, desfrutando de um amor sublime que só vive quem o aceita.

    Não desista de ser fiel. A cada momento que surgirem pensamentos desencorajadores na caminhada, lembre-se que há um Deus no céu que não está alheio às suas lutas. Antes, está agindo em seu favor. O inimigo de nossas almas não pode por conta própria decidir sobre sua vida; ele não tem poder nem controle sobre sua história e projetos. Mas Jesus, o seu remidor, tem Todo o Poder para conduzi-lo rumo à eternidade de glória. Ele só espera de você fidelidade e permanência. 

    Não há dívida que o sangue de Jesus não pode pagar!

    Desafio Evangelístico

    Há pessoas ao seu redor que acreditam não haver perdão ou esperança para suas vidas marcadas pelo pecado. Hoje, você recebeu essa palavra que ilumina sua jornada. Encha-se de coragem pela oração, peça a Jesus que preencha seu coração com Seu amor e seja um canal de Sua redenção. Compartilhe essa boa nova com amigos e familiares — vidas podem ser libertas da opressão por meio de você!

    Necessidade de Oração

    Podemos estar na condição de receber perdão, de nos livrarmos de uma mente oprimida por erros do passado ou do presente. Mas, para caminhar plenamente nessa redenção, precisamos também perdoar. Há alguém que você precisa perdoar ou de quem precisa receber perdão? Ore fervorosamente hoje, recordando que Jesus levou sobre Si todas as coisas. O amor que nos resgatou é único, e devemos colocá-lo em prática. Sinta a paz de Deus fluir em seu ser, tornando-o um agente de seu amor por meio da salvação que recebeu.

    Perguntas Reflexivas

    •  Assim como foi perdoado, há alguém esperando pelo seu perdão?
    • Quanto você está disposto a compartilhar o perdão de Jesus?
    • Você entende que Jesus o chama para um novo viver todos os dias?

  • Mudança de rota

    Pb. Haniel Oliveira

    28 de Junho de 2025 (Sábado)

    “Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo?  (Jo 4.29 – ARC).

    Primeiro deixe-me contar uma pequena história… uma história que começa num dia comum na vida de Jesus. Sua rota previa saída da Judeia para mais uma ida à Galileia, região onde ele desenvolveu a maior parte pública de seu ministério terreno. Uma rota comum num dia comum (se é que posso dizer isso). Ele e seus discípulos. Ninguém mais. Mas, espere aí… de repente há uma mudança de rota: “E era-lhe necessário passar por Samaria” (Jo 4.4), mais precisamente numa cidadezinha chamada Sicar. Mas por que dizer que era uma mudança de rota se esse era justamente o caminho mais curto? Simples: judeus não suportavam os samaritanos, por considerá-los um povo imundo, e evitavam a todo custo seguir por esse caminho.

    Portanto, uma mudança de rota era necessária. Mais que isso: uma mudança de atitude era necessária. Digo ainda mais: uma mudança de vida era necessária. Naquele lugarzinho havia uma mulher samaritana, triplamente desprezada pela sociedade – ela era samaritana, era mulher e teve relacionamentos com vários homens, inclusive homens de outras mulheres. (Ah… quase esqueci… e eles, os judeus, também não falavam com mulheres, tá?) Aquele encontro não era pra acontecer. Lugar errado, hora errada e pessoa errada! Jesus interrompe a rotina incomum daquela mulher e pede água. “… dá-me de beber” (v. 7). Mas, como assim? Uma mulher samaritana, conversando com um homem judeu e logo em pleno meio dia do oriente médio? Algo não parecia certo. E quantas vezes temos essa mesma sensação, de que algo não parece certo?

    Ali, naquela conversa despretensiosa e altamente improvável, estava prestes a acontecer um milagre. Mas não daqueles que saltam aos olhos, como multiplicação de pães e peixes ou mesmo de cura exterior de cegos e coxos. Ali estava uma mulher pecadora e desprezada diante do salvador do mundo, do Cristo, do messias prometido. Ali, diante dela, estava Jesus: a própria água da vida. Ele não era apenas um homem judeu, aparentemente desorientado pela sede e pelo cansaço da jornada. Aquela mudança de rota era necessária porque a sede daquela mulher era muito maior. Ela tinha sede de vida. Ela tinha sede de dignidade. Ela tinha sede de inclusão. Ela tinha sede de amor. Ela tinha sede … de Deus. E Jesus estava ali. Bem na sua frente. Logo ela descobre que Ele verdadeiramente sabia tudo. Tudo mesmo. Ele era o próprio Deus. E esse Deus havia mudado sua rota naquele dia para mudar o seu destino, de uma vez por todas. Como era possível alguém se importar com ela?

    Jovem, você sabia que Deus se importa com você e decidiu ‘mudar de rota’ para ter um encontro contigo? Sabe quando tudo parece não estar certo na sua vida e é justamente quando Ele está chegando com a água que pode matar a sua sede? Agora você consegue perceber que esse homem judeu não era qualquer homem e agora está te olhando por dentro e sabe tudo sobre você. Mesmo assim Ele te constrange com o maior amor que existe e te faz uma proposta: quer beber da água que mata toda a tua sede? Sim. Ele pode matar nossa sede de vida, de amor, de paz, de salvação, de refrigério em meio a tantos desafios da vida. Ele quebra todas as barreiras que a sociedade construiu. Mais que isso… Ele convidou aquela mulher samaritana e pecadora a mudar de rota também!!! Sua vida nunca mais seria a mesma. De pecadora a missionária. Uau!!! E Ele quer fazer o mesmo comigo e com você!

    Ao ler os primeiros 30 versículos do capítulo 4 do evangelho de João vemos que Jesus transforma conversas desconfortáveis em verdadeiros milagres. Ele transforma primeiro por dentro e depois por fora. Ele nos ensina primeiro como devemos adorar a Deus e depois nos mostra como devemos anunciá-lo. Ele primeiro se coloca como água viva dentro de nós para depois fazê-la jorrar para fora. Ele primeiro nos vê por dentro, resolve todos os nossos conflitos, nos ensina o caminho da dignidade e da verdade (Jo 14.6) e nos convida a espalhar essa mesma mensagem adiante. Ele sabe que somos pecadores, mas, além de nos perdoar e redimir, nos convida para sermos seus missionários. Ele não quer saber se somos homens ou mulheres ou mesmo se somos ‘samaritanos’. Ele nos convida a mudar de rota e conta conosco nessa obra maravilhosa.

    A sua sede acaba aqui e agora. Se você é como esta mulher, fugindo de si mesmo e dos outros, em busca de felicidade nos prazeres mundanos, dê um passo em direção a Cristo. Beba dessa água da vida. Torne-se um(a) missionário(a). Permita-se ser mudado para poder anunciar o mesmo aos outros. Abandone as práticas do pecado e siga a Jesus. Vá anunciar este nome poderoso que é JESUS aos seus amigos e parentes. Arrependa-se das velhas práticas pecaminosas e deixe-se envolver por este amor. O evangelho é poder de Deus e mudança de vida. Que tal uma mudança de rota? “Porventura, não é esse o Cristo?” (Jo 4.29b)


    Desafio Evangelístico

    Deixe-se tornar um missionário de Cristo, como foi a mulher samaritana. Não se importe com o que fez no passado e não se permita intimidar pelo inimigo de nossas almas. Se você se arrependeu do que fez, pediu perdão ao Senhor e aceitou mudar de rota, seja agora um missionário dEle. Nos próximos dias, faça um propósito com Deus, escolha algum (a) amigo (a) e o (a) convide para o próximo culto de jovens da sua igreja. Certamente Deus falará com essa pessoa e fará uma grande obra.


    Uma necessidade de oração

    Ore justamente pela (s) pessoa (s) escolhida (s) antes de convidá-la (s) para vir ao culto e, se possível, faça também um jejum. Não podemos esquecer que a missão de evangelizar é, antes de tudo, um desafio espiritual e, portanto, precisa ser vencida com as disciplinas espirituais.


    Perguntas Reflexivas:

    • Você já se arrependeu, já pediu perdão pelos seus pecados ditos “de estimação”, como eram os daquela mulher samaritana?
    • Você tem sentido a presença de Cristo como rios de água viva fluindo dentro de você?
    • Quantas vezes neste ano você já falou de Jesus para alguém sedento de sua presença?

  • Alinhe Seus Pneus!

    Pb. Paulo Roberto

    21 de junho de 2025

    “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gl 5.25)

    Ilustração: O Sonho e o Carro Novo

    Certo homem tinha um grande sonho: possuir um carro novo. Para ele, esse carro representava mais do que um bem material — era uma nova perspectiva de vida, conforto e, principalmente, a chance de realizar a tão sonhada viagem da sua vida.

    No entanto, a realidade era dura. Ele não tinha condições financeiras para comprar esse carro. Mesmo assim, mantinha viva a chama da fé, crendo que um dia Deus o abençoaria com esse presente. E aconteceu! Contra todas as expectativas, Deus lhe deu o carro tão desejado. Todos ao redor ficaram admirados e diziam: “O impossível aconteceu! Agora ele vai fazer a viagem que tanto sonhou!”

    Ansioso, o homem preparou as malas, pronto para viver o momento mais esperado de sua vida. Mas, junto com o carro, o dono original fez apenas uma exigência: “Está aqui o manual. Leia com atenção e cuide bem do carro. Ele foi projetado para levá-lo ao destino certo.”

    No manual, uma observação estava destacada em negrito: “Mantenha os pneus alinhados. Caso contrário, você será levado para direções erradas e pode acabar ficando pelo caminho, longe do destino tão esperado.”

    Aplicação: O Alinhamento Espiritual

    Essa história simples reflete exatamente o que Paulo queria ensinar aos gálatas — e o que o Espírito Santo quer nos ensinar hoje. Recebemos algo que jamais poderíamos conquistar por nós mesmos: uma nova vida em Deus através de Cristo. Isso é viver no Espírito — um milagre já realizado! Mas agora vem a responsabilidade: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” Ou seja, não adianta apenas ter a nova vida — é necessário andar de forma alinhada com essa nova realidade.

    Jovem, fomos chamados para uma vida de liberdade em Cristo — uma vida que não está mais presa ao pecado, às velhas práticas e caminhos tortuosos que só “desalinham nossos pneus” e nos afastam do destino.

    Mesmo com o “carro novo”, se você não seguir o manual (a Palavra), poderá acabar fora da estrada.

    Aplicação prática: Como alinhar seus pneus

    Você que está lendo este devocional, eu te convido a revisar sua rota. Alinhar os pneus espirituais é:

    • Arrependimento constante;
    • Obediência à Palavra;
    • Sensibilidade à voz do Espírito Santo;
    • Perseverança mesmo quando a estrada é difícil.

    Sim, há muitos buracos no caminho. Mas Deus está com você dentro do carro! Através do Espírito Santo, Ele te orienta, guia, corrige e protege. Não ignore a voz do seu companheiro de viagem. Não despreze o manual (a Bíblia Sagrada). E acima de tudo, não desista do seu destino final: a eternidade com Deus.

    Desafio Evangelístico

    • Você conhece alguém que está dirigindo um carro novo, mas com os pneus desalinhados? Alguém que recebeu a bênção, mas esqueceu do manual?
    • Envie este devocional para essa pessoa. Convide-a a voltar ao manual, a alinhar a sua vida com o Espírito, e a não desistir da viagem. Talvez esse gesto seja exatamente o que Deus usará para colocar alguém de volta na rota certa.

    Motivos de oração

    • Ore agradecendo: porque você foi alcançado pela graça salvadora e cuidadora de Jesus Cristo.
    • Ore perseverando: que o Espírito Santo lhe conceda forças e o ajude na consulta contínua e diária do Manual (Palavra de Deus).
    • Ore desfrutando: desfrute da santa presença do Senhor em sua vida – moldando, transformando, cuidando, santificando, amando.
    • Ore suplicando: pelos familiares, amigos, vizinhança que necessitam urgentemente conhecer o Manual para melhor caminhar na jornada terrena; e por aqueles que estão fragilizados, querendo desistir da vida com Deus.

    Perguntas para reflexão

    • Você tem caído nos “buracos” da estrada espiritual?
    • O que você tem feito para alinhar seus pneus espirituais?
    • Você aceita o desafio de viver segundo a orientação do Espírito Santo e obedecer ao manual?
  • A força que nasce na fraqueza!

    Pr. José Arimaldo (1° Vice- Presidente da IEADERN) 

    14 de junho de 2025

    “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” (2 Coríntios 12:9).

    Vivemos em um tempo em que as pessoas valorizam força, sucesso, autoconfiança e aparência. Nas redes sociais, todos parecem felizes, fortes e bem sucedidos. Isso gera a falsa ideia de que, para sermos aceitos e admirados precisamos estar sempre bem e nunca mostrar fraqueza. Mas a palavra de Deus nos ensina algo completamente diferente: A verdadeira força do cristão nasce da fraqueza que expressa dependência de Deus. 

    O apóstolo Paulo, um dos maiores líderes da Igreja primitiva, não escondeu suas fraquezas, pelo contrário: Ele escreveu sobre elas e revelou um segredo poderoso que mudou a forma como ele via suas próprias limitações. Esse segredo pode mudar também a forma como você lida com suas lutas, medos e fraquezas. 

    Paulo fala de um “espinho na carne”- algo que o incomodava profundamente. Ele não diz exatamente o que era (uma enfermidade? Uma tentação? Um problema emocional?), não sabemos e a Bíblia não revela. Mas o que o apóstolo deixa claro é que se tratava de algo que o deixava abatido e por três vezes ele orou pedindo a Deus que o livrasse, porém a resposta de Deus foi surpreendente: “ Minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Paulo entendeu: Deus não queria que ele fosse forte sozinho, mas que dependesse de Sua graça. Ele estava aplicando uma vacina espiritual em Paulo, contra o orgulho e a soberba. 

    O espinho na carne seria um limitador de vaidade na vida de Paulo. Talvez seu espinho na carne seja: a luta que você trava com a baixa autoestima, ansiedade, dificuldades na escola, pressão dos amigos, dúvidas espirituais, medos sobre o futuro. Reconheça suas limitações e busque ajuda no Senhor; sua fraqueza é o lugar onde Deus quer agir; nem sempre Deus tira os problemas, mas nos concede graça suficiente para enfrentarmos. 

    Muitas vezes oramos pedindo ao Senhor para retirar determinado problema da nossa vida! E parece que nada muda! Foi assim com Paulo. Ele pediu para o espinho na carne ser removido, mas Deus não o tirou. Antes, fez algo melhor –  concedeu graça para suportar e vencer, mesmo com a permanência do espinho. Por isso, lembre-se: Deus pode não tirar aquele problema, aquela dificuldade que te causa luta interior, mas promete uma coisa: você nunca estará sozinho, sua graça vai te sustentar, fortalecer e capacitar e te levar a uma vida cristã vitoriosa. A maior força do cristão consiste em reconhecer suas fraquezas e correr para Deus.

    DESAFIO DO LEITOR

    • Durante esta semana em seu devocional com Deus, experimente abrir o seu coração e colocar diante dele suas fraquezas, seus medos, suas dúvidas, suas fragilidades. 
    • Seja honesto com Deus e não esconda quais são as dificuldades reais que você tem tentado esconder ou enfrentado sozinho sem compartilhar aos pés do Senhor. Admitir fraqueza não é sinal de fracasso, mas evidencia nossa dependência de Deus.

    MOTIVO DE ORAÇÃO

    • Ore para que Deus te ajude a reconhecer suas fraquezas sem medo ou vergonha, entendendo que é justamente nelas, que o poder de Deus se manifesta. Peça que o Espírito Santo te ensine a depender da graça de Deus diariamente em vez de confiar na sua própria força.

    PERGUNTAS PARA REFLEXÃO PESSOAL

    • Quais são as áreas de sua vida em que você mais sente fraqueza ou limitação?
    • Você acredita que a graça de Deus é suficiente para sustentar você mesmo quando as situações não mudam, como você gostaria?
    • De que forma você pode transformar suas fraquezas em oportunidades para depender mais de Deus?
  • Vivamos para Aquele que morreu por nós

    Missionária Cília Luna

    07 de Junho de 2025

    “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”
    2 Coríntios 5.14-15 (ARC)

    Quando entendemos a abrangência do que Jesus fez por nós, algo em nós muda. Não é somente um sentimento bonito ou uma ideia religiosa — é um amor que nos constrange. O termo “constranger”, aqui, não significa apenas “pressionar”, mas sim “dominar com intensidade”. É como se o amor de Cristo nos cercasse por todos os lados, dizendo: “Você é amado(a), você é salvo(a), agora viva como quem entendeu isso.”

    Essa verdade é especialmente impactante na juventude, fase em que muitos corações estão buscando identidade, pertencimento e sentido. O mundo tenta nos convencer de que a liberdade está em viver como quisermos. Mas a Bíblia nos mostra que a verdadeira liberdade está em viver para Jesus — Aquele que morreu e ressuscitou por nós.

    Conta-se sobre uma jovem que disse, com lágrimas nos olhos: “Eu sempre vivi para agradar aos outros. Hoje entendo que minha vida precisa agradar a Jesus”. Aquela jovem  entendeu que Jesus morreu por ela, não para que ela continuasse vivendo sem direção, mas para que vivesse com propósito e para o Reino.

    Cristo te convida para você deixar de viver para si. Seus sonhos, suas escolhas, sua juventude… tudo pode ser uma oferta agradável a Deus. Vivamos, então, para Aquele que nos amou primeiro, que entregou Sua vida por nós e nos chama para vivermos em santidade.

    Deus te abençoe!

    Desafio Evangelístico no ano da colheita;

    • Nesta semana, encontre alguém que você conhece e que ainda não vive para Cristo. 
    • Com amor e verdade, compartilhe seu testemunho e diga o que significa para você viver para Aquele que morreu por você. 
    • Ore antes e deixe o Espírito Santo te usar.

    Uma necessidade de oração:

    • Peça a Deus para que os jovens e adolescentes da sua igreja, da nossa nação e que pessoas do mundo inteiro despertem para uma vida de consagração e propósito, não vivendo mais para si, mas como instrumentos de Deus para esta geração.

    Perguntas Reflexivas:

    • O que significa, na prática, viver para Jesus em vez de viver para mim mesmo?
    • Quais áreas da minha vida ainda não estão totalmente entregues a Cristo?
    • Como posso demonstrar, com minhas atitudes, que minha vida pertence a Aquele que morreu por mim?

  • Firmes até o fim!

    Pb. Handesson Leão

    31 de Maio de 2025

    Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (1 Co 15.58)

    Neste capítulo, Paulo defende com firmeza a realidade da ressurreição. Ele ensina que a fé cristã não se sustenta apenas nesta vida. A nossa esperança está ancorada em algo eterno: a vitória final de Cristo sobre a morte. Nos versículos 50 a 58, o apóstolo revela o grande mistério — seremos transformados! A morte será vencida, e o corpo mortal será revestido de imortalidade. Aleluia!

    Para pensar…

    Paulo termina esse ensino glorioso com uma convocação: “Sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor.” (1 Co 15.58). Por quê? Porque agora temos um motivo eterno para permanecer firmes.

    A palavra motivação vem do latim motivus, que significa “aquilo que move”. Ou seja, ninguém age sem um motivo. E o texto de hoje nos oferece o maior de todos – a certeza da vitória em Cristo!

    A fé cristã não é baseada em promessas vazias, mas em um fato consumado — Jesus venceu a morte! Isso nos move. Isso nos motiva. Não trabalhamos, servimos e sofremos por acaso. Há um propósito eterno por trás de cada passo de obediência.

    Essa motivação que nasce da fé é o combustível que precisamos quando o cansaço chega, quando o resultado parece distante ou quando a mal sussurra mentiras ao nosso redor. O que nos move não é reconhecimento humano, nem recompensas terrenas — é o que Cristo já fez e o que ainda fará.

    Somos chamados a viver com os olhos na eternidade, sem abandonar a fidelidade no presente. A fé que nos motiva é a fé que nos firma.

    Pergunte a si mesmo: o que tem me movido? Se a resposta não estiver ligada à eternidade, talvez seja hora de reajustar o foco. Escolha hoje um ato concreto que revele sua fé viva — ore com alguém, envie uma palavra de ânimo, continue servindo, mesmo sem aplausos. Lembre-se: nada do que fazemos no Senhor é em vão.

    Desafio evangelístico:

    • Desafio você, jovem, a falar da vida eterna em Cristo. Certamente você conhece alguém que pode estar desanimado, frustrado, sem direção na vida, entristecido por perdas ou decepções. Fale à ele (a) da eternidade com Cristo; convide-o (a) a participar de um culto ao Senhor ou uma manhã de Escola dominical; esteja interessado em suas dúvidas e busque respostas bíblicas junto ao seu pastor, líder ou professor.

    Uma necessidade de oração:

    • Se você escolheu alguém para cumprir o desafio evangelístico, ore por essa pessoa. Apresente sua vida ao Senhor e peça a Ele oportunidades para falar do amor de Deus e da alegria que será viver eternamente com Ele.

    Perguntas reflexivas:

    • Em quem está depositada a sua confiança? Essa verdade lhe traz firmeza e esperança?
    • Quais as motivações de seu coração no servir a Cristo? A glória de Deus é sua prioridade?
    • Que compromissos você precisa assumir após a leitura desse texto, juntamente com o capítulo 14 da primeira carta de Paulo aos crentes de Corinto?
  • Cada alma importa — inclusive a que me desafia

    Willyane Sousa (DEJAD 11 – Gramoré Polo)

    24 de Maio de 2025

    “Portanto, se a comida escandalizar meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize”

    (1 Co 8:13)

    Se vivemos conforme o que aprendemos no AVIVA 2025, então o “não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20) precisa chegar a um novo nível, em que cada pequena ação, gesto ou palavra importa.

    Ao ler em 1 Coríntios 8, Paulo nos convida a abrir mão de algo que não é impuro, por amor ao nosso irmão. Então, eu reflito: “quanto das minhas ações realmente levam em conta o impacto que causam no outro?” O quanto eu estou tirando um pouco os olhos de mim e olhando para o meu próximo? 

    Ao perguntarem a Jesus o que significa o “meu próximo”, Ele deixou claro que não era para fazermos o bem somente a nossa família, amigos, congregação… precisamos ir além. Seja qual for o ser humano, se ele me enxerga como cristão — e até mesmo tem contato comigo—, eu vou, por amor a ele, vigiar minhas atitudes. Ora, quais? Meu modo de falar, de vestir, de agir.

    Mas quando eu limito isso somente aos que estão nos meus ciclos sociais, eu sou tão miserável, pois Cristo mesmo morreu por pecadores, Paulo traz isso em sua carta aos Romanos ao dizer que “dificilmente haverá alguém que morra por um justo; pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Rm 5.6-11).

    Quando nos tornamos uma nova criatura ao aceitar o sacrifício de Cristo, nos tornamos um com Ele, Justificados em Cristo Jesus para as boas obras (Ef 2.10). Como você julga que Cristo, sendo o seu Senhor, ordena que você viva? Isso mesmo, amando o próximo como a ti mesmo. Se usufruímos da benção que é ser cristão, que assumamos também a responsabilidade que é estar nessa posição.

    Essa nova vida em Cristo revela algo muito profundo: não sou mais eu quem falo, mas o Espírito Santo tocando o coração de alguém através de mim; não sou mais eu quem faço, são os ensinamentos de Cristo sendo refletidos através de mim. Sim, isso é uma grande responsabilidade, mas é essa identidade que assumimos ao vivermos sobre a graça do sacrifício dEle; não é sobre nós, agora representamos o Seu Reino, o Seu Nome; não são minhas escolhas, mas as escolhas soberanas dEle, inclusive no tocante à salvação. 

    Em resumo, cada alma importa para Jesus e, por isso, devo ser um testemunho vivo, um tributo ao meu Salvador, de modo a “atrair” outros para Ele. Ainda que seja um “samaritano”, importa-me orar e anunciar-lhe o evangelho da salvação. Ai de mim, se recuar nessa missão (1 Co 9.16). É ordem do Supremo Deus.

    Reflita comigo: como suas atitudes têm refletido a renúncia de Cristo por nós?

    Desafio evangelístico:

    • Que tal agir diferente com alguém que você não tem tanta proximidade? Alguém que é, aparentemente, excluído dos demais, e estender-lhe a mão? 
    • Todos nós queremos ser vistos, mas nos escondemos por medo, insegurança, vergonha, ou algo parecido. Jesus quer buscar essas pessoas das sombras, você está disposto (a) a ir até lá?

    Uma necessidade de oração:

    • Ore para que você se torne mais sensível e possa enxergar quem está ao seu lado.

    Perguntas reflexivas:

    • Jesus quer buscar até mesmo pessoas que estão nas sombras, você está disposto a ir até lá?
    • Quanto das suas ações realmente levam em conta o impacto que causam no outro?
    • Como suas atitudes têm refletido a renúncia de Cristo por nós?

  • O Amor que Edifica na Liberdade Cristã

    Joab Mattheus (DEJAD 11 – Gramoré Polo)

    24 de maio de 2025 (Sábado)

    “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele.” (1 Coríntios 8.3 – ARA)

    O capítulo 8 da primeira carta aos Coríntios trata de uma questão polêmica da época: o comer carnes sacrificadas aos ídolos. Para nós, pode parecer algo distante, mas os princípios apresentados por Paulo são extremamente atuais. A igreja de Corinto vivia em um contexto pagão, e muitos irmãos recém-convertidos ainda estavam fragilizados com suas antigas práticas. Havia cristãos que, por conhecimento, sabiam que o ídolo nada era. Porém, ao usar esse “conhecimento” de forma fria e insensível, feriam a consciência dos mais fracos.

    Paulo, então, nos mostra algo essencial: “O saber ensoberbece, mas o amor edifica.” (v. 1). Ele não despreza o conhecimento, mas nos chama a usá-lo com responsabilidade e empatia. O verdadeiro ensino cristão não é feito apenas de doutrina correta, mas de aplicação amorosa que visa o bem do outro.

    O apóstolo segue mostrando que, embora tivéssemos liberdade em Cristo, devemos estar prontos a abrir mão dela se for para não escandalizar ou prejudicar a fé do próximo. A liberdade cristã deve ser guiada pelo amor, não pelo ego. Isso nos desafia a pensar: será que temos usado nossa liberdade para edificar ou para ferir? Será que temos agido com empatia ou apenas com razão?

    Nas palavras paulinas: “Se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele” (1 Co 8.3) – e ser conhecido por Deus é um chamado à responsabilidade de viver como Cristo, amando até nos detalhes do cotidiano.

    A você, jovem, que tem buscado crescer em graça e verdade, que deseja viver com profundidade no Evangelho: atenção! O conhecimento é importante, mas o amor é indispensável. Não se trata apenas de saber o que é certo, mas de escolher o que é melhor para o Reino de Deus, mesmo que isso custe renúncia.

    Assim como Paulo disse: “Por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.” (v. 13). Esse é o tipo de entrega de quem entendeu o “coração” do Evangelho: amar mais do que ter razão.

    Desafio Evangelístico

    • Vivemos em dias em que muitos se orgulham de saber, mas poucos se dispõem a amar. Em nossas conversas, atitudes e redes sociais, temos edificado ou escandalizado? 
    • Que nossa mensagem não seja apenas correta, mas cheia de compaixão. Que nosso testemunho reflita a liberdade que serve e não fere.

    Uma necessidade de oração

    • Oremos para que o Senhor molde em nós um coração sensível. Que nosso conhecimento seja usado com sabedoria e que o Espírito nos ensine a discernir quando calar, quando falar, e sempre agir com amor. 
    • Que tenhamos coragem para renunciar ao que for preciso, para que o nome de Cristo não seja difamado por nossas atitudes.

    Perguntas Reflexivas:

    • Tenho amado mais a Deus do que minha liberdade pessoal?
    • Minhas atitudes têm sido pedra de tropeço para alguém?
    • Será que o meu jeito de viver revela mais conhecimento ou mais amor?